'O sero mano tem uma missão...'
(A minha, por exemplo, é ter que ler isso!)
'O Euninho já provocou secas e enchentes calamitosas. .'
(Levei uns minutos para identificar o El Niño...)
'O problema ainda é maior se tratando da camada Diozanio!'
(Eu não sabia que a camada tinha esse nome bonito)
'A situação tende a piorar: o madereiros da Amazônia destroem a Mata Atlântica da região.'
(E além de tudo, viajam pra caramba, hein?)
Não preserve apenas o meio ambiente e sim todo ele.'
(Faz sentido)
'O grande problema do Rio Amazonas é a pesca dos peixes'
(Achei que fosse a pesca dos pássaros.)
'É um problema de muita gravidez.'
(Com certeza...se seu pai usasse camisinha, não leríamos isso!)
'A AIDS é transmitida pelo mosquito AIDES EGIPSIO.'
(Sem comentário)
'Já está muito de difíciu de achar os pandas na Amazônia'
(Que pena. Também ursos e elefantes sumiram de lá)
'A natureza brasileira tem 500 anos e já esta quase se acabando'
(Foi trazida nas caravelas, certo ?)
'O cerumano no mesmo tempo que constrói, também destroi, pois nos temos que nos unir para realizarmos parcerias juntos.'
(Não conte comigo)
'Na verdade, nem todo desmatamento é tão ruim. Por exemplo, o do Aeds Egipte seria um bom beneficácio para o Brasil'
(Vamos trocar as fumaças pelas moto-serras)
... menos desmatamentos, mais florestas arborizadas. '
(Concordo! De florestas não arborizadas, basta o Saara!)
'Isso tudo é devido ao raios ultra-violentos que recebemos todo dia.'
(Meu Deus... Haja pára-raio!)
'Tudo isso colaborou com a estinção do micro-leão dourado.'
(Quem teria sido o fabricante? Compaq ? Apple? IBM?)
'Imaginem a bandeira do Brasil. O azul representa o céu , o verde representa as matas, e o amarelo o ouro. O ouro já foi roubado e as matas estão quase se indo. No dia em que roubarem nosso céu, ficaremos sem bandeira..'
(Caraca! Ainda bem que temos aquela faixinha onde está escrito 'Ordem e Progresso'..)
'... são formados pelas bacias esferográficas. '
(Imaginem as bacias da BIC.)
'Eu concordo em gênero e número igual.'
(Eu discordo!)
'Precisa-se começar uma reciclagem mental dos humanos, fazer uma verdadeira lavagem celebral em relação ao desmatamento, poluição e depredação de si próprio.'
(Putz, que droga é essa?)
'O serigueiro tira borracha das árvores, mas não nunca derrubam as seringas.
(Esse deve ter tomado uma na veia)
'Vamos deixar de sermos egoistas e pensarmos um pouco mais em nós mesmos.'
(Que maravilha!)
E continua - O tema da redação foi Aquecimento Global:
1) "o problema da amazônia tem uma percussão mundial. Várias Ongs já se estalaram na floresta." (percussão e estalos. Vai ficar animado o negócio)
2) "A amazônia é explorada de forma piedosa." (boa)
3) "Vamos nos unir juntos de mãos dadas para salvar planeta." (tamo junto nessa, companheiro. Mais juntos, impossível)
4) "A floresta tá ali paradinha no lugar dela e vem o homem e créu." (e na velocidade 5!)
5) "Tem que destruir os destruidores por que o destruimento salva a floresta." (pra deixar bem claro o tamanho da destruição)
6) "O grande excesso de desmatamento exagerado é a causa da devastação." (pleonasmo é a lei)
7) "Espero que o desmatamento seja instinto." (selvagem)
8) "A floresta está cheia de animais já extintos. Tem que parar de desmatar para que os animais que estão extintos possam se reproduzirem e aumentarem seu número respirando um ar mais limpo." (o verdadeiro milagre da vida)
9) "A emoção de poluentes atmosféricos aquece a floresta." (também fiquei emocionado com essa)
10) "Tem empresas que contribui para a realização de árvores renováveis." (todo mundo na vida tem que ter um filho, escrever um livro, e realizar uma árvore renovável)
11) "Animais ficam sem comida e sem dormida por causa das queimadas." (esqueceu que também ficam sem o home theater e os dvd's da coleção do Chaves)
12) "Precisamos de oxigênio para nossa vida eterna." (amém)
13) "Os desmatadores cortam árvores naturais da natureza." (e as renováveis?)
14) "A principal vítima do desmatamento é a vida ecológica." (deve ser culpa da morte ecológica)
15) "A amazônia tem valor ambiental ilastimável." (ignorem, por favor)
16) "Explorar sem atingir árvores sedentárias." (peguem só as que estiverem fazendo caminhadas e flexões)
17) "Os estrangeiros já demonstraram diversas fezes enteresse pela amazônia." (o quê?)
18) "Paremos e reflitemos." (beleza)
19) "A floresta amazônica não pode ser destruída por pessoas não autorizadas." (onde está o Guarda Belo nessas horas?)
20) "Retirada claudestina de árvores." (caráulio)
21) "Temos que criar leis legais contra isso." (bacana)
22) "A camada de ozonel." (Chris O'Zonnell?)
23) "a amazônia está sendo devastada por pessoas que não tem senso de humor." (a solução é colocar lá o pessoal da Zorra Total pra cortar árvores)
24) "A cada hora, muitas árvores são derrubadas por mãos poluídas sem coração." (para fabricar o papel que ele fica escrevendo asneiras)
25) "A amazônia está sofrendo um grande, enorme e profundíssimo desmatamento devastador, intenso e imperdoável." (campeão da categoria "maior enchedor de lingüiça")
26) "Vamos gritar não à devastação e sim à reflorestação." (NÃO!)
27) "Uma vez que se paga uma punição xis, se ganha depois vários xises." (gênio da matemática)
28) "A natureza está cobrando uma atitude mais energética dos governantes." (red bull neles - dizem as árvores)
29) "O povo amazônico está sendo usado como bote expiatório" (ótima)
30) "O aumento da temperatura na terra está cada vez mais aumentando." (subindo!)
31) "Na floresta amazônica tem muitos animais: passarinhos, leões, ursos, etc." (deve ser a globalização)
32) "Convivemos com a merchendagem e a politicagem." (gzus)
33) "Na cama dos deputados foram votadas muitas leis." (imaginem as que foram votadas no banheiro deles)
34) "Os dismatamentos é a fonte de inlegalidade e distruição da froresta amazonia." (oh god)
35) "O que vamos deixar para nossos antecedentes?" (dicionários)
29 de mar. de 2010
27 de mar. de 2010
Caso Nardoni: Após a leitura da Sentença
Alexandre Nardoni foi condenado a mais de 31 anos, 1 mês e 8 10 dias de prisão, e Anna Carolina a 26 anos e 8 meses, pela morte de Isabella.
Ao final da leitura da sentença, a defesa de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá informou que já recorreu da condenação do casal pela morte de Isabella.
Dois carros da Secretaria da Administração Penitenciária deixaram à 1h desta sábado o fórum de Santana. Eles transportavam Alexandre Nardoni e Anna Jatobá, condenados pela morte da menina Isabella.
O advogado Roberto Podval não falou com a imprensa após a condenação do casal, mas por meio da assessoria do Tribunal de Justiça,disse: "o brilho da noite é do doutor [Francisco] Cembranelli", que fez a acusação do casal.
Muito aplaudido após a condenação do casal Nardoni, o promotor Francisco Cembranelli fez um aceno com o sinal de positivo para os que o aguardavam no Fórum de Santana.

O promotor Francisco Cembranelli fez um aceno com o sinal de positivo para os que o aguardavam no Fórum de Santana aos gritos de “Cembranelli, Cembranelli”. “A confiança era total”, disse o promotor.
Segundo ele, o júri não é uma ciência exata: “certeza, certeza ninguém tem”. O promotor evitou cantar vitória após o julgamento e elogiou o advogado do casal, Roberto Podval, a quem chamou de profissional competente.
Durante a entrevista coletiva, Cembranelli ainda agradeceu “as pessoas que acompanharam e se emocionaram”. “Serei eternamente grato”, completou o promotor.
Cembranelli também disse que foi um júri difícil, principalmente, por ser um caso em que não havia testemunhas presenciais, e ressaltou mais uma vez o trabalho da perícia durante toda a investigação.
“Agora é cumprir a pena”, disse o promotor que considerou “adequada e compatível com o crime praticado”.
Ao menos 4 dos 7 jurados que integravam o conselho de sentença do júri de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá foram favoráveis à condenação do casal pela morte da menina Isabella. Segundo o promotor Francisco Cembranelli, o juiz Mauirício Fossen interrompeu a votação, após o quarto, para manter o sigilo dos jurados.
A família materna da menina Isabella permaneceu de mãos dadas enquanto o juiz Maurício Fossen lia a sentença que condenou Alexandre Nardoni e Anna Jatobá pela morte da criança. A mãe de Isabella, que não estava no fórum, apareceu na sacada de casa após a sentença e acenou.
A avó materna de Isabella, Rosa Oliveira, que estava no Fórum de Santana, chorou muito após a leitura da sentença. Ela abraçou o promotor Francisco Cembranelli na saída do fórum. Depois, afirmou que, enfim, foi feita justiça dois anos após a trágica morte de sua neta.
Um dia após a sentença
A mãe de Isabella Nardoni, a bancária Ana Carolina Oliveira, afirmou na tarde deste sábado (27) que está feliz com a condenação de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, acusados de matar a menina em março de 2008. “A justiça está feita, mas minha filha não vai voltar”, disse, emocionada, em frente ao prédio onde mora, na Vila Maria, Zona Norte de São Paulo.
“Não pude acordar hoje e ter o abraço dela [Isabella]”, lamentou. “O vazio ficou e a saudade ficará"
“A condenação foi uma resposta de que a justica foi feita. Era o que eu esperava, era o que eu estava confiante, sabia que tinha muita gente competente trabalhando todo esse tempo.”
Ana aproveitou a ocasião para ressaltar que acredita que o juiz Maurício Fossen “foi muito ético e competente” e agradeceu o apoio recebido durante os últimos dois anos. “Deixo meu carinho, abraço e gratidão.”
Ao final da leitura da sentença, a defesa de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá informou que já recorreu da condenação do casal pela morte de Isabella.
Dois carros da Secretaria da Administração Penitenciária deixaram à 1h desta sábado o fórum de Santana. Eles transportavam Alexandre Nardoni e Anna Jatobá, condenados pela morte da menina Isabella.
O advogado Roberto Podval não falou com a imprensa após a condenação do casal, mas por meio da assessoria do Tribunal de Justiça,disse: "o brilho da noite é do doutor [Francisco] Cembranelli", que fez a acusação do casal.
Muito aplaudido após a condenação do casal Nardoni, o promotor Francisco Cembranelli fez um aceno com o sinal de positivo para os que o aguardavam no Fórum de Santana.

O promotor Francisco Cembranelli fez um aceno com o sinal de positivo para os que o aguardavam no Fórum de Santana aos gritos de “Cembranelli, Cembranelli”. “A confiança era total”, disse o promotor.
Segundo ele, o júri não é uma ciência exata: “certeza, certeza ninguém tem”. O promotor evitou cantar vitória após o julgamento e elogiou o advogado do casal, Roberto Podval, a quem chamou de profissional competente.
Durante a entrevista coletiva, Cembranelli ainda agradeceu “as pessoas que acompanharam e se emocionaram”. “Serei eternamente grato”, completou o promotor.
Cembranelli também disse que foi um júri difícil, principalmente, por ser um caso em que não havia testemunhas presenciais, e ressaltou mais uma vez o trabalho da perícia durante toda a investigação.
“Agora é cumprir a pena”, disse o promotor que considerou “adequada e compatível com o crime praticado”.
Ao menos 4 dos 7 jurados que integravam o conselho de sentença do júri de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá foram favoráveis à condenação do casal pela morte da menina Isabella. Segundo o promotor Francisco Cembranelli, o juiz Mauirício Fossen interrompeu a votação, após o quarto, para manter o sigilo dos jurados.
A família materna da menina Isabella permaneceu de mãos dadas enquanto o juiz Maurício Fossen lia a sentença que condenou Alexandre Nardoni e Anna Jatobá pela morte da criança. A mãe de Isabella, que não estava no fórum, apareceu na sacada de casa após a sentença e acenou.
A avó materna de Isabella, Rosa Oliveira, que estava no Fórum de Santana, chorou muito após a leitura da sentença. Ela abraçou o promotor Francisco Cembranelli na saída do fórum. Depois, afirmou que, enfim, foi feita justiça dois anos após a trágica morte de sua neta.
Um dia após a sentença
A mãe de Isabella Nardoni, a bancária Ana Carolina Oliveira, afirmou na tarde deste sábado (27) que está feliz com a condenação de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, acusados de matar a menina em março de 2008. “A justiça está feita, mas minha filha não vai voltar”, disse, emocionada, em frente ao prédio onde mora, na Vila Maria, Zona Norte de São Paulo.
“Não pude acordar hoje e ter o abraço dela [Isabella]”, lamentou. “O vazio ficou e a saudade ficará"
“A condenação foi uma resposta de que a justica foi feita. Era o que eu esperava, era o que eu estava confiante, sabia que tinha muita gente competente trabalhando todo esse tempo.”
Ana aproveitou a ocasião para ressaltar que acredita que o juiz Maurício Fossen “foi muito ético e competente” e agradeceu o apoio recebido durante os últimos dois anos. “Deixo meu carinho, abraço e gratidão.”
Caso Nardoni: Sentença do Julgamento
SENTENÇA DA CONDENAÇÃO NA ÍNTEGRA
VISTOS
1. ALEXANDRE ALVES NARDONI e ANNA CAROLINA TROTTA PEIXOTO JATOBÁ, qualificados nos autos, foram denunciados pelo Ministério Público porque no dia 29 de março de 2.008, por volta de 23:49 horas, na rua Santa Leocádia, nº 138, apartamento 62, vila Isolina Mazei, nesta Capital, agindo em concurso e com identidade de propósitos, teriam praticado crime de homicídio triplamente qualificado pelo meio cruel (asfixia mecânica e sofrimento intenso), utilização de recurso que impossibilitou a defesa da ofendida (surpresa na esganadura e lançamento inconsciente pela janela) e com o objetivo de ocultar crime anteriormente cometido (esganadura e ferimentos praticados anteriormente contra a mesma vítima) contra a menina ISABELLA OLIVEIRA NARDONI.
Aponta a denúncia também que os acusados, após a prática do crime de homicídio referido acima, teriam incorrido também no delito de fraude processual, ao alterarem o local do crime com o objetivo de inovarem artificiosamente o estado do lugar e dos objetos ali existentes, com a finalidade de induzir a erro o juiz e os peritos e, com isso, produzir efeito em processo penal que viria a ser iniciado.
2. Após o regular processamento do feito em Juízo, os réus acabaram sendo pronunciados, nos termos da denúncia, remetendo-se a causa assim a julgamento ao Tribunal do Júri, cuja decisão foi mantida em grau de recurso.
3. Por esta razão, os réus foram então submetidos a julgamento perante este Egrégio 2º Tribunal do Júri da Capital do Fórum Regional de Santana, após cinco dias de trabalhos, acabando este Conselho Popular, de acordo com o termo de votação anexo, reconhecendo que os acusados praticaram, em concurso, um crime de homicídio contra a vítima Isabella Oliveira Nardoni, pessoa menor de 14 anos, triplamente qualificado pelo meio cruel, pela utilização de recurso que dificultou a defesa da vítima e para garantir a ocultação de delito anterior, ficando assim afastada a tese única sustentada pela Defesa dos réus em Plenário de negativa de autoria.Além disso, reconheceu ainda o Conselho de Sentença que os réus também praticaram, naquela mesma ocasião, o crime conexo de fraude processual qualificado.
É a síntese do necessário.
FUNDAMENTAÇÃO.
4. Em razão dessa decisão, passo a decidir sobre a pena a ser imposta a cada um dos acusados em relação a este crime de homicídio pelo qual foram considerados culpados pelo Conselho de Sentença.Uma vez que as condições judiciais do art. 59 do Código Penal não se mostram favoráveis em relação a ambos os acusados, suas penas-base devem ser fixadas um pouco acima do mínimo legal.Isto porque a culpabilidade, a personalidade dos agentes, as circunstâncias e as conseqüências que cercaram a prática do crime, no presente caso concreto, excederam a previsibilidade do tipo legal, exigindo assim a exasperação de suas reprimendas nesta primeira fase de fixação da pena, como forma de reprovação social à altura que o crime e os autores do fato merecem.Com efeito, as circunstâncias específicas que envolveram a prática do crime ora em exame demonstram a presença de uma frieza emocional e uma insensibilidade acentuada por parte dos réus, os quais após terem passado um dia relativamente tranqüilo ao lado da vítima, passeando com ela pela cidade e visitando parentes, teriam, ao final do dia, investido de forma covarde contra a mesma, como se não possuíssem qualquer vínculo afetivo ou emocional com ela, o que choca o sentimento e a sensibilidade do homem médio, ainda mais porque o conjunto probatório trazido aos autos deixou bem caracterizado que esse desequilíbrio emocional demonstrado pelos réus constituiu a mola propulsora para a prática do homicídio.De igual forma relevante as conseqüências do crime na presente hipótese, notadamente em relação aos familiares da vítima.
Porquanto não se desconheça que em qualquer caso de homicídio consumado há sofrimento em relação aos familiares do ofendido, no caso específico destes autos, a angústia acima do normal suportada pela mãe da criança Isabella, Srª. Ana Carolina Cunha de Oliveira, decorrente da morte da filha, ficou devidamente comprovada nestes autos, seja através do teor de todos os depoimentos prestados por ela nestes autos, seja através do laudo médico-psiquiátrico que foi apresentado por profissional habilitado durante o presente julgamento, após realizar consulta com a mesma, o que impediu inclusive sua permanência nas dependências deste Fórum, por ainda se encontrar, dois anos após os fatos, em situação aguda de estresse (F43.0 - CID 10), face ao monstruoso assédio a que a mesma foi obrigada a ser submetida como decorrência das condutas ilícitas praticadas pelos réus, o que é de conhecimento de todos, exigindo um maior rigor por parte do Estado-Juiz quanto à reprovabilidade destas condutas.
A análise da culpabilidade, das personalidades dos réus e das circunstâncias e conseqüências do crime, como foi aqui realizado, além de possuir fundamento legal expresso no mencionado art. 59 do Código Penal, visa também atender ao princípio da individualização da pena, o qual constitui vetor de atuação dentro da legislação penal brasileira, na lição sempre lúcida do professor e magistrado Guilherme de Souza Nucci:"Quanto mais se cercear a atividade individualizadora do juiz na aplicação da pena, afastando a possibilidade de que analise a personalidade, a conduta social, os antecedentes, os motivos, enfim, os critérios que são subjetivos, em cada caso concreto, mais cresce a chance de padronização da pena, o que contraria, por natureza, o princípio constitucional da individualização da pena, aliás, cláusula pétrea" ("Individualização da Pena", Ed. RT, 2ª edição, 2007, pág. 195).
Assim sendo, frente a todas essas considerações, majoro a pena-base para cada um dos réus em relação ao crime de homicídio praticado por eles, qualificado pelo fato de ter sido cometido para garantir a ocultação de delito anterior (inciso V, do parágrafo segundo do art. 121 do Código Penal) no montante de 1/3 (um terço), o que resulta em 16 (dezesseis) anos de reclusão, para cada um deles.Como se trata de homicídio triplamente qualificado, as outras duas qualificadoras de utilização de meio cruel e de recurso que dificultou a defesa da vítima (incisos III e IV, do parágrafo segundo do art. 121 do Código Penal), são aqui utilizadas como circunstâncias agravantes de pena, uma vez que possuem previsão específica no art. 61, inciso II, alíneas "c" e "d" do Código Penal.Assim, levando-se em consideração a presença destas outras duas qualificadoras, aqui admitidas como circunstâncias agravantes de pena, majoro as reprimendas fixadas durante a primeira fase em mais ¼ (um quarto), o que resulta em 20 (vinte) anos de reclusão para cada um dos réus.
Justifica-se a aplicação do aumento no montante aqui estabelecido de ¼ (um quarto), um pouco acima do patamar mínimo, posto que tanto a qualificadora do meio cruel foi caracterizada na hipótese através de duas ações autônomas (asfixia e sofrimento intenso), como também em relação à qualificadora da utilização de recurso que impossibilitou a defesa da vítima (surpresa na esganadura e lançamento inconsciente na defenestração).Pelo fato do co-réu Alexandre ostentar a qualidade jurídica de genitor da vítima Isabella, majoro a pena aplicada anteriormente a ele em mais 1/6 (um sexto), tal como autorizado pelo art. 61, parágrafo segundo, alínea "e" do Código Penal, o que resulta em 23 (vinte e três) anos e 04 (quatro) meses de reclusão.
Como não existem circunstâncias atenuantes de pena a serem consideradas, torno definitivas as reprimendas fixadas acima para cada um dos réus nesta fase.Por fim, nesta terceira e última fase de aplicação de pena, verifica-se a presença da qualificadora prevista na parte final do parágrafo quarto, do art. 121 do Código Penal, pelo fato do crime de homicídio doloso ter sido praticado contra pessoa menor de 14 anos, daí porque majoro novamente as reprimendas estabelecidas acima em mais 1/3 (um terço), o que resulta em 31 (trinta e um) anos, 01 (um) mês e 10 (dez) dias de reclusão para o co-réu Alexandre e 26 (vinte e seis) anos e 08 (oito) meses de reclusão para a co-ré Anna Jatobá.Como não existem outras causas de aumento ou diminuição de pena a serem consideradas nesta fase, torno definitivas as reprimendas fixadas acima.
Quanto ao crime de fraude processual para o qual os réus também teriam concorrido, verifica-se que a reprimenda nesta primeira fase da fixação deve ser estabelecida um pouco acima do mínimo legal, já que as condições judiciais do art. 59 do Código Penal não lhe são favoráveis, como já discriminado acima, motivo pelo qual majoro em 1/3 (um terço) a pena-base prevista para este delito, o que resulta em 04 (quatro) meses de detenção e 12 (doze) dias-multa, sendo que o valor unitário de cada dia-multa deverá corresponder a 1/5 (um quinto) do valor do salário mínimo, uma vez que os réus demonstraram, durante o transcurso da presente ação penal, possuírem um padrão de vida compatível com o patamar aqui fixado.
Inexistem circunstâncias agravantes ou atenuantes de pena a serem consideradas.Presente, contudo, a causa de aumento de pena prevista no parágrafo único do art. 347 do Código Penal, pelo fato da fraude processual ter sido praticada pelos réus com o intuito de produzir efeito em processo penal ainda não iniciado, as penas estabelecidas acima devem ser aplicadas em dobro, o que resulta numa pena final para cada um deles em relação a este delito de 08 (oito) meses de detenção e 24 (vinte e quatro) dias-multa, mantido o valor unitário de cada dia-multa estabelecido acima.
5. Tendo em vista que a quantidade total das penas de reclusão ora aplicadas aos réus pela prática do crime de homicídio triplamente qualificado ser superior a 04 anos, verifica-se que os mesmos não fazem jus ao benefício da substituição destas penas privativas de liberdade por restritivas de direitos, a teor do disposto no art. 44, inciso I do Código Penal.Tal benefício também não se aplica em relação às penas impostas aos réus pela prática do delito de fraude processual qualificada, uma vez que as além das condições judiciais do art. 59 do Código Penal não são favoráveis aos réus, há previsão específica no art. 69, parágrafo primeiro deste mesmo diploma legal obstando tal benefício de substituição na hipótese.
6. Ausentes também as condições de ordem objetivas e subjetivas previstas no art. 77 do Código Penal, já que além das penas de reclusão aplicadas aos réus em relação ao crime de homicídio terem sido fixadas em quantidades superiores a 02 anos, as condições judiciais do art. 59 não são favoráveis a nenhum deles, como já especificado acima, o que demonstra que não faz jus também ao benefício da suspensão condicional do cumprimento de nenhuma destas penas privativas de liberdade que ora lhe foram aplicadas em relação a qualquer dos crimes.
7. Tendo em vista o disposto no art. 33, parágrafo segundo, alínea "a" do Código Penal e também por ter o crime de homicídio qualificado a natureza de crimes hediondos, a teor do disposto no artigo 2o, da Lei n° 8.072/90, com a nova redação que lhe foi dada pela Lei n. 11.464/07, os acusados deverão iniciar o cumprimento de suas penas privativas de liberdade em regime prisional FECHADO.Quanto ao delito de fraude processual qualificada, pelo fato das condições judiciais do art. 59 do Código Penal não serem favoráveis a qualquer dos réus, deverão os mesmos iniciar o cumprimento de suas penas privativas de liberdade em relação a este delito em regime prisional SEMI-ABERTO, em consonância com o disposto no art. 33, parágrafo segundo, alínea "c" e seu parágrafo terceiro, daquele mesmo Diploma Legal.
8. Face à gravidade do crime de homicídio triplamente qualificado praticado pelos réus e à quantidade das penas privativas de liberdade que ora lhes foram aplicadas, ficam mantidas suas prisões preventivas para garantia da ordem pública, posto que subsistem os motivos determinantes de suas custódias cautelares, tal como previsto nos arts. 311 e 312 do Código de Processo Penal, devendo aguardar detidos o trânsito em julgado da presente decisão.Como este Juízo já havia consignado anteriormente, quando da prolação da sentença de pronúncia - respeitados outros entendimentos em sentido diverso - a manutenção da prisão processual dos acusados, na visão deste julgador, mostra-se realmente necessária para garantia da ordem pública, objetivando acautelar a credibilidade da Justiça em razão da gravidade do crime, da culpabilidade, da intensidade do dolo com que o crime de homicídio foi praticado por eles e a repercussão que o delito causou no meio social, uma vez que a prisão preventiva não tem como único e exclusivo objetivo prevenir a prática de novos crimes por parte dos agentes, como exaustivamente tem sido ressaltado pela doutrina pátria, já que evitar a reiteração criminosa constitui apenas um dos aspectos desta espécie de custódia cautelar.
Tanto é assim que o próprio Colendo Supremo Tribunal Federal já admitiu este fundamento como suficiente para a manutenção de decreto de prisão preventiva:
"HABEAS CORPUS. QUESTÃO DE ORDEM. PEDIDO DE MEDIDA LIMINAR. ALEGADA NULIDADE DA PRISÃO PREVENTIVA DO PACIENTE. DECRETO DE PRISÃO CAUTELAR QUE SE APÓIA NA GRAVIDADE ABSTRATA DO DELITO SUPOSTAMENTE PRATICADO, NA NECESSIDADE DE PRESERVAÇÃO DA "CREDIBILIDADE DE UM DOS PODERES DA REPÚBLICA", NO CLAMOR POPULAR E NO PODER ECONÔMICO DO ACUSADO. ALEGAÇÃO DE EXCESSO DE PRAZO NA CONCLUSÃO DO PROCESSO.""O plenário do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do HC 80.717, fixou a tese de que o sério agravo à credibilidade das instituições públicas pode servir de fundamento idôneo para fins de decretação de prisão cautelar, considerando, sobretudo, a repercussão do caso concreto na ordem pública." (STF, HC 85298-SP, 1ª Turma, rel. Min. Carlos Aires Brito, julg. 29.03.2005, sem grifos no original).
Portanto, diante da hediondez do crime atribuído aos acusados, pelo fato de envolver membros de uma mesma família de boa condição social, tal situação teria gerado revolta à população não apenas desta Capital, mas de todo o país, que envolveu diversas manifestações coletivas, como fartamente divulgado pela mídia, além de ter exigido também um enorme esquema de segurança e contenção por parte da Polícia Militar do Estado de São Paulo na frente das dependências deste Fórum Regional de Santana durante estes cinco dias de realização do presente julgamento, tamanho o número de populares e profissionais de imprensa que para cá acorreram, daí porque a manutenção de suas custódias cautelares se mostra necessária para a preservação da credibilidade e da respeitabilidade do Poder Judiciário, as quais ficariam extremamente abaladas caso, agora, quando já existe decisão formal condenando os acusados pela prática deste crime, conceder-lhes o benefício de liberdade provisória, uma vez que permaneceram encarcerados durante toda a fase de instrução.
Esta posição já foi acolhida inclusive pelo Egrégio Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, como demonstra a ementa de acórdão a seguir transcrita:"LIBERDADE PROVISÓRIA - Benefício pretendido - Primariedade do recorrente - Irrelevância - Gravidade do delito - Preservação do interesse da ordem pública - Constrangimento ilegal inocorrente." (In JTJ/Lex 201/275, RSE nº 229.630-3, 2ª Câm. Crim., rel. Des. Silva Pinto, julg. em 09.06.97).
O Nobre Desembargador Caio Eduardo Canguçu de Almeida, naquele mesmo voto condutor do v. acórdão proferido no mencionado recurso de "habeas corpus", resume bem a presença dos requisitos autorizadores da prisão preventiva no presente caso concreto:
"Mas, se um e outro, isto é, se clamor público e necessidade da preservação da respeitabilidade de atuação jurisdicional se aliarem à certeza quanto à existência do fato criminoso e a veementes indícios de autoria, claro que todos esses pressupostos somados haverão de servir de bom, seguro e irrecusável fundamento para a excepcionalização da regra constitucional que presumindo a inocência do agente não condenado, não tolera a prisão antecipada do acusado."E, mais à frente, arremata:"Há crimes, na verdade, de elevada gravidade, que, por si só, justificam a prisão, mesmo sem que se vislumbre risco ou perspectiva de reiteração criminosa. E, por aqui, todos haverão de concordar que o delito de que se trata, por sua gravidade e característica chocante, teve incomum repercussão, causou intensa indignação e gerou na população incontrolável e ansiosa expectativa de uma justa contraprestação jurisdicional. A prevenção ao crime exige que a comunidade respeite a lei e a Justiça, delitos havendo, tal como o imputado aos pacientes, cuja gravidade concreta gera abalo tão profundo naquele sentimento, que para o restabelecimento da confiança no império da lei e da Justiça exige uma imediata reação. A falta dela mina essa confiança e serve de estímulo à prática de novas infrações, não sendo razoável, por isso, que acusados por crimes brutais permaneçam livre, sujeitos a uma conseqüência remota e incerta, como se nada tivessem feito." (sem grifos no original).
Nessa mesma linha de raciocínio também se apresentou o voto do não menos brilhante Desembargador revisor, Dr. Luís Soares de Mello que, de forma firme e consciente da função social das decisões do Poder Judiciário, assim deixou consignado:"Aquele que está sendo acusado, e com indícios veementes, volte-se a dizer, de tirar de uma criança, com todo um futuro pela frente, aquilo que é o maior 'bem' que o ser humano possui - 'a vida' - não pode e não deve ser tratado igualmente a tantos outros cidadãos de bem e que seguem sua linha de conduta social aceitável e tranqüila.E o Judiciário não pode ficar alheio ou ausente a esta preocupação, dês que a ele, em última instância, é que cabe a palavra e a solução.Ora.Aquele que está sendo acusado, 'em tese', mas por gigantescos indícios, de ser homicida de sua 'própria filha' - como no caso de Alexandre - e 'enteada' - aqui no que diz à Anna Carolina - merece tratamento severo, não fora o próprio exemplo ao mais da sociedade.Que é também função social do Judiciário.É a própria credibilidade da Justiça que se põe à mostra, assim." (sem grifos no original).
Por fim, como este Juízo já havia deixado consignado anteriormente, ainda que se reconheça que os réus possuem endereço fixo no distrito da culpa, posto que, como noticiado, o apartamento onde os fatos ocorreram foi adquirido pelo pai de Alexandre para ali estabelecessem seu domicílio, com ânimo definitivo, além do fato de Alexandre, como provedor da família, possuir profissão definida e emprego fixo, como ainda pelo fato de nenhum deles ostentarem outros antecedentes criminais e terem se apresentado espontaneamente à Autoridade Policial para cumprimento da ordem de prisão temporária que havia sido decretada inicialmente, isto somente não basta para assegurar-lhes o direito à obtenção de sua liberdade durante o restante do transcorrer da presente ação penal, conforme entendimento já pacificado perante a jurisprudência pátria, face aos demais aspectos mencionados acima que exigem a manutenção de suas custódias cautelares, o que, de forma alguma, atenta contra o princípio constitucional da presunção de inocência:"RHC - PROCESSUAL PENAL - PRISÃO PROVISÓRIA - A primariedade, bons antecedentes, residência fixa e ocupação lícita não impedem, por si só, a prisão provisória" (STJ, 6ª Turma, v.u., ROHC nº 8566-SP, rel. Min. Luiz Vicente Cernicchiaro, julg. em 30.06.1999).
["HABEAS CORPUS . HOMICÍDIO QUALIFICADO. PRISÃO PREVENTIVA. ASSEGURAR A INSTRUÇÃO CRIMINAL. AMEAÇA A TESTEMUNHAS. MOTIVAÇÃO IDÔNEA. ORDEM DENEGADA.
1. A existência de indícios de autoria e a prova de materialidade, bem como a demonstração concreta de sua necessidade, lastreada na ameaça de testemunhas, são suficientes para justificar a decretação da prisão cautelar para garantir a regular instrução criminal, principalmente quando se trata de processo de competência do Tribunal do Júri.
2. Nos processos de competência do Tribunal Popular, a instrução criminal exaure-se definitivamente com o julgamento do plenário (arts. 465 a 478 do CPP).
3. Eventuais condições favoráveis ao paciente - tais como a primariedade, bons antecedentes, família constituída, emprego e residência fixa - não impedem a segregação cautelar, se o decreto prisional está devidamente fundamentado nas hipóteses que autorizam a prisão preventiva. Nesse sentido: RHC 16.236/SP, Rel. Min. FELIX FISCHER, DJ de 17/12/04; RHC 16.357/PR, Rel. Min. GILSON DIPP, DJ de 9/2/05; e RHC 16.718/MT, de minha relatoria, DJ de 1º/2/05).4. Ordem denegada. (STJ, 5ª Turma, v.u., HC nº 99071/SP, rel. Min. Arnaldo Esteves Lima, julg. em 28.08.2008).
Ademais, a falta de lisura no comportamento adotado pelos réus durante o transcorrer da presente ação penal, demonstrando que fariam tudo para tentar, de forma deliberada, frustrar a futura aplicação da lei penal, posto que após terem fornecido material sanguíneo para perícia no início da apuração policial e inclusive confessado este fato em razões de recurso em sentido estrito, apegaram-se a um mero formalismo, consistente na falta de assinatura do respectivo termo de coleta, para passarem a negar, de forma veemente, inclusive em Plenário durante este julgamento, terem fornecido aquelas amostras de sangue, o que acabou sendo afastado posteriormente, após nova coleta de material genético dos mesmos para comparação com o restante daquele material que ainda estava preservado no Instituto de Criminalística.Por todas essas razões, ficam mantidas as prisões preventivas dos réus que haviam sido decretadas anteriormente por este Juízo, negando-lhes assim o direito de recorrerem em liberdade da presente decisão condenatória.
DECISÃO.
9. Isto posto, por força de deliberação proferida pelo Conselho de Sentença que JULGOU PROCEDENTE a acusação formulada na pronúncia contra os réus ALEXANDRE ALVES NARDONI e ANNA CAROLINA TROTTA PEIXOTO JATOBÁ, ambos qualificados nos autos, condeno-os às seguintes penas:
a) co-réu ALEXANDRE ALVES NARDONI:- pena de 31 (trinta e um) anos, 01 (um) mês e 10 (dez) dias de reclusão, pela prática do crime de homicídio contra pessoa menor de 14 anos, triplamente qualificado, agravado ainda pelo fato do delito ter sido praticado por ele contra descendente, tal como previsto no art. 121, parágrafo segundo, incisos III, IV e V c.c. o parágrafo quarto, parte final, art. 13, parágrafo segundo, alínea "a" (com relação à asfixia) e arts. 61, inciso II, alínea "e", segunda figura e 29, todos do Código Penal, a ser cumprida inicialmente em regime prisional FECHADO, sem direito a "sursis";- pena de 08 (oito) meses de detenção, pela prática do crime de fraude processual qualificada, tal como previsto no art. 347, parágrafo único do Código Penal, a ser cumprida inicialmente em regime prisional SEMI-ABERTO, sem direito a "sursis" e 24 (vinte e quatro) dias-multa, em seu valor unitário mínimo.
B) co-ré ANNA CAROLINA TROTTA PEIXOTO JATOBÁ:- pena de 26 (vinte e seis) anos e 08 (oito) meses de reclusão, pela prática do crime de homicídio contra pessoa menor de 14 anos, triplamente qualificado, tal como previsto no art. 121, parágrafo segundo, incisos III, IV e V c.c. o parágrafo quarto, parte final e art. 29, todos do Código Penal, a ser cumprida inicialmente em regime prisional FECHADO, sem direito a "sursis";- pena de 08 (oito) meses de detenção, pela prática do crime de fraude processual qualificada, tal como previsto no art. 347, parágrafo único do Código Penal, a ser cumprida inicialmente em regime prisional SEMI-ABERTO, sem direito a "sursis" e 24 (vinte e quatro) dias-multa, em seu valor unitário mínimo.10. Após o trânsito em julgado, feitas as devidas anotações e comunicações, lancem-se os nomes dos réus no livro Rol dos Culpados, devendo ser recomendados, desde logo, nas prisões em que se encontram recolhidos, posto que lhes foi negado o direito de recorrerem em liberdade da presente decisão.11. Esta sentença é lida em público, às portas abertas, na presença dos réus, dos Srs. Jurados e das partes, saindo os presentes intimados.Plenário II do 2º Tribunal do Júri da Capital, às 00:20 horas, do dia 27 de março de 2.010.
Registre-se e cumpra-se.
MAURÍCIO FOSSEN
Juiz de Direito
VISTOS
1. ALEXANDRE ALVES NARDONI e ANNA CAROLINA TROTTA PEIXOTO JATOBÁ, qualificados nos autos, foram denunciados pelo Ministério Público porque no dia 29 de março de 2.008, por volta de 23:49 horas, na rua Santa Leocádia, nº 138, apartamento 62, vila Isolina Mazei, nesta Capital, agindo em concurso e com identidade de propósitos, teriam praticado crime de homicídio triplamente qualificado pelo meio cruel (asfixia mecânica e sofrimento intenso), utilização de recurso que impossibilitou a defesa da ofendida (surpresa na esganadura e lançamento inconsciente pela janela) e com o objetivo de ocultar crime anteriormente cometido (esganadura e ferimentos praticados anteriormente contra a mesma vítima) contra a menina ISABELLA OLIVEIRA NARDONI.
Aponta a denúncia também que os acusados, após a prática do crime de homicídio referido acima, teriam incorrido também no delito de fraude processual, ao alterarem o local do crime com o objetivo de inovarem artificiosamente o estado do lugar e dos objetos ali existentes, com a finalidade de induzir a erro o juiz e os peritos e, com isso, produzir efeito em processo penal que viria a ser iniciado.
2. Após o regular processamento do feito em Juízo, os réus acabaram sendo pronunciados, nos termos da denúncia, remetendo-se a causa assim a julgamento ao Tribunal do Júri, cuja decisão foi mantida em grau de recurso.
3. Por esta razão, os réus foram então submetidos a julgamento perante este Egrégio 2º Tribunal do Júri da Capital do Fórum Regional de Santana, após cinco dias de trabalhos, acabando este Conselho Popular, de acordo com o termo de votação anexo, reconhecendo que os acusados praticaram, em concurso, um crime de homicídio contra a vítima Isabella Oliveira Nardoni, pessoa menor de 14 anos, triplamente qualificado pelo meio cruel, pela utilização de recurso que dificultou a defesa da vítima e para garantir a ocultação de delito anterior, ficando assim afastada a tese única sustentada pela Defesa dos réus em Plenário de negativa de autoria.Além disso, reconheceu ainda o Conselho de Sentença que os réus também praticaram, naquela mesma ocasião, o crime conexo de fraude processual qualificado.
É a síntese do necessário.
FUNDAMENTAÇÃO.
4. Em razão dessa decisão, passo a decidir sobre a pena a ser imposta a cada um dos acusados em relação a este crime de homicídio pelo qual foram considerados culpados pelo Conselho de Sentença.Uma vez que as condições judiciais do art. 59 do Código Penal não se mostram favoráveis em relação a ambos os acusados, suas penas-base devem ser fixadas um pouco acima do mínimo legal.Isto porque a culpabilidade, a personalidade dos agentes, as circunstâncias e as conseqüências que cercaram a prática do crime, no presente caso concreto, excederam a previsibilidade do tipo legal, exigindo assim a exasperação de suas reprimendas nesta primeira fase de fixação da pena, como forma de reprovação social à altura que o crime e os autores do fato merecem.Com efeito, as circunstâncias específicas que envolveram a prática do crime ora em exame demonstram a presença de uma frieza emocional e uma insensibilidade acentuada por parte dos réus, os quais após terem passado um dia relativamente tranqüilo ao lado da vítima, passeando com ela pela cidade e visitando parentes, teriam, ao final do dia, investido de forma covarde contra a mesma, como se não possuíssem qualquer vínculo afetivo ou emocional com ela, o que choca o sentimento e a sensibilidade do homem médio, ainda mais porque o conjunto probatório trazido aos autos deixou bem caracterizado que esse desequilíbrio emocional demonstrado pelos réus constituiu a mola propulsora para a prática do homicídio.De igual forma relevante as conseqüências do crime na presente hipótese, notadamente em relação aos familiares da vítima.
Porquanto não se desconheça que em qualquer caso de homicídio consumado há sofrimento em relação aos familiares do ofendido, no caso específico destes autos, a angústia acima do normal suportada pela mãe da criança Isabella, Srª. Ana Carolina Cunha de Oliveira, decorrente da morte da filha, ficou devidamente comprovada nestes autos, seja através do teor de todos os depoimentos prestados por ela nestes autos, seja através do laudo médico-psiquiátrico que foi apresentado por profissional habilitado durante o presente julgamento, após realizar consulta com a mesma, o que impediu inclusive sua permanência nas dependências deste Fórum, por ainda se encontrar, dois anos após os fatos, em situação aguda de estresse (F43.0 - CID 10), face ao monstruoso assédio a que a mesma foi obrigada a ser submetida como decorrência das condutas ilícitas praticadas pelos réus, o que é de conhecimento de todos, exigindo um maior rigor por parte do Estado-Juiz quanto à reprovabilidade destas condutas.
A análise da culpabilidade, das personalidades dos réus e das circunstâncias e conseqüências do crime, como foi aqui realizado, além de possuir fundamento legal expresso no mencionado art. 59 do Código Penal, visa também atender ao princípio da individualização da pena, o qual constitui vetor de atuação dentro da legislação penal brasileira, na lição sempre lúcida do professor e magistrado Guilherme de Souza Nucci:"Quanto mais se cercear a atividade individualizadora do juiz na aplicação da pena, afastando a possibilidade de que analise a personalidade, a conduta social, os antecedentes, os motivos, enfim, os critérios que são subjetivos, em cada caso concreto, mais cresce a chance de padronização da pena, o que contraria, por natureza, o princípio constitucional da individualização da pena, aliás, cláusula pétrea" ("Individualização da Pena", Ed. RT, 2ª edição, 2007, pág. 195).
Assim sendo, frente a todas essas considerações, majoro a pena-base para cada um dos réus em relação ao crime de homicídio praticado por eles, qualificado pelo fato de ter sido cometido para garantir a ocultação de delito anterior (inciso V, do parágrafo segundo do art. 121 do Código Penal) no montante de 1/3 (um terço), o que resulta em 16 (dezesseis) anos de reclusão, para cada um deles.Como se trata de homicídio triplamente qualificado, as outras duas qualificadoras de utilização de meio cruel e de recurso que dificultou a defesa da vítima (incisos III e IV, do parágrafo segundo do art. 121 do Código Penal), são aqui utilizadas como circunstâncias agravantes de pena, uma vez que possuem previsão específica no art. 61, inciso II, alíneas "c" e "d" do Código Penal.Assim, levando-se em consideração a presença destas outras duas qualificadoras, aqui admitidas como circunstâncias agravantes de pena, majoro as reprimendas fixadas durante a primeira fase em mais ¼ (um quarto), o que resulta em 20 (vinte) anos de reclusão para cada um dos réus.
Justifica-se a aplicação do aumento no montante aqui estabelecido de ¼ (um quarto), um pouco acima do patamar mínimo, posto que tanto a qualificadora do meio cruel foi caracterizada na hipótese através de duas ações autônomas (asfixia e sofrimento intenso), como também em relação à qualificadora da utilização de recurso que impossibilitou a defesa da vítima (surpresa na esganadura e lançamento inconsciente na defenestração).Pelo fato do co-réu Alexandre ostentar a qualidade jurídica de genitor da vítima Isabella, majoro a pena aplicada anteriormente a ele em mais 1/6 (um sexto), tal como autorizado pelo art. 61, parágrafo segundo, alínea "e" do Código Penal, o que resulta em 23 (vinte e três) anos e 04 (quatro) meses de reclusão.
Como não existem circunstâncias atenuantes de pena a serem consideradas, torno definitivas as reprimendas fixadas acima para cada um dos réus nesta fase.Por fim, nesta terceira e última fase de aplicação de pena, verifica-se a presença da qualificadora prevista na parte final do parágrafo quarto, do art. 121 do Código Penal, pelo fato do crime de homicídio doloso ter sido praticado contra pessoa menor de 14 anos, daí porque majoro novamente as reprimendas estabelecidas acima em mais 1/3 (um terço), o que resulta em 31 (trinta e um) anos, 01 (um) mês e 10 (dez) dias de reclusão para o co-réu Alexandre e 26 (vinte e seis) anos e 08 (oito) meses de reclusão para a co-ré Anna Jatobá.Como não existem outras causas de aumento ou diminuição de pena a serem consideradas nesta fase, torno definitivas as reprimendas fixadas acima.
Quanto ao crime de fraude processual para o qual os réus também teriam concorrido, verifica-se que a reprimenda nesta primeira fase da fixação deve ser estabelecida um pouco acima do mínimo legal, já que as condições judiciais do art. 59 do Código Penal não lhe são favoráveis, como já discriminado acima, motivo pelo qual majoro em 1/3 (um terço) a pena-base prevista para este delito, o que resulta em 04 (quatro) meses de detenção e 12 (doze) dias-multa, sendo que o valor unitário de cada dia-multa deverá corresponder a 1/5 (um quinto) do valor do salário mínimo, uma vez que os réus demonstraram, durante o transcurso da presente ação penal, possuírem um padrão de vida compatível com o patamar aqui fixado.
Inexistem circunstâncias agravantes ou atenuantes de pena a serem consideradas.Presente, contudo, a causa de aumento de pena prevista no parágrafo único do art. 347 do Código Penal, pelo fato da fraude processual ter sido praticada pelos réus com o intuito de produzir efeito em processo penal ainda não iniciado, as penas estabelecidas acima devem ser aplicadas em dobro, o que resulta numa pena final para cada um deles em relação a este delito de 08 (oito) meses de detenção e 24 (vinte e quatro) dias-multa, mantido o valor unitário de cada dia-multa estabelecido acima.
5. Tendo em vista que a quantidade total das penas de reclusão ora aplicadas aos réus pela prática do crime de homicídio triplamente qualificado ser superior a 04 anos, verifica-se que os mesmos não fazem jus ao benefício da substituição destas penas privativas de liberdade por restritivas de direitos, a teor do disposto no art. 44, inciso I do Código Penal.Tal benefício também não se aplica em relação às penas impostas aos réus pela prática do delito de fraude processual qualificada, uma vez que as além das condições judiciais do art. 59 do Código Penal não são favoráveis aos réus, há previsão específica no art. 69, parágrafo primeiro deste mesmo diploma legal obstando tal benefício de substituição na hipótese.
6. Ausentes também as condições de ordem objetivas e subjetivas previstas no art. 77 do Código Penal, já que além das penas de reclusão aplicadas aos réus em relação ao crime de homicídio terem sido fixadas em quantidades superiores a 02 anos, as condições judiciais do art. 59 não são favoráveis a nenhum deles, como já especificado acima, o que demonstra que não faz jus também ao benefício da suspensão condicional do cumprimento de nenhuma destas penas privativas de liberdade que ora lhe foram aplicadas em relação a qualquer dos crimes.
7. Tendo em vista o disposto no art. 33, parágrafo segundo, alínea "a" do Código Penal e também por ter o crime de homicídio qualificado a natureza de crimes hediondos, a teor do disposto no artigo 2o, da Lei n° 8.072/90, com a nova redação que lhe foi dada pela Lei n. 11.464/07, os acusados deverão iniciar o cumprimento de suas penas privativas de liberdade em regime prisional FECHADO.Quanto ao delito de fraude processual qualificada, pelo fato das condições judiciais do art. 59 do Código Penal não serem favoráveis a qualquer dos réus, deverão os mesmos iniciar o cumprimento de suas penas privativas de liberdade em relação a este delito em regime prisional SEMI-ABERTO, em consonância com o disposto no art. 33, parágrafo segundo, alínea "c" e seu parágrafo terceiro, daquele mesmo Diploma Legal.
8. Face à gravidade do crime de homicídio triplamente qualificado praticado pelos réus e à quantidade das penas privativas de liberdade que ora lhes foram aplicadas, ficam mantidas suas prisões preventivas para garantia da ordem pública, posto que subsistem os motivos determinantes de suas custódias cautelares, tal como previsto nos arts. 311 e 312 do Código de Processo Penal, devendo aguardar detidos o trânsito em julgado da presente decisão.Como este Juízo já havia consignado anteriormente, quando da prolação da sentença de pronúncia - respeitados outros entendimentos em sentido diverso - a manutenção da prisão processual dos acusados, na visão deste julgador, mostra-se realmente necessária para garantia da ordem pública, objetivando acautelar a credibilidade da Justiça em razão da gravidade do crime, da culpabilidade, da intensidade do dolo com que o crime de homicídio foi praticado por eles e a repercussão que o delito causou no meio social, uma vez que a prisão preventiva não tem como único e exclusivo objetivo prevenir a prática de novos crimes por parte dos agentes, como exaustivamente tem sido ressaltado pela doutrina pátria, já que evitar a reiteração criminosa constitui apenas um dos aspectos desta espécie de custódia cautelar.
Tanto é assim que o próprio Colendo Supremo Tribunal Federal já admitiu este fundamento como suficiente para a manutenção de decreto de prisão preventiva:
"HABEAS CORPUS. QUESTÃO DE ORDEM. PEDIDO DE MEDIDA LIMINAR. ALEGADA NULIDADE DA PRISÃO PREVENTIVA DO PACIENTE. DECRETO DE PRISÃO CAUTELAR QUE SE APÓIA NA GRAVIDADE ABSTRATA DO DELITO SUPOSTAMENTE PRATICADO, NA NECESSIDADE DE PRESERVAÇÃO DA "CREDIBILIDADE DE UM DOS PODERES DA REPÚBLICA", NO CLAMOR POPULAR E NO PODER ECONÔMICO DO ACUSADO. ALEGAÇÃO DE EXCESSO DE PRAZO NA CONCLUSÃO DO PROCESSO.""O plenário do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do HC 80.717, fixou a tese de que o sério agravo à credibilidade das instituições públicas pode servir de fundamento idôneo para fins de decretação de prisão cautelar, considerando, sobretudo, a repercussão do caso concreto na ordem pública." (STF, HC 85298-SP, 1ª Turma, rel. Min. Carlos Aires Brito, julg. 29.03.2005, sem grifos no original).
Portanto, diante da hediondez do crime atribuído aos acusados, pelo fato de envolver membros de uma mesma família de boa condição social, tal situação teria gerado revolta à população não apenas desta Capital, mas de todo o país, que envolveu diversas manifestações coletivas, como fartamente divulgado pela mídia, além de ter exigido também um enorme esquema de segurança e contenção por parte da Polícia Militar do Estado de São Paulo na frente das dependências deste Fórum Regional de Santana durante estes cinco dias de realização do presente julgamento, tamanho o número de populares e profissionais de imprensa que para cá acorreram, daí porque a manutenção de suas custódias cautelares se mostra necessária para a preservação da credibilidade e da respeitabilidade do Poder Judiciário, as quais ficariam extremamente abaladas caso, agora, quando já existe decisão formal condenando os acusados pela prática deste crime, conceder-lhes o benefício de liberdade provisória, uma vez que permaneceram encarcerados durante toda a fase de instrução.
Esta posição já foi acolhida inclusive pelo Egrégio Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, como demonstra a ementa de acórdão a seguir transcrita:"LIBERDADE PROVISÓRIA - Benefício pretendido - Primariedade do recorrente - Irrelevância - Gravidade do delito - Preservação do interesse da ordem pública - Constrangimento ilegal inocorrente." (In JTJ/Lex 201/275, RSE nº 229.630-3, 2ª Câm. Crim., rel. Des. Silva Pinto, julg. em 09.06.97).
O Nobre Desembargador Caio Eduardo Canguçu de Almeida, naquele mesmo voto condutor do v. acórdão proferido no mencionado recurso de "habeas corpus", resume bem a presença dos requisitos autorizadores da prisão preventiva no presente caso concreto:
"Mas, se um e outro, isto é, se clamor público e necessidade da preservação da respeitabilidade de atuação jurisdicional se aliarem à certeza quanto à existência do fato criminoso e a veementes indícios de autoria, claro que todos esses pressupostos somados haverão de servir de bom, seguro e irrecusável fundamento para a excepcionalização da regra constitucional que presumindo a inocência do agente não condenado, não tolera a prisão antecipada do acusado."E, mais à frente, arremata:"Há crimes, na verdade, de elevada gravidade, que, por si só, justificam a prisão, mesmo sem que se vislumbre risco ou perspectiva de reiteração criminosa. E, por aqui, todos haverão de concordar que o delito de que se trata, por sua gravidade e característica chocante, teve incomum repercussão, causou intensa indignação e gerou na população incontrolável e ansiosa expectativa de uma justa contraprestação jurisdicional. A prevenção ao crime exige que a comunidade respeite a lei e a Justiça, delitos havendo, tal como o imputado aos pacientes, cuja gravidade concreta gera abalo tão profundo naquele sentimento, que para o restabelecimento da confiança no império da lei e da Justiça exige uma imediata reação. A falta dela mina essa confiança e serve de estímulo à prática de novas infrações, não sendo razoável, por isso, que acusados por crimes brutais permaneçam livre, sujeitos a uma conseqüência remota e incerta, como se nada tivessem feito." (sem grifos no original).
Nessa mesma linha de raciocínio também se apresentou o voto do não menos brilhante Desembargador revisor, Dr. Luís Soares de Mello que, de forma firme e consciente da função social das decisões do Poder Judiciário, assim deixou consignado:"Aquele que está sendo acusado, e com indícios veementes, volte-se a dizer, de tirar de uma criança, com todo um futuro pela frente, aquilo que é o maior 'bem' que o ser humano possui - 'a vida' - não pode e não deve ser tratado igualmente a tantos outros cidadãos de bem e que seguem sua linha de conduta social aceitável e tranqüila.E o Judiciário não pode ficar alheio ou ausente a esta preocupação, dês que a ele, em última instância, é que cabe a palavra e a solução.Ora.Aquele que está sendo acusado, 'em tese', mas por gigantescos indícios, de ser homicida de sua 'própria filha' - como no caso de Alexandre - e 'enteada' - aqui no que diz à Anna Carolina - merece tratamento severo, não fora o próprio exemplo ao mais da sociedade.Que é também função social do Judiciário.É a própria credibilidade da Justiça que se põe à mostra, assim." (sem grifos no original).
Por fim, como este Juízo já havia deixado consignado anteriormente, ainda que se reconheça que os réus possuem endereço fixo no distrito da culpa, posto que, como noticiado, o apartamento onde os fatos ocorreram foi adquirido pelo pai de Alexandre para ali estabelecessem seu domicílio, com ânimo definitivo, além do fato de Alexandre, como provedor da família, possuir profissão definida e emprego fixo, como ainda pelo fato de nenhum deles ostentarem outros antecedentes criminais e terem se apresentado espontaneamente à Autoridade Policial para cumprimento da ordem de prisão temporária que havia sido decretada inicialmente, isto somente não basta para assegurar-lhes o direito à obtenção de sua liberdade durante o restante do transcorrer da presente ação penal, conforme entendimento já pacificado perante a jurisprudência pátria, face aos demais aspectos mencionados acima que exigem a manutenção de suas custódias cautelares, o que, de forma alguma, atenta contra o princípio constitucional da presunção de inocência:"RHC - PROCESSUAL PENAL - PRISÃO PROVISÓRIA - A primariedade, bons antecedentes, residência fixa e ocupação lícita não impedem, por si só, a prisão provisória" (STJ, 6ª Turma, v.u., ROHC nº 8566-SP, rel. Min. Luiz Vicente Cernicchiaro, julg. em 30.06.1999).
["HABEAS CORPUS . HOMICÍDIO QUALIFICADO. PRISÃO PREVENTIVA. ASSEGURAR A INSTRUÇÃO CRIMINAL. AMEAÇA A TESTEMUNHAS. MOTIVAÇÃO IDÔNEA. ORDEM DENEGADA.
1. A existência de indícios de autoria e a prova de materialidade, bem como a demonstração concreta de sua necessidade, lastreada na ameaça de testemunhas, são suficientes para justificar a decretação da prisão cautelar para garantir a regular instrução criminal, principalmente quando se trata de processo de competência do Tribunal do Júri.
2. Nos processos de competência do Tribunal Popular, a instrução criminal exaure-se definitivamente com o julgamento do plenário (arts. 465 a 478 do CPP).
3. Eventuais condições favoráveis ao paciente - tais como a primariedade, bons antecedentes, família constituída, emprego e residência fixa - não impedem a segregação cautelar, se o decreto prisional está devidamente fundamentado nas hipóteses que autorizam a prisão preventiva. Nesse sentido: RHC 16.236/SP, Rel. Min. FELIX FISCHER, DJ de 17/12/04; RHC 16.357/PR, Rel. Min. GILSON DIPP, DJ de 9/2/05; e RHC 16.718/MT, de minha relatoria, DJ de 1º/2/05).4. Ordem denegada. (STJ, 5ª Turma, v.u., HC nº 99071/SP, rel. Min. Arnaldo Esteves Lima, julg. em 28.08.2008).
Ademais, a falta de lisura no comportamento adotado pelos réus durante o transcorrer da presente ação penal, demonstrando que fariam tudo para tentar, de forma deliberada, frustrar a futura aplicação da lei penal, posto que após terem fornecido material sanguíneo para perícia no início da apuração policial e inclusive confessado este fato em razões de recurso em sentido estrito, apegaram-se a um mero formalismo, consistente na falta de assinatura do respectivo termo de coleta, para passarem a negar, de forma veemente, inclusive em Plenário durante este julgamento, terem fornecido aquelas amostras de sangue, o que acabou sendo afastado posteriormente, após nova coleta de material genético dos mesmos para comparação com o restante daquele material que ainda estava preservado no Instituto de Criminalística.Por todas essas razões, ficam mantidas as prisões preventivas dos réus que haviam sido decretadas anteriormente por este Juízo, negando-lhes assim o direito de recorrerem em liberdade da presente decisão condenatória.
DECISÃO.
9. Isto posto, por força de deliberação proferida pelo Conselho de Sentença que JULGOU PROCEDENTE a acusação formulada na pronúncia contra os réus ALEXANDRE ALVES NARDONI e ANNA CAROLINA TROTTA PEIXOTO JATOBÁ, ambos qualificados nos autos, condeno-os às seguintes penas:
a) co-réu ALEXANDRE ALVES NARDONI:- pena de 31 (trinta e um) anos, 01 (um) mês e 10 (dez) dias de reclusão, pela prática do crime de homicídio contra pessoa menor de 14 anos, triplamente qualificado, agravado ainda pelo fato do delito ter sido praticado por ele contra descendente, tal como previsto no art. 121, parágrafo segundo, incisos III, IV e V c.c. o parágrafo quarto, parte final, art. 13, parágrafo segundo, alínea "a" (com relação à asfixia) e arts. 61, inciso II, alínea "e", segunda figura e 29, todos do Código Penal, a ser cumprida inicialmente em regime prisional FECHADO, sem direito a "sursis";- pena de 08 (oito) meses de detenção, pela prática do crime de fraude processual qualificada, tal como previsto no art. 347, parágrafo único do Código Penal, a ser cumprida inicialmente em regime prisional SEMI-ABERTO, sem direito a "sursis" e 24 (vinte e quatro) dias-multa, em seu valor unitário mínimo.
B) co-ré ANNA CAROLINA TROTTA PEIXOTO JATOBÁ:- pena de 26 (vinte e seis) anos e 08 (oito) meses de reclusão, pela prática do crime de homicídio contra pessoa menor de 14 anos, triplamente qualificado, tal como previsto no art. 121, parágrafo segundo, incisos III, IV e V c.c. o parágrafo quarto, parte final e art. 29, todos do Código Penal, a ser cumprida inicialmente em regime prisional FECHADO, sem direito a "sursis";- pena de 08 (oito) meses de detenção, pela prática do crime de fraude processual qualificada, tal como previsto no art. 347, parágrafo único do Código Penal, a ser cumprida inicialmente em regime prisional SEMI-ABERTO, sem direito a "sursis" e 24 (vinte e quatro) dias-multa, em seu valor unitário mínimo.10. Após o trânsito em julgado, feitas as devidas anotações e comunicações, lancem-se os nomes dos réus no livro Rol dos Culpados, devendo ser recomendados, desde logo, nas prisões em que se encontram recolhidos, posto que lhes foi negado o direito de recorrerem em liberdade da presente decisão.11. Esta sentença é lida em público, às portas abertas, na presença dos réus, dos Srs. Jurados e das partes, saindo os presentes intimados.Plenário II do 2º Tribunal do Júri da Capital, às 00:20 horas, do dia 27 de março de 2.010.
Registre-se e cumpra-se.
MAURÍCIO FOSSEN
Juiz de Direito
26 de mar. de 2010
Caso Nardoni: 5º dia de julgamento
26 de março de 2010 - 5º dia de julgamento
A acusada Anna Carolina Jatobá chegou por volta das 8h10 ao fórum de Santana, na zona norte de São Paulo, para o quinto dia de júri. Ela veio da Penitenciária Feminina de Santana, onde passou a noite.
8h35, Alexandre Nardoni chegou ao fórum de Santana.
8h49 - Antônio Nardoni, pai de Alexandre, já está no fórum para acompanhar o julgamento do filho. O advogado chegou ao local de carro e foi direto ao estacionamento, sem falar com a imprensa. Ele estava acompanhado por outras pessoas, mas a sua mulher não estava presente.
9h42 - Ricardo Martins, assistente do advogado de defesa do casal Nardoni, disse que não acredita que o júri esteja perdido. Segundo ele, o casal apresenta a mesma versão dos fatos para a morte de Isabella.
Liberada pela Justiça ontem, Ana Carolina Oliveira, mãe de Isabella, não compareceu ao fórum nesta sexta-feira para acompanhar o julgamento do casal acusado de matar sua filha.
O quinto dia de julgamento do casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá começou às 10h26 desta sexta-feira. Segundo previsão do Tribunal de Justiça, o júri deve terminar na madrugada de sábado, por volta da 1h.
Início da sessão as 10:15 , entrada dos réus, Alexandre sorri .
Dona Rosa foi obrigada a se retirar do salão do juri para tirar a camiseta com a foto de Isabella.
Juiz explica aos jurados e platéia como será e como funcionam os debates.
Promotor entra e saúda a equipe de defesa em especial ao Dr Podval , "permita-me chamá-lo de amigo, as portas do gabinete do promotor sempre estarão abertas."
Dirigiu-se ao Conselho de Sentença saudando também o público.
10h30 - A palavra está com o dr. promotor.
10h36 - Não é exagero dizer que os olhos do Brasil estão voltados para esse julgamento. A prova ouvida aqui foi arrasadora para as pretensões da defesa. Esta é a minha função no dia de hoje : contar a história do Caso Isabella (nesse momento ele pede: Que Deus possa nos iluminar", e voltando-se para os jurados, ele diz : As pessoas não querem vingança? Não, querem Justiça como eu.
As pessoas não conhecem o processo, não sabem que a promotoria não cometeria arbitrariedades.
A defesa lançou mão de inúmeros recursos para desqualificar a instrução.
Cembranelli: A verdade é que cheguei aqui hj, conforme a denúncia, sem qualquer abalo. Hoje chegamos em condições de apresentar o caso para que os senhores possam valorar o caso. A prisão foi decretada e desde então foi avaliada por todos os tribunais e mantida por todos.
10h42 - A acusação está intacta. Sou um Promotor de Justiça, não de acusação. Estou há 22 anos fazendo júri. Faço júri em favor de todas as vítimas. Não quero aparecer. Não sou de mídia. Não estou de olho em promoções como muitos dizem, pois já poderia estar, há mais de ano, na Procuradoria de Justiça. Então, abandonem esta ideia de que este promotor esta em busca de aparecimento na mídia. Nunca precisei disto. Trocaria toda a mídia pelo retorno de Isabella.
A delegada responsável pela instauração do inquérito policial executou apenas o que está na lei. Foi acusada pelos réus, entre tantas mentiras, de ter coagido os réus, não houve nem intenção da Promotoria ou da Polícia de eleger um culpado.Se fosse um ladrão que defenestrasse a menina, que defesa teria esse ladrão? Seria um juri extremamente simples, até o estagiário o faria.
Os advogados de defesa já no dia 30 de março de 2008 tinham procuração até o Tribunal.
Eu não pedirei decisão em cima de crenças, mas vou apresentar fatos cientificamente provados. Esses profissionais tiveram suas vidas devassadas e se mantiveram calados.Se precisarmos de uma perícia, iremos atrás de profissionais especializados naquela especificidade, assim como a perita Rosangela,a melhor especialista em Polícia científica.
Tentaram desqualificar os peritos oficiais, por peritos que receberam poupudas retribuições com remunerações com laudos e conclusões pífias que não serão sequer utilizados para a defesa.
Os 3 médicos legistas estiveram frente a frente com o cadáver de Isabella.
A esganadura apresenta ferimentos. Isso já acabaria com a tese de que ela caiu, numa peraltice se desequilibrou. Essa é a tese de um charlatão que nem sei de onde veio.
A outra prova trazida pela promotoria para reduzir a escombros a tese da defesa, é o testetumho do perito Dorea da Bahia.
A Dra Renata localizou todas as pessoas mencionadas, apontadas, suspeitas: antenista, gesseiro, porteiro, pedreiro (citando o nome de cada um deles)
Dra Renata foi atrás de uma denúncia anônima de um tal de Paulo de Guarulhos.
Não é verdade que a investigação se dirigiu apenas aos réus e não investigou outros caminhos. Investigou todas as denúncias anônimas.
A investigação extraiu a hora exata: 23:36:11 pelo GPS, isto é prova cientifica. Isto é fato e fatos não se discute. (Promotor mostra os horários na tela.)
A queda foi ouvida pelo Sr. Antonio Lúcio e por alguém do terceiro andar.
O porteiro ouviu o barulho da queda, que parecia batida de carro, saiu da guarita e viu Isabella. Interfonou para o Sr Antonio Lúcio. Ele e o porteiro não sabiam de que apto ela era. O Sr Lúcio fez o que nem o próprio pai fez: ligou para o resgate às 23:49.
Isabella bateu no chão às 23:47 ou 23:48. o réu demorou 1 minuto para descer. Eu pularia do sexto andar para socorrer meu filho, eu não apertaria botão pra esperar pacientemente o elevador.
A hora oficial do Brasil é alinhada com a hora do satélite. No momento que o Sr Lucio ligou, 23:49:59, o Sr Jose Carlos (do terceiro andar) também ligou para o resgate. Isto é fato!!!
Nas duas conversas, isto esta no processo, pela gravação foi possível estabelecer o exato momento em que o réu apareceu lá embaixo.
Ele lê este trecho que foi transcrito:
Atendente: Voz de Antonio Lúcio – "Pelo amor de Deus, tem ladrão no prédio. Jogaram uma menina lá de cima.”
Sr Lucio quando viu Alexandre, e que no sexto andar só o apto dele estava habitado, e Alexandre dizendo que Isabella tinha sido jogada, raciocinou que a menina só poderia ser a filha de Alexandre.
Por isso que foi possível estabelecer milimetricamente, a hora em que Alexandre aparece lá embaixo.
As duas pessoas que ouviram o barulho da queda de Isabella, Valdomiro (porteiro) Sr Lucio, calcularam que o tempo que Alexandre levou para aparecer foi de um minuto.
Para que Alexandre saísse do hall de entrada e aparecesse no campo de visão do Sr Lucio, ele teve que fazer um trajeto, incluído aí o tempo de espera, de descida do elevador que é de 52 segundos, somando isto tudo dá um minuto e pouco.
(com voz firme e mais alta) No momento que Isa foi defenestrada, eles estavam dentro do apto;
Ligações de jatobá do telefone fixo. No momento em que o marido chegava lá embaixo, o telefone fixo estava sendo usado. (Ana Jatobá ligou para o sogro às 23:50:32./ Ré fez nova ligação para Antonio Nardoni, às 23:55:10.)
Quando a ligação do Sr Lucio terminou o telefone fixo do apto continuava sendo usado.
O morador do terceiro andar, com a versão do réu de que havia um ladrão, ficou tão apavorado que se trancou no apto e pegou um espeto pra se defender.
A PM entrou na construção dos fundos, policiais da ROTA investigaram tudo na construção dos fundos. Abriram tapumes. O pedreiro, não sabendo de nada, chega na segunda feira para trabalhar, vê os tapumes abertos e deduziu que teria havido arrombamento. NÃO HOUVE ARROMBAMENTO!!! Houve uma investigação feita pela ROTA.
Ana C. Jatobá, já lá embaixo, faz duas ligações na lateral do prédio, para Antônio Nardoni e Ana C. Oliveira.
Os vizinhos, Luciana e Valdir Ferrari, os quais têm as janelas de seu apartamento alinhadas com a altura das janelas do casal Nardoni, ouviram uma discussão. A voz dela era mais evidente que a dele, que quase não era percebida. Ouviam-se muitos palavrões. Alguns minutos depois ouviram uma gritaria de que haviam jogado uma criança e Luciana Ferrari reconheceu a mesma voz da mulher na discussão que se dera poucos minutos antes e também os mesmos palavrões. Da mesma forma, falava ao telefone aos gritos e também usando palavrões. QUE RAZÕES TERIAM LUCIANA E VALDIR PARA INCRIMINAR DUAS PESSOAS INOCENTES???
A Corregedoria da Policia Militar fica ao lado do prédio. Um morador bateu na Corregedoria e pediu ajuda. O PM Soldado Mauricio foi o primeiro a chegar, coloca a mão na carótida e não sente os batimentos cardíacos, não há respiração. Havia parada cardiorrespiratória.
00:08h – Chega o 2º Resgate; a seguir, chega o terceiro resgate com a Dra. Rosangela, com equipamentos mais modernos, monitora os sinais de Isabella e constata que não há sinal de batimentos cardíacos, tenta medicação intravenosa e a medicação não se move, sinal de que não há circulação. O coração de Isabella pára de bater entre a chegada de Ana C. Oliveira e a chegada da primeira viatura de resgate. Durante o trajeto até o hospital são tentadas manobras de ressuscitação, sem êxito. ISABELLA FOI DECLARADA MORTA!
Isabella tinha secreção amarelada (vômito) na camiseta, compatível com a secreção encontrada nas narinas.
As duas testemunhas que viram Alexandre chegar após a queda de Isabella, precisam essa chegada em não mais do que 2 min.
A Drª Rosângela cronometra o procedimento do Sr. Antônio Lucio até este ligar para o COPON: 1 minuto.
Ela cronometra o tempo do elevador que Alexandre usou para descer: 52 segundos, mais o tempo de deslocamento até alcançar o campo de visão do Sr. Antônio Lucio e obtém 1min e pouco. Conclusão contundente do Promotor: “NO MOMENTO EM QUE ISABELLA FOI DEFENESTRADA, O CASAL ESTAVA DENTRO DO APARTAMENTO.”!!! Isto é prova científica, não admite contestação!
Cembranelli continuação
Dizer que não subiu na cama é querer desmoralizar o maravilhoso trabalho da Dra Rosangela. Ela fez uma perícia de excelência, e como a defesa não pode contestar, tenta desmoralizar a Dra Rosangela e pede para retirá-la do processo
Podval chama Dra Rosangela de "perita dos ossos".
Cembranelli diz que ele está confundindo, a "perita dos ossos" que ele tenta desmoralizar é a Dra Norma, a que retirou a saliva e o cabelo e constatou que a defesa mente quando diz que não tiraram sangue.Cembranelli acrescenta: É isso que dá não conhecer o processo.
Ele vem aqui, e como não pode contestar as provas científicas, como não pode desmoralizar o trabalho da perícia, ele tenta desmoralizar o profissional. A defesa tentou retirá-la do processo. Tentou desmoralizar uma perita que deu uma aula a todos nós aqui.
Foram feitas inúmeras promessas pela defesa, que seria um verdadeiro Tsunami, e o que eu vi foi uma onda de criança. Contra as 20 testemunhas da defesa, eu trouxe apenas 4.
Dra Renata para falar da investigação, Dr Tiepo para falar sobre a esganadura, Dra Rosangela para falar das provas científicas e Ana oliveira que conhece muito bem o histórico de vida dessas pessoas.
A defesa entrou com 20 testemunhas, caiu para 15, passaram a 10 e acabaram em 2.
Um reporter que não acrescentou em nada, e vai ser sempre lembrado por ter vindo aqui apenas para quebrar um pedaço da maquete, e um investigador que estava fazendo o trabalho dele. Esse é o Tsunami que defesa iria trazer.
Já perdemos a conta de quantos HCs e recursos negados. Esse é um caso do início ao fim, cheio de recursos, com uma única coisa em comum: Perderam todos.
Se o BlueStar fosse falho, jamais o EUA iria usar...correndo o risco até de condenar uma cozinheira descuidada que deixou cair um pouco de cenoura no chão.
A perícia fez tudo que cabia fazer e pode ser confrontada com perícias adversárias, e foi. Não apareceu aquele trapalhão do Sanguinetti? Mas quando perceberam que ele estavam só tentando se divulgar, foi afastado. Alguém viu ele aqui depondo?
Levamos tudo para laboratório e deu positivo para sangue.
Isabella entrou no apartamento sangrando e essas manchas estão lá e demonstram toda a trajetória.
Teste positivo para sangue.
Teste positivo para sangue humano.
Teste positivo para DNA.
Nem os réus negam que viram sangue ao lado da cama.
A defesa quer que acreditemos que o sangue apresentado era suco de alho.
O perito Dorea tem um estudo que é referência no Brasil, que determina exatamente da altura que as gotas caíram, a 1,25 metros no mínimo e a Isabella não tinha esse tamanho , se ela vivesse certamente iria ter.
Que credibilidade tem alguém que vai para um congresso e compra um kit que precisa de toda uma especialização para usar e vem aqui para pingar gotas em banana?
Dá a idéia que se eu entender que tem que fazer uma operação no cerébro de alguém eu vou ali compro um bisturi, duvido que alguém queira se submeter a esse tipo de envergadura .
Se alguém quiser construir um viaduto pode me chamar que eu vou fazer os cálculos.
Só não aconselho ninguém a passar por baixo desse viaduto. Vamos chamar um médico para vir aqui lavrar uma sentença.
Se fosse verdade o tempo na versão deles, eles chegariam lá embaixo depois de meia noite.
Eles tentaram passar uma imagem de um casal normal com brigas “normais”. Amor vai sair hoje? Não vai jogar bola ?
Cembranelli mexe nos autos e mostra que tem vários relatos de vizinhos.
As brigas eram constantes sendo preciso as vezes chamar os pais dela, outras vezes os pais dele e as vezes os dois.
Cembranelli mostra uns trechos de depoimentos de vizinhos, entre eles do Paulo Cesar Colombo aonde diz: Discutiam muito e por várias vezes ouvia a Jatobá dizer que Alexandre teria lhe dado dois filhos e que ela era infeliz e seria para sempre.
Temos também o episódio da lavanderia, aonde ela briga com ele e vai na lavanderia e quebra a janela , ferindo-se no braço.
Todas as discussões eram por um mesmo motivo , o ciúmes da madrastra da mãe de Isabella.
Cembranelli lê nos relatos de vizinhos que as brigas dos dois eram mais constante nos finais de semana que a Isabella estava com os dois e agora vem para cá tentar posar de casal de harmonioso, com a idéia que viviam muito bem com a Oliveira.
Num dos relatos de outro vizinho do prédio antigo, a testemunha diz como ela se referia a mãe de Isabella( Cembranelli pergunta ao juiz se pode falar os palavrões e o juiz autoriza): de vagabunda e de um nome que começa com F.
“ Não me venha com essa balela de que viviam bem, não me venha com essa balela que ela amadureceu depois do nascimento do filho”
Não vamos vir aqui mostrar uma pessoa que não existe.
O relacionamento deles começou com uma traição em cima de Ana Oliveira, visto que o término ocorreu em março de 2003 e Jatobá diz que iniciou o relacionamento com ele em novembro de 2002.
Ela já apresentava histórico de violência familiar, por vezes era ela fazendo BO contra o próprio pai , xingamentos do pai para ela , ela própria admite os BOs contra o pai.
Durante 2 anos e meio viveram em meio de brigas, assim é relatada a vida dele no Vila Verde.
“ Nós quebravamos o pau todos os dias “ – ela mesma dá a frase sintomática.
Aí vem aqui dizer que viviam em harmonia?
Passou a ser dependente da família Nardoni, desde a marca do papel higiênico até a comida que eles comiam. Alexandre era proibido de falar com a Ana Oliveira, temos o relato da própria Anna Jatobá que numa dessas brigas por causa de um telefonema de Ana, acabou jogando o bebê contra o berço, sendo o mesmo socorrido por Isabella que contou o ocorrido.
Encontramos um bilhete na lixeira que foi remontado, um bilhete altamente depressivo onde ela se colocava numa vida infeliz ,uma mulher extremamente esgotada, sem empregada, sem dinheiro e com dois filhos.
A prova é a receita médica, dois remédios depressivos , um tranquilizante que foram receitados mas não foram comprados.
Ela é uma pessoa extrema, tanto quando ri ela ri mesmo e quando xinga , xinga mesmo, quando chora, chora mesmo, quando agride, agride mesmo, não me venha aqui se apresentar como um ser equilibrado.
Ela chamava a Ana Oliveira de vagabunda na frente de Isabella e das outras crianças , temos o relato de vizinhos que não deixavam que Isabella brincasse com os seus filhos por causa dos palavrões da madrasta.
Os vizinhos do Vila Verde nada tem a ver com o London e mencionam os mesmos palavrões.
Não foi acidental, senão não teríamos todas as marcas no pescoço que foram mostradas e que o Dr Tieppo explicou e muito bem.
Terceira pessoa?
Vamos imaginar que alguém entrou, vamos dizer que dentro do apartamento já estivesse alguém que tivesse uma chave ou alguma forma de entrar.
Isabella acordou e o surpreendeu e ele teria que eliminá-la para não ser reconhecido posteriormente.
Um algoz não mataria Isabella com um pequeno corte na testa .
Ele mataria tranquilamente e a deixaria na cama. Mas não !!!! Essa pessoa preferiu procurar uma tesoura, cortar a tela e mesmo sabendo que tinha um prédio da corregedoria ao lado , resolveu jogar Isabella para chamar a atenção para a sua saída, além do que teria que agir descalço pois as únicas marcas que tinham eram dos chinelos de Alexandre.
Por um gesto de humanidade e solidariedade, visto que , o apartamento estava de "pernas pro ar" ele resolve dar uma ajuda e limpar o sangue, e ainda num gesto humano, vendo milhares de roupas sujas coloca a fralda de molho. Muito educadamente sai, tranca a porta e num gesto derradeiro de gentileza ele apaga a luz.
Podval diz que ninguém pode dizer a autoria da asfixia.
Cembranelli , diz Ahhhhhhhhhhhh mas a asfixia existe, então se não foi ela foi ele?
Ah então foi ele, só tinham os dois dentro do apartamento.
Se fosse ele, olha o tamanho dele ... ( aponta para Alexandre ), ele teria matado ela instantaneamente.
O senhor dá uma opnião, a asfixia existe e isso é uma prova técnica, é uma prova científica.
Eu usei a sua versão para mostrar que na versão deles, na linha do tempo eles chegariam lá embaixo depois de meia noite.
Sob a alegaçao do princípio de não produzir provas contra si mesmo, recusaram –se a ir a reconstituição por que teriam muitas coisas que não saberiam explicar. A ordem é inversa, vem na contra mão, se a pessoa é inocente faz questão de ir a reconstituição se apresentar para ajudar o trabalho da perícia .
A cronometragem do tempo mostra que a versão deles é impossível e eu trago provas que em cima da cama só tinha as pegadas dele e também os registros do Copom.
Vai xingar a Dra Rosangela? Vai xingar a Dra Norma? Mas não pode xingar o Copom porque a telefônica indica exatamente o horário da ligação feita de dentro do apartamento.
Esse caso vai ser um divisor de águas , estamos aqui trazendo provas científicas,vamos ver se daqui pra frente vamos preferir essa tecnologia segura, high tech, porque foi essa a tecnologia que foi utilizada no caso Isabella , ou vamos andar para atrás tendo que confiar em testemunha que pode não enxergar bem. O Dr Podval está aqui para dizer que nossa perícia é um lixo mas não conseguiu contestá-la, tanto que estão há dois anos tentando e não conseguiram contestar as provas.
Temos provas cientificas, testemunhas que não tinham relacionamento ruim com o casal , registros do Copom, históricos de vida pregressa .....
No final Cembranelli explica que o MP não tem a obrigação de acusar , ele pegou um caso aonde não conhecia a família , não sabia nada, acompanhou as investigações e chegou a conclusão de que eles eram culpados e ofereceu a denúncia, hoje a obrigação dele como representante da sociedade é colocar a familia Oliveira sobre a proteção dele e fazer com que se cumpra a justiça.
Ana Oliveira também convicta por conhecer todo histórico pregresso dessa família e pelas provas apresentadas, me apoia , tanto que colocou a Dra Christina para acompanhar o caso ao lado dele, por que ela quer justiça para a sua filha.
Falando sobre a mísera pensão que Alexandre pagava para isabella , ele diz: “ Tenho certeza que aquele charlatão de Maceió recebeu o que Isabella precisaria de 15 anos de vida para receber”.
O Brasil que está lá fora olha por essa sala e espera que vocês (jurados), juízes constitucionais façam JUSTIÇA.
As 14:45 recomeçam os debates. Podval com a palavra.
O Sr Promotor me intimida. Intimida pela experiência em juris, pela organização, pela forma como se dedicou ao caso. Sei que quando ofereceu a denúncia, não o fez de forma leviana, fez pq acredita no que está defendendo. Tb acho que temos que dar uma resposta à sociedade. Por isto quero agradecer à Vossa Excelência, pela competencia, pela educação e atenção comigo. Quando este forum foi eleito pra abrigar este júri, muitos criticaram. Não é um forum que eu tenho muito hábito de frequentar, mas, coincidentemente, foi aqui que fiz meus 2 maiores júris. Não venho muito aqui, mas fui muito bem tratado.
Este é um caso triste, feio, onde temos dificuldade de ler os autos, as páginas.
Quero agradecer os funcionários daqui, a polícia. Agradeço também a OAB por estar aqui. Mesmo eu não sendo uma pessoa agressiva, não vamos ter problemas, e ainda porque eu era contrário a eles, da chapa contrária. Só tenho que agradecer. Agradeço aos amigos da imprensa, mas tb faço uma crítica. Acho que isto não precisava ter chegado onde chegou. Acho que talvez seja um momento de reflexão.
Agradeço ainda minha equipe. Eles trabalharam muito comigo nestes últimos dias. Me apoiando em tudo (ele chora).
Vim pra este júri certo de que o meu trabalho seria ter que implorar a vcs para que me ouvissem. No começo eu não acreditava que vcs pudessem me ouvir. Vcs foram massacrados por 2 anos, eu não tinha esperanças de conseguir ser ouvido. A maior dificuldade não seria a defesa em si e sim o pré-julgamento. Então tudo não valeria nada e meu papel seria apenas representar.
Durante estes 5 dias, cada um de vcs me deu esperanças.
Desisti sim das testemunhas. O promotor diz que eu não conheço o processo e é verdade. Ele estava aqui desde o começo. Eu atendi um pai desesperado. Nem sabia quem eram estas testemunhas. Não vou criticar os que saíram. Sei o peso que é.
Quando me perguntam qual o coelho tenha na cartola? Na grande hora, o que vou fazer, qual mágica? Não dá. Está tudo feito. O trabalho aqui foi feito desde o primeiro momento. Qual mágica eu ia fazer? Numa das poucas vezes que estive com os dois, expliquei tudo. Disse, falem o que for bom e o que for ruim. O que vemos aqui? Monstros? É a rotina, o cotidiano do brasileiro: casar, ter filhos, separar, casar com outra, ter filhos com outra, rotina, brigas, é o nomal.
Quando acontece uma tragédia, chamam o rapaz e querem que ele saiba o nome da professora da filha. Se ele não sabe, é execrado.
Os vizinhos, que nunca falaram com ele, correm pra DP pra falar que viram brigas.
Aí eu fico pensando, se fosse comigo, seria execrado.
Como defender? Vamos relacionar as testemunhas? Não vou falar da mãe. Tá machucada, ferida. Quer achar um responsável pela situação.
A delegada Dra Renata. Porque ela ia pré-julgar? Não aconteceu isso. Ela foi ouvida. O que ela disse? Foi chamada, chegou lá, uma história estranha. Se não foram eles, quem foi? Todos passam a investigar pra chegar em quem foi, mas não fecha. Ela pensa o que tá acontecendo?
O casal, sem serem investigados, ficam horas na DP. Mandam os 2 fazerem testes de DNA. Porque? Pra saber se o sangue era deles. Vai investigando e o que? Chega neles.
Perito veio aqui e deu uma aula. Explica porque não podia ser acidente. Diante das conclusões, diz que ela foi jogada no chão. Será que é verdade? Ele diz que ela tinha marca na nuca. Se foram eles, pq não levaram pra fazer teste? Como ele diz que uma cosquinha deixaria marca? Um homem sério…Se tivessem feito o exame, poderia saber que foram eles.
Renata, o tempo todo aponta conclusões técnicas. Perguntei pra ela o que ela usou pra justificar o pedido de prisão deles. Ela não sabe explicar porque não é perita. De onde tiraram? Fizeram uma reunião informal? Porque informal?
Aí ela diz que este é mais um caso pra ela, que não significou nada. No meio desta história toda Anna é convidada pra ir à casa dela. Vcs ouviram ela falar. Ela estava esperando dois anos pra falar.
Aí conta: chego na minha casa, está lá, dez pessoas tomando café que a Delegada disse não ter sido feito lá. Imagina se vc vê isso na sua casa. Que falta de respeito! Tinham que ter respeito pelo local! O que aconteceu lá? No primeiro dia as autoridades começaram a gritar comigo, ela disse. Falar pra confessar. E ela é a que grita, xinga, é a maluca, mas diz que não pode falar o que não viu.
Ela foi honesta porque disse que um investigador a tratou bem. Deixou ela ligar pro sogro.
A acusada Anna Carolina Jatobá chegou por volta das 8h10 ao fórum de Santana, na zona norte de São Paulo, para o quinto dia de júri. Ela veio da Penitenciária Feminina de Santana, onde passou a noite.
8h35, Alexandre Nardoni chegou ao fórum de Santana.
8h49 - Antônio Nardoni, pai de Alexandre, já está no fórum para acompanhar o julgamento do filho. O advogado chegou ao local de carro e foi direto ao estacionamento, sem falar com a imprensa. Ele estava acompanhado por outras pessoas, mas a sua mulher não estava presente.
9h42 - Ricardo Martins, assistente do advogado de defesa do casal Nardoni, disse que não acredita que o júri esteja perdido. Segundo ele, o casal apresenta a mesma versão dos fatos para a morte de Isabella.
Liberada pela Justiça ontem, Ana Carolina Oliveira, mãe de Isabella, não compareceu ao fórum nesta sexta-feira para acompanhar o julgamento do casal acusado de matar sua filha.
O quinto dia de julgamento do casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá começou às 10h26 desta sexta-feira. Segundo previsão do Tribunal de Justiça, o júri deve terminar na madrugada de sábado, por volta da 1h.
Início da sessão as 10:15 , entrada dos réus, Alexandre sorri .
Dona Rosa foi obrigada a se retirar do salão do juri para tirar a camiseta com a foto de Isabella.
Juiz explica aos jurados e platéia como será e como funcionam os debates.
Promotor entra e saúda a equipe de defesa em especial ao Dr Podval , "permita-me chamá-lo de amigo, as portas do gabinete do promotor sempre estarão abertas."
Dirigiu-se ao Conselho de Sentença saudando também o público.
10h30 - A palavra está com o dr. promotor.
10h36 - Não é exagero dizer que os olhos do Brasil estão voltados para esse julgamento. A prova ouvida aqui foi arrasadora para as pretensões da defesa. Esta é a minha função no dia de hoje : contar a história do Caso Isabella (nesse momento ele pede: Que Deus possa nos iluminar", e voltando-se para os jurados, ele diz : As pessoas não querem vingança? Não, querem Justiça como eu.
As pessoas não conhecem o processo, não sabem que a promotoria não cometeria arbitrariedades.
A defesa lançou mão de inúmeros recursos para desqualificar a instrução.
Cembranelli: A verdade é que cheguei aqui hj, conforme a denúncia, sem qualquer abalo. Hoje chegamos em condições de apresentar o caso para que os senhores possam valorar o caso. A prisão foi decretada e desde então foi avaliada por todos os tribunais e mantida por todos.
10h42 - A acusação está intacta. Sou um Promotor de Justiça, não de acusação. Estou há 22 anos fazendo júri. Faço júri em favor de todas as vítimas. Não quero aparecer. Não sou de mídia. Não estou de olho em promoções como muitos dizem, pois já poderia estar, há mais de ano, na Procuradoria de Justiça. Então, abandonem esta ideia de que este promotor esta em busca de aparecimento na mídia. Nunca precisei disto. Trocaria toda a mídia pelo retorno de Isabella.
A delegada responsável pela instauração do inquérito policial executou apenas o que está na lei. Foi acusada pelos réus, entre tantas mentiras, de ter coagido os réus, não houve nem intenção da Promotoria ou da Polícia de eleger um culpado.Se fosse um ladrão que defenestrasse a menina, que defesa teria esse ladrão? Seria um juri extremamente simples, até o estagiário o faria.
Os advogados de defesa já no dia 30 de março de 2008 tinham procuração até o Tribunal.
Eu não pedirei decisão em cima de crenças, mas vou apresentar fatos cientificamente provados. Esses profissionais tiveram suas vidas devassadas e se mantiveram calados.Se precisarmos de uma perícia, iremos atrás de profissionais especializados naquela especificidade, assim como a perita Rosangela,a melhor especialista em Polícia científica.
Tentaram desqualificar os peritos oficiais, por peritos que receberam poupudas retribuições com remunerações com laudos e conclusões pífias que não serão sequer utilizados para a defesa.
Os 3 médicos legistas estiveram frente a frente com o cadáver de Isabella.
A esganadura apresenta ferimentos. Isso já acabaria com a tese de que ela caiu, numa peraltice se desequilibrou. Essa é a tese de um charlatão que nem sei de onde veio.
A outra prova trazida pela promotoria para reduzir a escombros a tese da defesa, é o testetumho do perito Dorea da Bahia.
A Dra Renata localizou todas as pessoas mencionadas, apontadas, suspeitas: antenista, gesseiro, porteiro, pedreiro (citando o nome de cada um deles)
Dra Renata foi atrás de uma denúncia anônima de um tal de Paulo de Guarulhos.
Não é verdade que a investigação se dirigiu apenas aos réus e não investigou outros caminhos. Investigou todas as denúncias anônimas.
A investigação extraiu a hora exata: 23:36:11 pelo GPS, isto é prova cientifica. Isto é fato e fatos não se discute. (Promotor mostra os horários na tela.)
A queda foi ouvida pelo Sr. Antonio Lúcio e por alguém do terceiro andar.
O porteiro ouviu o barulho da queda, que parecia batida de carro, saiu da guarita e viu Isabella. Interfonou para o Sr Antonio Lúcio. Ele e o porteiro não sabiam de que apto ela era. O Sr Lúcio fez o que nem o próprio pai fez: ligou para o resgate às 23:49.
Isabella bateu no chão às 23:47 ou 23:48. o réu demorou 1 minuto para descer. Eu pularia do sexto andar para socorrer meu filho, eu não apertaria botão pra esperar pacientemente o elevador.
A hora oficial do Brasil é alinhada com a hora do satélite. No momento que o Sr Lucio ligou, 23:49:59, o Sr Jose Carlos (do terceiro andar) também ligou para o resgate. Isto é fato!!!
Nas duas conversas, isto esta no processo, pela gravação foi possível estabelecer o exato momento em que o réu apareceu lá embaixo.
Ele lê este trecho que foi transcrito:
Atendente: Voz de Antonio Lúcio – "Pelo amor de Deus, tem ladrão no prédio. Jogaram uma menina lá de cima.”
Sr Lucio quando viu Alexandre, e que no sexto andar só o apto dele estava habitado, e Alexandre dizendo que Isabella tinha sido jogada, raciocinou que a menina só poderia ser a filha de Alexandre.
Por isso que foi possível estabelecer milimetricamente, a hora em que Alexandre aparece lá embaixo.
As duas pessoas que ouviram o barulho da queda de Isabella, Valdomiro (porteiro) Sr Lucio, calcularam que o tempo que Alexandre levou para aparecer foi de um minuto.
Para que Alexandre saísse do hall de entrada e aparecesse no campo de visão do Sr Lucio, ele teve que fazer um trajeto, incluído aí o tempo de espera, de descida do elevador que é de 52 segundos, somando isto tudo dá um minuto e pouco.
(com voz firme e mais alta) No momento que Isa foi defenestrada, eles estavam dentro do apto;
Ligações de jatobá do telefone fixo. No momento em que o marido chegava lá embaixo, o telefone fixo estava sendo usado. (Ana Jatobá ligou para o sogro às 23:50:32./ Ré fez nova ligação para Antonio Nardoni, às 23:55:10.)
Quando a ligação do Sr Lucio terminou o telefone fixo do apto continuava sendo usado.
O morador do terceiro andar, com a versão do réu de que havia um ladrão, ficou tão apavorado que se trancou no apto e pegou um espeto pra se defender.
A PM entrou na construção dos fundos, policiais da ROTA investigaram tudo na construção dos fundos. Abriram tapumes. O pedreiro, não sabendo de nada, chega na segunda feira para trabalhar, vê os tapumes abertos e deduziu que teria havido arrombamento. NÃO HOUVE ARROMBAMENTO!!! Houve uma investigação feita pela ROTA.
Ana C. Jatobá, já lá embaixo, faz duas ligações na lateral do prédio, para Antônio Nardoni e Ana C. Oliveira.
Os vizinhos, Luciana e Valdir Ferrari, os quais têm as janelas de seu apartamento alinhadas com a altura das janelas do casal Nardoni, ouviram uma discussão. A voz dela era mais evidente que a dele, que quase não era percebida. Ouviam-se muitos palavrões. Alguns minutos depois ouviram uma gritaria de que haviam jogado uma criança e Luciana Ferrari reconheceu a mesma voz da mulher na discussão que se dera poucos minutos antes e também os mesmos palavrões. Da mesma forma, falava ao telefone aos gritos e também usando palavrões. QUE RAZÕES TERIAM LUCIANA E VALDIR PARA INCRIMINAR DUAS PESSOAS INOCENTES???
A Corregedoria da Policia Militar fica ao lado do prédio. Um morador bateu na Corregedoria e pediu ajuda. O PM Soldado Mauricio foi o primeiro a chegar, coloca a mão na carótida e não sente os batimentos cardíacos, não há respiração. Havia parada cardiorrespiratória.
00:08h – Chega o 2º Resgate; a seguir, chega o terceiro resgate com a Dra. Rosangela, com equipamentos mais modernos, monitora os sinais de Isabella e constata que não há sinal de batimentos cardíacos, tenta medicação intravenosa e a medicação não se move, sinal de que não há circulação. O coração de Isabella pára de bater entre a chegada de Ana C. Oliveira e a chegada da primeira viatura de resgate. Durante o trajeto até o hospital são tentadas manobras de ressuscitação, sem êxito. ISABELLA FOI DECLARADA MORTA!
Isabella tinha secreção amarelada (vômito) na camiseta, compatível com a secreção encontrada nas narinas.
As duas testemunhas que viram Alexandre chegar após a queda de Isabella, precisam essa chegada em não mais do que 2 min.
A Drª Rosângela cronometra o procedimento do Sr. Antônio Lucio até este ligar para o COPON: 1 minuto.
Ela cronometra o tempo do elevador que Alexandre usou para descer: 52 segundos, mais o tempo de deslocamento até alcançar o campo de visão do Sr. Antônio Lucio e obtém 1min e pouco. Conclusão contundente do Promotor: “NO MOMENTO EM QUE ISABELLA FOI DEFENESTRADA, O CASAL ESTAVA DENTRO DO APARTAMENTO.”!!! Isto é prova científica, não admite contestação!
Cembranelli continuação
Dizer que não subiu na cama é querer desmoralizar o maravilhoso trabalho da Dra Rosangela. Ela fez uma perícia de excelência, e como a defesa não pode contestar, tenta desmoralizar a Dra Rosangela e pede para retirá-la do processo
Podval chama Dra Rosangela de "perita dos ossos".
Cembranelli diz que ele está confundindo, a "perita dos ossos" que ele tenta desmoralizar é a Dra Norma, a que retirou a saliva e o cabelo e constatou que a defesa mente quando diz que não tiraram sangue.Cembranelli acrescenta: É isso que dá não conhecer o processo.
Ele vem aqui, e como não pode contestar as provas científicas, como não pode desmoralizar o trabalho da perícia, ele tenta desmoralizar o profissional. A defesa tentou retirá-la do processo. Tentou desmoralizar uma perita que deu uma aula a todos nós aqui.
Foram feitas inúmeras promessas pela defesa, que seria um verdadeiro Tsunami, e o que eu vi foi uma onda de criança. Contra as 20 testemunhas da defesa, eu trouxe apenas 4.
Dra Renata para falar da investigação, Dr Tiepo para falar sobre a esganadura, Dra Rosangela para falar das provas científicas e Ana oliveira que conhece muito bem o histórico de vida dessas pessoas.
A defesa entrou com 20 testemunhas, caiu para 15, passaram a 10 e acabaram em 2.
Um reporter que não acrescentou em nada, e vai ser sempre lembrado por ter vindo aqui apenas para quebrar um pedaço da maquete, e um investigador que estava fazendo o trabalho dele. Esse é o Tsunami que defesa iria trazer.
Já perdemos a conta de quantos HCs e recursos negados. Esse é um caso do início ao fim, cheio de recursos, com uma única coisa em comum: Perderam todos.
Se o BlueStar fosse falho, jamais o EUA iria usar...correndo o risco até de condenar uma cozinheira descuidada que deixou cair um pouco de cenoura no chão.
A perícia fez tudo que cabia fazer e pode ser confrontada com perícias adversárias, e foi. Não apareceu aquele trapalhão do Sanguinetti? Mas quando perceberam que ele estavam só tentando se divulgar, foi afastado. Alguém viu ele aqui depondo?
Levamos tudo para laboratório e deu positivo para sangue.
Isabella entrou no apartamento sangrando e essas manchas estão lá e demonstram toda a trajetória.
Teste positivo para sangue.
Teste positivo para sangue humano.
Teste positivo para DNA.
Nem os réus negam que viram sangue ao lado da cama.
A defesa quer que acreditemos que o sangue apresentado era suco de alho.
O perito Dorea tem um estudo que é referência no Brasil, que determina exatamente da altura que as gotas caíram, a 1,25 metros no mínimo e a Isabella não tinha esse tamanho , se ela vivesse certamente iria ter.
Que credibilidade tem alguém que vai para um congresso e compra um kit que precisa de toda uma especialização para usar e vem aqui para pingar gotas em banana?
Dá a idéia que se eu entender que tem que fazer uma operação no cerébro de alguém eu vou ali compro um bisturi, duvido que alguém queira se submeter a esse tipo de envergadura .
Se alguém quiser construir um viaduto pode me chamar que eu vou fazer os cálculos.
Só não aconselho ninguém a passar por baixo desse viaduto. Vamos chamar um médico para vir aqui lavrar uma sentença.
Se fosse verdade o tempo na versão deles, eles chegariam lá embaixo depois de meia noite.
Eles tentaram passar uma imagem de um casal normal com brigas “normais”. Amor vai sair hoje? Não vai jogar bola ?
Cembranelli mexe nos autos e mostra que tem vários relatos de vizinhos.
As brigas eram constantes sendo preciso as vezes chamar os pais dela, outras vezes os pais dele e as vezes os dois.
Cembranelli mostra uns trechos de depoimentos de vizinhos, entre eles do Paulo Cesar Colombo aonde diz: Discutiam muito e por várias vezes ouvia a Jatobá dizer que Alexandre teria lhe dado dois filhos e que ela era infeliz e seria para sempre.
Temos também o episódio da lavanderia, aonde ela briga com ele e vai na lavanderia e quebra a janela , ferindo-se no braço.
Todas as discussões eram por um mesmo motivo , o ciúmes da madrastra da mãe de Isabella.
Cembranelli lê nos relatos de vizinhos que as brigas dos dois eram mais constante nos finais de semana que a Isabella estava com os dois e agora vem para cá tentar posar de casal de harmonioso, com a idéia que viviam muito bem com a Oliveira.
Num dos relatos de outro vizinho do prédio antigo, a testemunha diz como ela se referia a mãe de Isabella( Cembranelli pergunta ao juiz se pode falar os palavrões e o juiz autoriza): de vagabunda e de um nome que começa com F.
“ Não me venha com essa balela de que viviam bem, não me venha com essa balela que ela amadureceu depois do nascimento do filho”
Não vamos vir aqui mostrar uma pessoa que não existe.
O relacionamento deles começou com uma traição em cima de Ana Oliveira, visto que o término ocorreu em março de 2003 e Jatobá diz que iniciou o relacionamento com ele em novembro de 2002.
Ela já apresentava histórico de violência familiar, por vezes era ela fazendo BO contra o próprio pai , xingamentos do pai para ela , ela própria admite os BOs contra o pai.
Durante 2 anos e meio viveram em meio de brigas, assim é relatada a vida dele no Vila Verde.
“ Nós quebravamos o pau todos os dias “ – ela mesma dá a frase sintomática.
Aí vem aqui dizer que viviam em harmonia?
Passou a ser dependente da família Nardoni, desde a marca do papel higiênico até a comida que eles comiam. Alexandre era proibido de falar com a Ana Oliveira, temos o relato da própria Anna Jatobá que numa dessas brigas por causa de um telefonema de Ana, acabou jogando o bebê contra o berço, sendo o mesmo socorrido por Isabella que contou o ocorrido.
Encontramos um bilhete na lixeira que foi remontado, um bilhete altamente depressivo onde ela se colocava numa vida infeliz ,uma mulher extremamente esgotada, sem empregada, sem dinheiro e com dois filhos.
A prova é a receita médica, dois remédios depressivos , um tranquilizante que foram receitados mas não foram comprados.
Ela é uma pessoa extrema, tanto quando ri ela ri mesmo e quando xinga , xinga mesmo, quando chora, chora mesmo, quando agride, agride mesmo, não me venha aqui se apresentar como um ser equilibrado.
Ela chamava a Ana Oliveira de vagabunda na frente de Isabella e das outras crianças , temos o relato de vizinhos que não deixavam que Isabella brincasse com os seus filhos por causa dos palavrões da madrasta.
Os vizinhos do Vila Verde nada tem a ver com o London e mencionam os mesmos palavrões.
Não foi acidental, senão não teríamos todas as marcas no pescoço que foram mostradas e que o Dr Tieppo explicou e muito bem.
Terceira pessoa?
Vamos imaginar que alguém entrou, vamos dizer que dentro do apartamento já estivesse alguém que tivesse uma chave ou alguma forma de entrar.
Isabella acordou e o surpreendeu e ele teria que eliminá-la para não ser reconhecido posteriormente.
Um algoz não mataria Isabella com um pequeno corte na testa .
Ele mataria tranquilamente e a deixaria na cama. Mas não !!!! Essa pessoa preferiu procurar uma tesoura, cortar a tela e mesmo sabendo que tinha um prédio da corregedoria ao lado , resolveu jogar Isabella para chamar a atenção para a sua saída, além do que teria que agir descalço pois as únicas marcas que tinham eram dos chinelos de Alexandre.
Por um gesto de humanidade e solidariedade, visto que , o apartamento estava de "pernas pro ar" ele resolve dar uma ajuda e limpar o sangue, e ainda num gesto humano, vendo milhares de roupas sujas coloca a fralda de molho. Muito educadamente sai, tranca a porta e num gesto derradeiro de gentileza ele apaga a luz.
Podval diz que ninguém pode dizer a autoria da asfixia.
Cembranelli , diz Ahhhhhhhhhhhh mas a asfixia existe, então se não foi ela foi ele?
Ah então foi ele, só tinham os dois dentro do apartamento.
Se fosse ele, olha o tamanho dele ... ( aponta para Alexandre ), ele teria matado ela instantaneamente.
O senhor dá uma opnião, a asfixia existe e isso é uma prova técnica, é uma prova científica.
Eu usei a sua versão para mostrar que na versão deles, na linha do tempo eles chegariam lá embaixo depois de meia noite.
Sob a alegaçao do princípio de não produzir provas contra si mesmo, recusaram –se a ir a reconstituição por que teriam muitas coisas que não saberiam explicar. A ordem é inversa, vem na contra mão, se a pessoa é inocente faz questão de ir a reconstituição se apresentar para ajudar o trabalho da perícia .
A cronometragem do tempo mostra que a versão deles é impossível e eu trago provas que em cima da cama só tinha as pegadas dele e também os registros do Copom.
Vai xingar a Dra Rosangela? Vai xingar a Dra Norma? Mas não pode xingar o Copom porque a telefônica indica exatamente o horário da ligação feita de dentro do apartamento.
Esse caso vai ser um divisor de águas , estamos aqui trazendo provas científicas,vamos ver se daqui pra frente vamos preferir essa tecnologia segura, high tech, porque foi essa a tecnologia que foi utilizada no caso Isabella , ou vamos andar para atrás tendo que confiar em testemunha que pode não enxergar bem. O Dr Podval está aqui para dizer que nossa perícia é um lixo mas não conseguiu contestá-la, tanto que estão há dois anos tentando e não conseguiram contestar as provas.
Temos provas cientificas, testemunhas que não tinham relacionamento ruim com o casal , registros do Copom, históricos de vida pregressa .....
No final Cembranelli explica que o MP não tem a obrigação de acusar , ele pegou um caso aonde não conhecia a família , não sabia nada, acompanhou as investigações e chegou a conclusão de que eles eram culpados e ofereceu a denúncia, hoje a obrigação dele como representante da sociedade é colocar a familia Oliveira sobre a proteção dele e fazer com que se cumpra a justiça.
Ana Oliveira também convicta por conhecer todo histórico pregresso dessa família e pelas provas apresentadas, me apoia , tanto que colocou a Dra Christina para acompanhar o caso ao lado dele, por que ela quer justiça para a sua filha.
Falando sobre a mísera pensão que Alexandre pagava para isabella , ele diz: “ Tenho certeza que aquele charlatão de Maceió recebeu o que Isabella precisaria de 15 anos de vida para receber”.
O Brasil que está lá fora olha por essa sala e espera que vocês (jurados), juízes constitucionais façam JUSTIÇA.
As 14:45 recomeçam os debates. Podval com a palavra.
O Sr Promotor me intimida. Intimida pela experiência em juris, pela organização, pela forma como se dedicou ao caso. Sei que quando ofereceu a denúncia, não o fez de forma leviana, fez pq acredita no que está defendendo. Tb acho que temos que dar uma resposta à sociedade. Por isto quero agradecer à Vossa Excelência, pela competencia, pela educação e atenção comigo. Quando este forum foi eleito pra abrigar este júri, muitos criticaram. Não é um forum que eu tenho muito hábito de frequentar, mas, coincidentemente, foi aqui que fiz meus 2 maiores júris. Não venho muito aqui, mas fui muito bem tratado.
Este é um caso triste, feio, onde temos dificuldade de ler os autos, as páginas.
Quero agradecer os funcionários daqui, a polícia. Agradeço também a OAB por estar aqui. Mesmo eu não sendo uma pessoa agressiva, não vamos ter problemas, e ainda porque eu era contrário a eles, da chapa contrária. Só tenho que agradecer. Agradeço aos amigos da imprensa, mas tb faço uma crítica. Acho que isto não precisava ter chegado onde chegou. Acho que talvez seja um momento de reflexão.
Agradeço ainda minha equipe. Eles trabalharam muito comigo nestes últimos dias. Me apoiando em tudo (ele chora).
Vim pra este júri certo de que o meu trabalho seria ter que implorar a vcs para que me ouvissem. No começo eu não acreditava que vcs pudessem me ouvir. Vcs foram massacrados por 2 anos, eu não tinha esperanças de conseguir ser ouvido. A maior dificuldade não seria a defesa em si e sim o pré-julgamento. Então tudo não valeria nada e meu papel seria apenas representar.
Durante estes 5 dias, cada um de vcs me deu esperanças.
Desisti sim das testemunhas. O promotor diz que eu não conheço o processo e é verdade. Ele estava aqui desde o começo. Eu atendi um pai desesperado. Nem sabia quem eram estas testemunhas. Não vou criticar os que saíram. Sei o peso que é.
Quando me perguntam qual o coelho tenha na cartola? Na grande hora, o que vou fazer, qual mágica? Não dá. Está tudo feito. O trabalho aqui foi feito desde o primeiro momento. Qual mágica eu ia fazer? Numa das poucas vezes que estive com os dois, expliquei tudo. Disse, falem o que for bom e o que for ruim. O que vemos aqui? Monstros? É a rotina, o cotidiano do brasileiro: casar, ter filhos, separar, casar com outra, ter filhos com outra, rotina, brigas, é o nomal.
Quando acontece uma tragédia, chamam o rapaz e querem que ele saiba o nome da professora da filha. Se ele não sabe, é execrado.
Os vizinhos, que nunca falaram com ele, correm pra DP pra falar que viram brigas.
Aí eu fico pensando, se fosse comigo, seria execrado.
Como defender? Vamos relacionar as testemunhas? Não vou falar da mãe. Tá machucada, ferida. Quer achar um responsável pela situação.
A delegada Dra Renata. Porque ela ia pré-julgar? Não aconteceu isso. Ela foi ouvida. O que ela disse? Foi chamada, chegou lá, uma história estranha. Se não foram eles, quem foi? Todos passam a investigar pra chegar em quem foi, mas não fecha. Ela pensa o que tá acontecendo?
O casal, sem serem investigados, ficam horas na DP. Mandam os 2 fazerem testes de DNA. Porque? Pra saber se o sangue era deles. Vai investigando e o que? Chega neles.
Perito veio aqui e deu uma aula. Explica porque não podia ser acidente. Diante das conclusões, diz que ela foi jogada no chão. Será que é verdade? Ele diz que ela tinha marca na nuca. Se foram eles, pq não levaram pra fazer teste? Como ele diz que uma cosquinha deixaria marca? Um homem sério…Se tivessem feito o exame, poderia saber que foram eles.
Renata, o tempo todo aponta conclusões técnicas. Perguntei pra ela o que ela usou pra justificar o pedido de prisão deles. Ela não sabe explicar porque não é perita. De onde tiraram? Fizeram uma reunião informal? Porque informal?
Aí ela diz que este é mais um caso pra ela, que não significou nada. No meio desta história toda Anna é convidada pra ir à casa dela. Vcs ouviram ela falar. Ela estava esperando dois anos pra falar.
Aí conta: chego na minha casa, está lá, dez pessoas tomando café que a Delegada disse não ter sido feito lá. Imagina se vc vê isso na sua casa. Que falta de respeito! Tinham que ter respeito pelo local! O que aconteceu lá? No primeiro dia as autoridades começaram a gritar comigo, ela disse. Falar pra confessar. E ela é a que grita, xinga, é a maluca, mas diz que não pode falar o que não viu.
Ela foi honesta porque disse que um investigador a tratou bem. Deixou ela ligar pro sogro.
25 de mar. de 2010
Caso Nardoni: 4º dia de julgamento
25 de março de 2010 - Interrogatório de Anna Carolina Jatobá
16h27: Começa o interrogatório de Jatobá. A ré está chorando. Nega a autoria.
Alexandre Nardoni acompanha o depoimento de Anna Carolina Jatobá
DEPOIMENTO DE JATOBÁ
Cembranelli – Sobre arrumar o edredon, esse termo, qual o significado dele para você?
Jatobá – arrumar é esticar, preparar a cama.
Cembranelli Quanto tempo ficaram na garagem aguardando cessar o barulho do carro?
Jatobá.- Esqueci
Cembranelli – Esqueceu???? A senhora declarou em 18/04/2008 foram mais ou menos 10 m.
Jatobá – Eu não sei estipular ao certo.
Cembranelli – a senhora disse também que estava aguardando o elevador chegar. Por quantos minutos aguardou o elevador chegar?
Jatobá – Infelizmente não sei estipular, nem longo nem curto.
Cembranelli – Então seria médio?
Jatobá – Não sei.
Cembranelli – A senhora citou que o porteiro chegou correndo, molhado de suor, somente em juizo, por que não mencionou antes?
Jatobá - Pelo fato de ficar nervosa e esquecer de falar, como vc pode notar.
Cembranelli – A senhora falava muitas ou poucas palavras anteriormente quando se desentendia com as pessoas ou com seu marido?
Jatobá – Eu gritava, mas nem falava muitos palavrões, nem eram com todas as pessoas , somente com algumas.
Cembranelli – Mas os vizinhos disseram em depoimento que a senhora gritava muito no apartamento.
Jatobá – Acontece que a mesa de jantar , era próxima a porta , não gritava como louca.
Cembranelli – As reclamações no outro Edifício eram constantes, o que você me diz sobre isso?
Jatobá _ Que eu me lembre nunca reclamaram.
Cembranelli – Em uma declaração anterior, vc diz “ Oliveira não estava nem aí para Isabella” o que você me diz sobre isso?
Jatobá – O que ela ouviu falar pela família de Alexandre, eles é que comentavam.
Cembranelli – Você considerou justo o valor de pensão alimentícia dado para Isabella?
Jatobá – Nunca interferi, nem em pensão alimentícia e nem em conta bancária dele.na época eu falava com Carol por telefone, ela me pediu para ir almoçar com ela, voltei com Alexandre e não entendi o que ela queria falar comigo, estava em casa chegou o oficial de justiça. A família inteira ficou chateada com o pedido de pensão alimentícia.
Cembranelli – A família inteira, quem?
Jatobá – Minha sogra, meu sogro e Alexandre.
Cembranelli – A folha 2495, vc faz a seguinte declaração:“Não queria prejudicar e interferir em nada”,,” colocou na Justiça para aumento de pensão”., “nesta fase falei, que não estava mais com Alexandre para colher informações dela “. Isso não é prejudicar Isabella?
Jatobá – Não respondeu
Cembranelli – Você disse que conversava por MSN e salvava para colher informações de Ana Carolina Oliveira. É verdade isso?
Jatobá - Fiquei brigada 3 dias com Alexandre., meu MSN salvava automaticamente as conversas.
Cembranelli – sem Ana saber?
Jatobá – sem Ana saber
Cembranelli – E o que vc quis dizer “Ana não estava nem aí para Isa”
Jatobá – Meu sogro pegou umas fotos de Ana e não sei o que fez com elas.
Cembranelli – de onde surgiu a animosidade com Carol?
Jatobá – depois que discutimos em frente a casa dela. Em festas na escola, eu falava oi para ela e ela não respondia.
Cembranelli –. Houve períodos de brigas, desentendimentos no Villa Real com Oliveira?
Jatobá – Não me recordo
Cembranelli -Essas brigas constantes ocorreram até o nascimento de Pietro?
Jatobá- A briga era por que eu queria saber se ele gostava de mim.
Cembranelli – Vc disse que brigava por tudo, que depois do nascimento de Pietro amadureceu. Me explique
Jatobá – brigas que eu digo, eram discussões lá no Vila Real. Frequentes, não quer dizer todo dia
Cembranelli – Quantos anos moraram lá?
Jatobá desde 12/06/2004
Cembranelli – Não estou entendendo então, por que vocês citaram que moraram nesse apartamento por 2 anos e meio, três anos. Se fizermos as contas...
Jatobá – Fiquei morando com minha mãe e só ia final de semana para o Vila Real, pois estava com anemia e também por causa da faculdade.
Juiz pergunta: em definitivo?
Jatobá – Depois de 2 meses do nascimento de Pietro, porém quando ele estava com 8 meses voltei para casa da minha mãe.
Cembranelli – E os desentendimentos com Oliveira?
Jatobá – Só briguei com ela em frente a casa dela , depois ela não me cumprimentava
Cembranelli – Em depoimento vc citou que teria muitos desentendimentos com Oliveira?
Jatobá – por causa dos horários de escola, roupas de Isa.
Cembranelli – Seu depoimento foi colhido na delegacia pela doutora Renata Pontes?
Jatobá – Não, por 2 investigadores e um escrivão.
Cembranelli – Mas por que foi assinado por Dra Renata?
Jatobá – Não lembro, se eu me lembro bem , ela não estava na sala.
Cembranelli – Vc mesmo acompanhada de seu advogado assinou sem a delegada presente?
Jatobá – Não me lembro de nada
Cembranelli – A fls 1449 a senhora disse que” brigava muito na rua Paulo Cesar, e que o apartamento novo tinha algo diferente, paramos de brigar .”No apartamento novo, não discutimos nada, depois do nascimento de Pietro eu amadureci. ”Vc morou até 1 mês antes de ir para o novo apartamento......
Jatobá – Eu gritava muito e falava muito alto, não brigava
Cembranelli – Em 20 de janeiro, vc esmurrou a janela.(referindo-se ao vidro da lavanderia que ela quebrou) É uma briga normal de casal isso???
Jatobá – Não, esmurrei acidentamente, estava falando com Alexandre e ele não me dava atenção, estava fazendo a lista de supermercado, mas Isa não estava em casa, fui para lavanderia apenas apoiei. Estava com raiva. Fiquei assustada, tenho pavor de sangue, chamei Alexandre , estava com braço rasgado.
Cembranelli vc é uma pessoa nervosa?
Jatobá – Não tenho gênio forte
Cembranelli. Em depoimento, seu pai disse que vc precisava tomar um calmante. Estava nervosa, pois tinha casa , filhos e só chorava.
Jatobá – estava desesperada , pois tinha muita coisa para fazer.
Em seguida, passa a arguir, Dra. Cristina, Assistente de Acusação
Cristina: Na Delegacia vc disse que meses depois passou a morar na casa do pai de Alexandre, em juízo vc disse que depois de 4 meses de namoro passaram a morar juntos?
Jatobá: Morei com ele, um ano na casa do pai dele, qdo brigava ia pra casa dos meus pais.
C: Qdo brigava com seus pais ia pra casa do Alexandre?
J: Sim.
C:Vc lavrou um BO contra seu pai em janeiro de 2004?
J: Sim.
C: Pode esclarecer o B.O
J: Eu estava no computador e meu pai estava estudando e o barulho do teclado irritava ele. Ele me pediu pra parar pq tava estudando. Continuei a digitar e ele achou que eu estava digitando mais forte pra irritar ele. Então ele ficou muito bravo e Cauã acordou e começou a chorar. Meu pai mandou cuidar do meu filho que tava chorando.
C: Seu pai xingou?
J: Foi, falava que eu tinha que estudar, era muito nova pra ser mãe.
C: Vc declarou em juízo que se dava melhor com sua mãe do que com seu pai. É verdade?
J: Sim. Me dava melhor com minha mãe, mas hj me arrependo pq meus pais são tudo na minha vida.
C: Ter o mesmo nome da mãe da Isabella, a incomodava?
J: Não. Ela que falava que errar uma vez passava…
C: Incomodava ou não?
J: Não incomodava.
C: De alguma maneira a mãe de Isabella e este eterno vínculo te incomodavam?
J: Não.
C: A Carol podia ligar pro Alexandre?
J: Sim, a hora que ela quisesse.
C: Mas pq só a sra atendia?
J: Pq o telefone ficava comigo.
C: Vc se sentia insegura com o seu casamento?
J: No começo sentia muito ciúmes pq ele tinha fama de mulherengo.
C: Vc não trabalhou mais depois do casamento e se sentia bem como dona de casa?
J: Só trabalhei antes do casamento.
C: Quem pagava sua faculdade?
J: Meu pai
C: As despesas pessoais de vcs, quem fazia?
J: Os meus pais, minha avó e meu marido.
C: Pietro mordia Isa? O que a sra fazia?
J: Sim, as vezes. Colocava de castigo no quarto, pra pensar.
C: Após a queda, vc ligou para os pais de vcs a pedido de Alexandre?
J: Sim. Fui eu que ligou
C: E pra mãe de Isabella?
J: Fui eu que liguei tb.
C: Mas pq vcs não ligaram pro resgate?
J: No desespero só pensei em ligar pro meu pai,
C: Mas não pensou em nenhum momento em ligar pro resgate ?
J: Não, só pensei em ligar pros meus pais.
C: E depois?
J: Eu desci.
C: E vc não pensou em ligar pros seus pais?
J: Pensei, mas aí já tinham chamado.
C: Vc gritava muito, falava muitos palavrões. Como Alexandre se sentia?
J: Ele não gostava. Tinha vergonha.
C: Em juízo vc declarou que os desentendimentos com Oliveira se encerraram depois que Pietro entrou na mesma escola que a Isa. Confirma?
J: Sim.
C: Pq vcs não devolveram a mochila que a Isa havia levado pra casa de vcs naquele dia?
J: Nem sabia que ela tinha esta mochila.
C:No dia do velório, do enterro, vcs ficaram presentes o tempo todo? Tentaram falar com a Ana Oliveira?
J: Ficamos o tempo todo, mas não falamos com ela.
C: Em nenhum momento?
J: Não.
Arguição do Dr.Podval, a dvogado de defesa do casal
Podval:Vc teria coragem de matar Isabella pra se livrar de um obstaculo?
J: não, nunca., jamais.
Podval: Vc alguem dia machucou, bateu nela?
J: Não, sempre cuidei dela com muito amor e carinho?
Podval: Naquele dia no almoço vc usou a tesoura pra cortar carne?
J: Sempre uso pra cortar carne picadinha.
Podval: Pq vc estava descalça?
J: Pq cheguei da rua e tirei o sapato.
Podval: Vc foi descalça pra casa dos seus pais apos queda?
J: Sim, qdo cheguei la que coloquei um tenis muito velho. Qdo Dra Renata afirmou que havia sangue no fiquei indignada.
Podval: Vc sabe qto tempo o elevador leva pra subir e descer?
J: Nunca fiquei marcando no relogio.
Podval: Vcs entregaram roupa pra policia no dia do crime?
J: Tomamos banho e as roupas ficaram lá, não foram lavadas.
Podval: É verdade que na hora que Ana Oliveira e vc discutiram, vc disse pra ela que a culpa de tudo era de Isabella?
J: Não, eu falei p ela que tava fazendo aquilo pq tava preocupada com a vida da filha dela.
Jatobá chora ao descrever o quarto da Isa, ao falar dos filhos e de como foram escolhidas o apto e as coisas dele.
Podval: Vc lembra de como foi o almoço?
J: não , so lembro que fiz o macarrao que ficou muito salgado e joguei no lixo.
Podval: Sobre a falta de higiene do seu apto, sobre um absorvente que foi achado no meio dos brinquedos das crianças, como a sra descaratava seus absorventes?
J: Fiquei passada com isso. Sempre enrolava no papel higienico.
Podval: Vc teria motivos pra maltratar Isabella?
J: Nunca tive. Isabella era um doce de criança.
Podval: Já foi busca-la no colegio?
J: Algumas vezes com minha sogra e outras sozinha.
Podval: Já que ela foi esganada, pediram pra fazer exames nas suas maos?
J: Em momento algum. Ate perguntei pra delegada se ia fazer e ela disse que não.
Podval: Sobre a chave, foi feita pericia?
J: Não,ficou na gaveta da delegada.
Podval: Depois do nascimento dos seus filhos, vc amadureceu?
J: Fui amadurecendo aos poucos.
Podval: E ficou feliz com o nascimento de seus filhos?
J: Sim, muito feliz.
Podval: Vc andava muito estressada pq seu filho mais novo chorava muito? É verdade?
J: Sim, eu andava muito estressada pq de 4 a 6 meses ele chorava dia e noite.
Podval: E vc assim cansada como estava, mesmo assim já agrediu seus filhos?
J: Nunca
Podval: Vc tem dividas na faculdade?
J: Sim, meu pai ate hj não pagou,
Podval: Como era seu padrao de vida?
J: Tinhamos um padrao alto e de repente meu pai perdeu tudo.
Podval: Vc disputava o Alexandre com Isa?
J: Não. Só tive ciumes dela no começo.
Podval: Qdo vc desceu apos a queda., o que vc viu?
J: Tava todo mundo muito nervoso, pessoas entrando e saindo, uma bagunça;
Podval: O que Alexandre estava fazendo?
J: Fazia mtas perguntas ao porteiro pq pensou que podia ter entrado ladrão.
Podval: Seus filhos tiveram que sair da escola depois disto?
J: sim e agora voltaram e tiveram que trocar os nomes para Trota.
Durante o depoimento, a madrasta de Isabella admitiu que aumentou informações em depoimento à polícia.
Arguição do Juiz
Juiz: Não foi feito mesmo, em momento algum, o exame de sangue?
J: Não, fiquei indignada por saber que se confirmou esta informação, sendo que não fizemos coleta
Juiz: Descreva o tamanho do buraco da tela. Era do tamanho de uma cabeça?
J: sim, até achei engraçado pq era do tamanho de uma cabeça.
Juiz: Vc viu as pessoas do veículo que estava na garagem com o som alto e que vcs esperaram parar o som pra subir pro apto?
J: Não, não vi como eram.
Juiz: Sobre a tesoura, vc usou naquele dia?
J: sim, só a tesoura. A faca não.
20h47 - Encerrado o interrogatório da ré.
21h - O dr. juiz chamou o psiquiatra ao Juízo. Houve consulta médica em Ana Carolina (mãe biológica). Ele apresentou um laudo atestando estado emocional abalado. Recomendou a não acareação. Dr. defensor abriu mão da acareação. Ana Carolina (mãe biológica) foi liberada, no decorrer do dia, mas o juiz só comunicou agora.
Está encerrada a instrução. Amanhã, debates e julgamento. O que manda agora é a oratória. O promotor vai lutar pela força dos indícios. Não pode deixar dúvida. A defesa lutará pela negativa de autoria.
16h27: Começa o interrogatório de Jatobá. A ré está chorando. Nega a autoria.
Alexandre Nardoni acompanha o depoimento de Anna Carolina Jatobá
DEPOIMENTO DE JATOBÁ
Cembranelli – Sobre arrumar o edredon, esse termo, qual o significado dele para você?
Jatobá – arrumar é esticar, preparar a cama.
Cembranelli Quanto tempo ficaram na garagem aguardando cessar o barulho do carro?
Jatobá.- Esqueci
Cembranelli – Esqueceu???? A senhora declarou em 18/04/2008 foram mais ou menos 10 m.
Jatobá – Eu não sei estipular ao certo.
Cembranelli – a senhora disse também que estava aguardando o elevador chegar. Por quantos minutos aguardou o elevador chegar?
Jatobá – Infelizmente não sei estipular, nem longo nem curto.
Cembranelli – Então seria médio?
Jatobá – Não sei.
Cembranelli – A senhora citou que o porteiro chegou correndo, molhado de suor, somente em juizo, por que não mencionou antes?
Jatobá - Pelo fato de ficar nervosa e esquecer de falar, como vc pode notar.
Cembranelli – A senhora falava muitas ou poucas palavras anteriormente quando se desentendia com as pessoas ou com seu marido?
Jatobá – Eu gritava, mas nem falava muitos palavrões, nem eram com todas as pessoas , somente com algumas.
Cembranelli – Mas os vizinhos disseram em depoimento que a senhora gritava muito no apartamento.
Jatobá – Acontece que a mesa de jantar , era próxima a porta , não gritava como louca.
Cembranelli – As reclamações no outro Edifício eram constantes, o que você me diz sobre isso?
Jatobá _ Que eu me lembre nunca reclamaram.
Cembranelli – Em uma declaração anterior, vc diz “ Oliveira não estava nem aí para Isabella” o que você me diz sobre isso?
Jatobá – O que ela ouviu falar pela família de Alexandre, eles é que comentavam.
Cembranelli – Você considerou justo o valor de pensão alimentícia dado para Isabella?
Jatobá – Nunca interferi, nem em pensão alimentícia e nem em conta bancária dele.na época eu falava com Carol por telefone, ela me pediu para ir almoçar com ela, voltei com Alexandre e não entendi o que ela queria falar comigo, estava em casa chegou o oficial de justiça. A família inteira ficou chateada com o pedido de pensão alimentícia.
Cembranelli – A família inteira, quem?
Jatobá – Minha sogra, meu sogro e Alexandre.
Cembranelli – A folha 2495, vc faz a seguinte declaração:“Não queria prejudicar e interferir em nada”,,” colocou na Justiça para aumento de pensão”., “nesta fase falei, que não estava mais com Alexandre para colher informações dela “. Isso não é prejudicar Isabella?
Jatobá – Não respondeu
Cembranelli – Você disse que conversava por MSN e salvava para colher informações de Ana Carolina Oliveira. É verdade isso?
Jatobá - Fiquei brigada 3 dias com Alexandre., meu MSN salvava automaticamente as conversas.
Cembranelli – sem Ana saber?
Jatobá – sem Ana saber
Cembranelli – E o que vc quis dizer “Ana não estava nem aí para Isa”
Jatobá – Meu sogro pegou umas fotos de Ana e não sei o que fez com elas.
Cembranelli – de onde surgiu a animosidade com Carol?
Jatobá – depois que discutimos em frente a casa dela. Em festas na escola, eu falava oi para ela e ela não respondia.
Cembranelli –. Houve períodos de brigas, desentendimentos no Villa Real com Oliveira?
Jatobá – Não me recordo
Cembranelli -Essas brigas constantes ocorreram até o nascimento de Pietro?
Jatobá- A briga era por que eu queria saber se ele gostava de mim.
Cembranelli – Vc disse que brigava por tudo, que depois do nascimento de Pietro amadureceu. Me explique
Jatobá – brigas que eu digo, eram discussões lá no Vila Real. Frequentes, não quer dizer todo dia
Cembranelli – Quantos anos moraram lá?
Jatobá desde 12/06/2004
Cembranelli – Não estou entendendo então, por que vocês citaram que moraram nesse apartamento por 2 anos e meio, três anos. Se fizermos as contas...
Jatobá – Fiquei morando com minha mãe e só ia final de semana para o Vila Real, pois estava com anemia e também por causa da faculdade.
Juiz pergunta: em definitivo?
Jatobá – Depois de 2 meses do nascimento de Pietro, porém quando ele estava com 8 meses voltei para casa da minha mãe.
Cembranelli – E os desentendimentos com Oliveira?
Jatobá – Só briguei com ela em frente a casa dela , depois ela não me cumprimentava
Cembranelli – Em depoimento vc citou que teria muitos desentendimentos com Oliveira?
Jatobá – por causa dos horários de escola, roupas de Isa.
Cembranelli – Seu depoimento foi colhido na delegacia pela doutora Renata Pontes?
Jatobá – Não, por 2 investigadores e um escrivão.
Cembranelli – Mas por que foi assinado por Dra Renata?
Jatobá – Não lembro, se eu me lembro bem , ela não estava na sala.
Cembranelli – Vc mesmo acompanhada de seu advogado assinou sem a delegada presente?
Jatobá – Não me lembro de nada
Cembranelli – A fls 1449 a senhora disse que” brigava muito na rua Paulo Cesar, e que o apartamento novo tinha algo diferente, paramos de brigar .”No apartamento novo, não discutimos nada, depois do nascimento de Pietro eu amadureci. ”Vc morou até 1 mês antes de ir para o novo apartamento......
Jatobá – Eu gritava muito e falava muito alto, não brigava
Cembranelli – Em 20 de janeiro, vc esmurrou a janela.(referindo-se ao vidro da lavanderia que ela quebrou) É uma briga normal de casal isso???
Jatobá – Não, esmurrei acidentamente, estava falando com Alexandre e ele não me dava atenção, estava fazendo a lista de supermercado, mas Isa não estava em casa, fui para lavanderia apenas apoiei. Estava com raiva. Fiquei assustada, tenho pavor de sangue, chamei Alexandre , estava com braço rasgado.
Cembranelli vc é uma pessoa nervosa?
Jatobá – Não tenho gênio forte
Cembranelli. Em depoimento, seu pai disse que vc precisava tomar um calmante. Estava nervosa, pois tinha casa , filhos e só chorava.
Jatobá – estava desesperada , pois tinha muita coisa para fazer.
Em seguida, passa a arguir, Dra. Cristina, Assistente de Acusação
Cristina: Na Delegacia vc disse que meses depois passou a morar na casa do pai de Alexandre, em juízo vc disse que depois de 4 meses de namoro passaram a morar juntos?
Jatobá: Morei com ele, um ano na casa do pai dele, qdo brigava ia pra casa dos meus pais.
C: Qdo brigava com seus pais ia pra casa do Alexandre?
J: Sim.
C:Vc lavrou um BO contra seu pai em janeiro de 2004?
J: Sim.
C: Pode esclarecer o B.O
J: Eu estava no computador e meu pai estava estudando e o barulho do teclado irritava ele. Ele me pediu pra parar pq tava estudando. Continuei a digitar e ele achou que eu estava digitando mais forte pra irritar ele. Então ele ficou muito bravo e Cauã acordou e começou a chorar. Meu pai mandou cuidar do meu filho que tava chorando.
C: Seu pai xingou?
J: Foi, falava que eu tinha que estudar, era muito nova pra ser mãe.
C: Vc declarou em juízo que se dava melhor com sua mãe do que com seu pai. É verdade?
J: Sim. Me dava melhor com minha mãe, mas hj me arrependo pq meus pais são tudo na minha vida.
C: Ter o mesmo nome da mãe da Isabella, a incomodava?
J: Não. Ela que falava que errar uma vez passava…
C: Incomodava ou não?
J: Não incomodava.
C: De alguma maneira a mãe de Isabella e este eterno vínculo te incomodavam?
J: Não.
C: A Carol podia ligar pro Alexandre?
J: Sim, a hora que ela quisesse.
C: Mas pq só a sra atendia?
J: Pq o telefone ficava comigo.
C: Vc se sentia insegura com o seu casamento?
J: No começo sentia muito ciúmes pq ele tinha fama de mulherengo.
C: Vc não trabalhou mais depois do casamento e se sentia bem como dona de casa?
J: Só trabalhei antes do casamento.
C: Quem pagava sua faculdade?
J: Meu pai
C: As despesas pessoais de vcs, quem fazia?
J: Os meus pais, minha avó e meu marido.
C: Pietro mordia Isa? O que a sra fazia?
J: Sim, as vezes. Colocava de castigo no quarto, pra pensar.
C: Após a queda, vc ligou para os pais de vcs a pedido de Alexandre?
J: Sim. Fui eu que ligou
C: E pra mãe de Isabella?
J: Fui eu que liguei tb.
C: Mas pq vcs não ligaram pro resgate?
J: No desespero só pensei em ligar pro meu pai,
C: Mas não pensou em nenhum momento em ligar pro resgate ?
J: Não, só pensei em ligar pros meus pais.
C: E depois?
J: Eu desci.
C: E vc não pensou em ligar pros seus pais?
J: Pensei, mas aí já tinham chamado.
C: Vc gritava muito, falava muitos palavrões. Como Alexandre se sentia?
J: Ele não gostava. Tinha vergonha.
C: Em juízo vc declarou que os desentendimentos com Oliveira se encerraram depois que Pietro entrou na mesma escola que a Isa. Confirma?
J: Sim.
C: Pq vcs não devolveram a mochila que a Isa havia levado pra casa de vcs naquele dia?
J: Nem sabia que ela tinha esta mochila.
C:No dia do velório, do enterro, vcs ficaram presentes o tempo todo? Tentaram falar com a Ana Oliveira?
J: Ficamos o tempo todo, mas não falamos com ela.
C: Em nenhum momento?
J: Não.
Arguição do Dr.Podval, a dvogado de defesa do casal
Podval:Vc teria coragem de matar Isabella pra se livrar de um obstaculo?
J: não, nunca., jamais.
Podval: Vc alguem dia machucou, bateu nela?
J: Não, sempre cuidei dela com muito amor e carinho?
Podval: Naquele dia no almoço vc usou a tesoura pra cortar carne?
J: Sempre uso pra cortar carne picadinha.
Podval: Pq vc estava descalça?
J: Pq cheguei da rua e tirei o sapato.
Podval: Vc foi descalça pra casa dos seus pais apos queda?
J: Sim, qdo cheguei la que coloquei um tenis muito velho. Qdo Dra Renata afirmou que havia sangue no fiquei indignada.
Podval: Vc sabe qto tempo o elevador leva pra subir e descer?
J: Nunca fiquei marcando no relogio.
Podval: Vcs entregaram roupa pra policia no dia do crime?
J: Tomamos banho e as roupas ficaram lá, não foram lavadas.
Podval: É verdade que na hora que Ana Oliveira e vc discutiram, vc disse pra ela que a culpa de tudo era de Isabella?
J: Não, eu falei p ela que tava fazendo aquilo pq tava preocupada com a vida da filha dela.
Jatobá chora ao descrever o quarto da Isa, ao falar dos filhos e de como foram escolhidas o apto e as coisas dele.
Podval: Vc lembra de como foi o almoço?
J: não , so lembro que fiz o macarrao que ficou muito salgado e joguei no lixo.
Podval: Sobre a falta de higiene do seu apto, sobre um absorvente que foi achado no meio dos brinquedos das crianças, como a sra descaratava seus absorventes?
J: Fiquei passada com isso. Sempre enrolava no papel higienico.
Podval: Vc teria motivos pra maltratar Isabella?
J: Nunca tive. Isabella era um doce de criança.
Podval: Já foi busca-la no colegio?
J: Algumas vezes com minha sogra e outras sozinha.
Podval: Já que ela foi esganada, pediram pra fazer exames nas suas maos?
J: Em momento algum. Ate perguntei pra delegada se ia fazer e ela disse que não.
Podval: Sobre a chave, foi feita pericia?
J: Não,ficou na gaveta da delegada.
Podval: Depois do nascimento dos seus filhos, vc amadureceu?
J: Fui amadurecendo aos poucos.
Podval: E ficou feliz com o nascimento de seus filhos?
J: Sim, muito feliz.
Podval: Vc andava muito estressada pq seu filho mais novo chorava muito? É verdade?
J: Sim, eu andava muito estressada pq de 4 a 6 meses ele chorava dia e noite.
Podval: E vc assim cansada como estava, mesmo assim já agrediu seus filhos?
J: Nunca
Podval: Vc tem dividas na faculdade?
J: Sim, meu pai ate hj não pagou,
Podval: Como era seu padrao de vida?
J: Tinhamos um padrao alto e de repente meu pai perdeu tudo.
Podval: Vc disputava o Alexandre com Isa?
J: Não. Só tive ciumes dela no começo.
Podval: Qdo vc desceu apos a queda., o que vc viu?
J: Tava todo mundo muito nervoso, pessoas entrando e saindo, uma bagunça;
Podval: O que Alexandre estava fazendo?
J: Fazia mtas perguntas ao porteiro pq pensou que podia ter entrado ladrão.
Podval: Seus filhos tiveram que sair da escola depois disto?
J: sim e agora voltaram e tiveram que trocar os nomes para Trota.
Durante o depoimento, a madrasta de Isabella admitiu que aumentou informações em depoimento à polícia.
Arguição do Juiz
Juiz: Não foi feito mesmo, em momento algum, o exame de sangue?
J: Não, fiquei indignada por saber que se confirmou esta informação, sendo que não fizemos coleta
Juiz: Descreva o tamanho do buraco da tela. Era do tamanho de uma cabeça?
J: sim, até achei engraçado pq era do tamanho de uma cabeça.
Juiz: Vc viu as pessoas do veículo que estava na garagem com o som alto e que vcs esperaram parar o som pra subir pro apto?
J: Não, não vi como eram.
Juiz: Sobre a tesoura, vc usou naquele dia?
J: sim, só a tesoura. A faca não.
20h47 - Encerrado o interrogatório da ré.
21h - O dr. juiz chamou o psiquiatra ao Juízo. Houve consulta médica em Ana Carolina (mãe biológica). Ele apresentou um laudo atestando estado emocional abalado. Recomendou a não acareação. Dr. defensor abriu mão da acareação. Ana Carolina (mãe biológica) foi liberada, no decorrer do dia, mas o juiz só comunicou agora.
Está encerrada a instrução. Amanhã, debates e julgamento. O que manda agora é a oratória. O promotor vai lutar pela força dos indícios. Não pode deixar dúvida. A defesa lutará pela negativa de autoria.
Caso Nardoni: 4º dia de julgamento
25 de março de 2010 - 4º dia - Interrogatório de Alexandre Nardoni
Com uma diferença de apenas dois minutos, às 8h33 e 8h35, p casal Nardoni chega ao fórum e os veículos entram por uma porta lateral do fórum.
O começo do julgamento neste quarto dia está atrasado. Júri ainda não começou. Atraso é de uma hora e trinta minutos. Não foi informado o motivo da demora para o julgamento ser retomado.
Avó paterna de Isabella assiste, pela primeira vez, ao julgamento. Avó materna, que não iria ao fórum hoje, chegou por volta das 10h40.
O juiz pediu desculpas pelo atraso e disse que ele foi causado por "problemas administrativos"
10h41 - dr. Ricardo (que funcionou no caso desde o princípio) está assumindo a defesa com o dr. Podval. A expectativa é de um longe interrogatório.
10h41: Começa com Alexandre, a pedido da defesa. Ana Jatobá não pode ouvir o interrogatório de Alexandre e é retirada da sala.
10h46 - Inicia o interrogatório de Alexandre Nardoni
10h48: Alexandre Nardoni: A acusação é falsa!( réu começa a chorar ao lembrar de Isabella). Não houve discussão nenhuma.
11h00 - entrei no apto, coloquei Isabella na cama. Voltei p/ o carro. Subi ao apto novamente. Vi a luz do quarto de Isabella acesa. Vi a tela rompida. Olhei para baixo e vi Isabella. Mandei a Ana (Jatobá) ligar para os pais e descemos todos juntos .
Desci e escutei o coração dela. Gritei, pedi socorro e falei com o porteiro. Nesse momento viu o Sr Lúcio na sacada e queria socorrer a Isabella, o que não foi permitido pelos policiais que chegaram no local. Fiquei desesperado. Ela precisa ser resgatada. Houve tumulto.
Promotor: A có-ré Jatoba disse no depoimento dela que na sua residência haviam aparelhos de DVD, Laptops, máquina digital, correntes de ouro de altíssimo valor. É verdade?
Alexandre: Sim, havia essa coisas sim. (descreve este objetos, jóias, relógios de ouro, laptops, etc)
P: Qto o senhor pagava mesmo de pensão pra sua filha?
A: R$ 300,00
P: O sr ou seu pai?
A: Eu.
P: Não era seu pai?
A.: Não, era eu. Meu pai pagava o convênio.
P: Diminuido o valor do convênio dava quanto? Uns R$ 160,00 reais?
A: Tudo a gente dividia. Tudo que ela precisava.
P: Dividia tudo? Entao pq ela o acionou judicialmente?
A: Qdo o oficial chegou fiquei surpreso.
P: Houve redução da pensão?
A: Sim, mas o resto eu dava por fora.
P: Se vc dava tudo, este tudo ficava na sua casa?
A: Só depois que eu fui pro London, pra montar o quarto dela.
P: O sr montou o quarto? Não foi sua mãe?
A: Todos juntos, em familia, fomos comprar lustre, abajur, baú.
P:Qtos carros o senhor tem?
A: dois
P: São seus, em seu nome? O sr comprou?
A: Não, meu pai.
P: O apto é seu? O sr comprou?
A: Eu queria saber o que isso tem a ver (nervoso)
P: O sr disse que PMs alegaram que o sr teria dito que o apto foi arrombado. (O promotor lê trechos de depo de 2 testemunhas e mais relato ao COPOM que confirmam que ele disse isto)
A: Eu não disse isto.
P: Então eles são mentirosos?
A: O porteiro (um dos depoimentos lidos) não estava na portaria. Nunca mencionei arrombamento.
P: Quando desceu, vc viu o Sr Lúcio e depois o porteiro Valdomiro?
A: Não vi o senhor Lucio. Só o vi depois de falar com Valdomiro.
*(Na gravação da ligação ao resgate aparece a voz de Alexandre falando com Sr Lúcio)
P: O sr disse que Valdomiro apareceu depois, suado?
A: Sim
P: Acho estranho pq no dia estava frio…
P: Jatobá, em interrogatório na polícia, disse que vcs aguardaram 10 min. na garagem antes de subir pro apto. Confirma?
A: Não sei precisar tempo.
P: O sr disse que sempre que Isabella acordava ia para o quarto ao lado, mas tb disse que ela tinha sono pesado, que nem quando o bebe chorava acordava. Confirma?
A: Sim, não acordava nem com o bebê chorando.
P: No interrogatório de Jatobá ela diz que quando estavam todos em torno de Isabella, tentando socorrê-la o sr se virou pra ela e mandou ir verificar no apto se algo faltava. Confirma?
A: Não recordo.
P: O sr dissse que nunca mais falou com Ana Oliveira. Pq?
A: Pq nós estavamos na DP, no velório, no enterro e depois foi aquela confusão toda.
Depois fomos presos.
P: E pq não falou no domingo, na segunda, na terça ou na quarta antes de ser preso? O sr estava com a guarda da menina que lhe foi entregue viva e voltou morta!
A: Primeiro pq tava na DP, depois no velório, no enterro.
P: Tem algum motivo pra não ter falado com ela?
A: Não tinha pq. Não sei. Tava em choque. Me faltou o chão.
P: Quando o advogado chegou na DP, pediu pra te liberarem da custódia?
A: Pedi pra ele acompanhar até o final do inquérito.
P: O sr foi indiciado dia 18 e denunciado dia 30 de abril. Por que a procuração da noite do crime tem a finalidade de defendê-lo até o júri?
A: Meu pai ficou preocupado pq houve muita gritaria.
P: Sobre esta pressão, esta gritaria que o sr diz que houve, os advogados tomaram providência?
A: Não tenho conhecimento. Acho que delegado não investiga delegado.
P: Por que no seu depoimento não relatou esta pressão?
A: Qdo cheguei na DP já queriam que eu assinasse um acordo. A delegada disse que havia vomito de Isabella na minha camisa sendo que parece que não havia.
P: O Dr Paulo Tieppo disse no depoimento dele que havia vômito de Isabella nas narinas, no pulmão e na camisa. Qdo ela vomitou? (mostram fotos da camisa com vômito p juri)
A: Não vi nada disso.
P: Quando ela caiu vomitou? Antes? Depois?
A: Não sei.
P: Como não sabe? O sr estava lá!
A: Não sei.
P: Jatobá disse em depo que no prédio antigo vcs quebravam o pau todos os dias. Confirma?
A: Acho que devia perguntar pra ela.
P: Vizinhos do antigo prédio relataram nos autos que eram muitas as brigas e tão violentas que era preciso chamar seus pais, os pais dela ou, às vezes, ambos.
A: Não tenho conhecimento dos depoimentos. Só teve uma vez que ela ficou com raiva de mim pq eu tava prestando atenção numa lista, encostou em um vidro temperado e se cortou.
P: Jatobá chamava os pais dela nas discussões?
A: Que eu saiba não,
P: Os seus advogados, os três que lhe acompanhavam, fizeram alguma coisa sobre a pressão que o sr disse que houve?
A: Não recordo.
P: Seu pai tomou providências?
A: Teria que perguntar pra ele.
P:Vc disse que a dr Renata tomou vários depoimentos antes da chegada dos advogados. Onde estão?
A: Pergunta pra ela.
P`: O único depoimento seu que tem aqui e que foi colhido por ela está assinado por vc e pelos advogados.
A: Se eu assinei é pq foi com advogado.
P: Quando o sr contou a história do zelador, porteiro, gesseiro, antenista, a Dra Renata fez algo?
A: Eu disse que eles eram suspeitos mas não sei se ela investigou.
Ele falou que entrou alguém no prédio. A Jatobá ficou no hall depois do vidro, com os dois filhos, o Pietro veio para perto dele e alguém retirou
Disse que nunca falou de porta arrombada e nem de homem de preto, ele disse que pedia o socorro, pedia a alguém para chamar o socorro, olhou para Jatobá e pediu para ela ligar para a mãe de Isabella ( obs: nessa hora pensei que ele iria dizer que pediu a Jatobá para chamar o resgate, mas não era para o resgate).
Disse que tinha muito tumulto, muita gente entrando e saindo. E fala novamente que queria resgatá-la mas ninguém deixava
Chegou a Samu, levaram para ambulância, entubaram Isabella na presença dele e da Carol Oliveira e do irmão dela Leonardo, mas só uma pessoa poderia acompanhar e foi o irmão da Ana Carolina Oliveira.
Fomos todos para Santa Casa. Foi o dia mais triste da minha vida. (A. Nardoni voltou a chorar). Ninguém acreditava no que aconteceu. Perdi tudo naquele momento. Briguei muito para Isabella nascer. Minha "princesinha" estava ali.(continua chorando)
11h17 - A irmã de A. Nardoni está no plenário e chora compulsivamente.
11h23: (continua o depoimento A.N.) Fui ao necrotério para reconhecer Isabella. Essa é a pior coisa, que não desejo a nenhum inimigo. Não acreditava que aquilo era verdade. Vi a Isabella num saco preto. Em seguida fui preso.
11h29 - Chama atenção a quantidade de bilhetes que Antonio Nardoni manda pra defesa. Orientações?
Juiz pergunta se ele conversou com a mãe de Isabella
Ele diz que não, só quando a médica chegou e deu a roupa para ele, que entregou para ela
Juiz pergunta se lá no London presenciou briga entre Jatobá e Oliveira. Ele disse que não viu , pq estava preocupado em socorrer Isabella.
Juiz pergunta, quanto tempo se passou desde o momento que ele foi até Isabella até o momento em que Pietro se aproximou dele.
Alexandre diz que não lembra.
Juiz pergunta , sem precisar foi muito o pouco tempo? Alexandre responde: foi logo.
Em que momento sua esposa saiu do hall? Ele não entende e depois do juiz insistir ele fala;
Foi quando pedi para ela ligar para Oliveira.
Quando o senhor viu novamente a mãe, pergunta o juiz:
Ele fala que quando foram fazer o reconhecimento
Depois, qual o próximo contato?Pergunta o juiz
Ele responde que não teve.
Juiz pergunta , algum outro lugar, no enterro?
Ele fala que não teve, no velório apenas ficou em cima do caixão, porque estava muito esgotado da delegacia. Ele lembra que em algum momento sentou e comeu e disseram que ele cochilou.
VOLTANDO AO LONDON.
Depois do IML,voltou para casa, diz que chegou no London estava lá a Dra Renata, na portaria e ela foi logo perguntando se ele tinha visto alguém, digital de alguém.
Ela falou para ele ir à delegacia e pegou o telefone do pai dele.
Juíz pergunta se ele viu os policiais fazendo a busca.
Ele responde que não sabe diferenciar policiais pela cor da boina, mas tinham alguns que diziam que tinham que fazer a busca e outros não. Que havia uma divergência entre eles.
Disse que a esposa veio de Guarulhos junto com os pais dela, e ele com os pais dele,foram para delegacia durante a madrugada.
Disse que chegou lá, “jogaram” cada um em uma sala.
O juiz pergunta: como jogaram?
Ele diz que com excesso de força.
Juiz pergunta: algemaram o senhor? Ele diz que não, mas diz que o delegado fez um interrogatório, depois levaram para outra sala, onde havia uns 8 delegados e lá xingaram ele, ameaçaram, jogaram papel e garrafa nas costas dele, bateram na mesa e tentaram bater nele.
11h35 -(continua o depoimento A.N.) Fui xingado e mal tratado pela polícia. Alguns policiais quiseram me bater. Um policial disse: "vamos te moer na pancada". Houve muita ameaça, mas não tortura física.
11h44 - A polícia chamou a imprensa. O delegado disse que iria comprar um terno novo.
11h45 - No IML, deram a ele um pote e mandaram ele coletar urina, perguntou se iriam tirar sangue , e eles disseram que não tinha seringa, para voltar depois.
Juiz pede que ele descreva exatamente como subiu na cama para olhar o buraco da tela .
Ele responde que segurava Pietro no colo, e subiu na cama, ficou de joelho para olhar e ainda com Pietro no colo, colocou o rosto no buraco mas que nem deu para enfiar braços ou cabeça , porque a cabeça dele não cabia, pelo buraco ser muito pequeno.
Juiz pergunta como era o relacionamento dele com Carol Oliveira. Ele diz que era normal, se tratavam bem
Juiz pergunta como era com Jatobá, se tinham brigas.
11h50: Tinha discussões com Anna Carolina (Jatobá). Discussões normais "de casal".
Juiz pergunta o que ele chama de brigas “normais”. Ele diz que brigas porque foi ao futebol e outras coisas.
Juiz pergunta se tinha xingamentos. Ele disse que não, que não falava palavrões
E sua esposa? Ele (A.N) responde: Não, só às vezes.
Ele responde. Não, só as vezes.
11h52 - Juiz pergunta se ele tinha bom relacionamento com os vizinhos: Sempre trabalhei. Isso nunca foi falado pela imprensa.
Juiz pergunta se houve brigas com alguém, prestador de serviço.
11h53 - Tive desentendimento com duas pessoas na época da mudança para o apto. Um pedreiro e um zelador.
11h58 - Começaram as eperguntas do dr. promotor Cembranelli.
Promotor pergunta: Qual o nome da professora de Isabella? Ele responde Fernanda eoutra coisa ,dizendo: "queriam me forçar a assinar acordo"
12h01 - Houve proposta de acordo feito pelo dr. Calixto. Homicídio culposo e liberação de Jatobá. Tudo isso na presença do dr. promotor e do dr. Ricardo (adv. de defesa).
12h03 - Recusei assinar um homicídio culposo. Colocaram um livro do necrotério na minha frente. Recusei assinar tudo e protestei pela minha inocência.
Cembranelli diz: Eu só perguntei o nome da professora e o senhor relata uma outra situação.
Dr Cembraneli pergunta:
Ah, eu estava presente nessa “negociação” também?
Alexandre diz que sim.
O Dr Cembraneli pergunta se os advogados dele também estavam presentes. Ele diz que sim
Cembranelli pergunta: Ah então, o Dr Levorim e o Dr Neres e O Dr Ricardo Martins estavam, participando dessa “negociação”? Ele diz: sim
P: O Sr doou sangue para pericia?
A: Não, só urina.
P: Como o laboratorio do Instituto de Criminalistica conseguiu mapear o seu Dna, inclusive coincidente com o de Isabella, sem o sangue?
A: Acho que pela urina.
P: Pq constava sangue se não é sangue?
A: Não sei.
P: O sr não doou sangue?
A: Não.
P: Pq seus advogados alegaram em varios Habeas Corpus e recursos que o fato de o sr ter doado sangue para colaborar com as investigações devia ser levado em conta?
A: Não sei pq falaram isto.
P: O sr disse que sua cabeça não passava no buraco da tela de proteção que tinha 47,5 cm. Confirma?
A: Não passava.
P: Qual o tamanho do buraco?
A: Pergunta pros peritos.
P: Sabia que o zelador e o gesseiro que o senhor apontou como suspeitos trabalham até hoje no edificio London?
A: Não pq que eu saiba estou preso.
P: O sr descreveu a Jatoba como feliz, madura ?
A: Sim.
P: E pq ela tomava anti-depressivos?
A: Não sei. Só sei que ela comprou só um remédio.
P: Que horas vcs sairam de Guarulhos?
A: Não sei.
Juiz: Por volta das 10, 11?
A: Pq o sr tá perguntando? (achando ruim que o juiz perguntou e não o promotor)
P: Quando percebeu que Isabella tinha caído, vc saiu do apto e o elevador estava no andar?
A: Não, tive que esperar.
P: Sabe se demorou?
A: Não
P: O sr disse no depoimento em juízo que a única pessoa que pode ter limpado o sangue foi quem jogou Isabella.
A: Não sei.
P: O sr falou no depoimento que trancou a porta antes de descer pra pegar os meninos no carro com Jatobá. Certo?
A: Nunca falei que tranquei.
P: No seu depoimento vc fala.
A: não me recordo
P: Sr afirma que uma terceira pessoa entrou no apto, asfixiou Isabella, carregou pelo corredor, limpou o sangue, pegou tesoura, pegou faca, abriu a tela, pegou Isabella, calçou seu chinelo, subiu na cama e jogou Isabella.
A: Não recordo
P: Nos depoimentos da sindica e sub-sindico do seu antigo prédio eles relatam brigas constantes e violentas, excessivas e constantes. Eles lhe abordaram?
A: Não chegou ao meu conhecimento.
P: Sr De Lucca relata que, por mtas vezes, conversou com vc por infringir as regras do prédio por causa das brigas.
A: Não, nunca fui abordado.
P: Qtas vezes o sr levou Isa até escola?
A: Não mtas, pq trabalho.
P: Pq o sr esta usando óculos? Não usava antes. Tem miopia, astigmatismo?
A: Não enxergo bem de longe e estou com os olhos irritados.
P: Tão irritados a ponto de não derramar uma lágrima pela sua filha?
12h22 - Houve um pequeno incidente entre o promotor e o defensor. O juiz suspendeu os trabalhos e retomou logo em seguida.
12h40 - Os trabalhos estão sendo interrompidos continuamente porque o defensor sempre quer a indicação da página relacionada c/ a pergunta do promotor.
13h55 - Promotor encerra seus questionamentos e o julgamento entra em intervalo de 1h para o almoço. Na volta, será a vez das pergundas da defesa.
15h10 - Foram retomados os trabalhos com perguntas da dra. Cristina, assistente de acusação.
Dra Cristina perguntou sobre a redução de pensão, o que levou a esse pedido.
Alexandre responde:Eu e ela sempre conversamos bem e reduziu por ela ter conseguido um emprego com convênio médico para família
Dra Cristina – Seu emprego consta como consultor, qual sua profissão?
Alexandre- Bacharel em direito
Dra Cristina- Seu pai diz que Jatobá era ciumenta ?
Alexandre – Não li o depoimento dele.
15h20 - Dra Cristina pergunta se ela era ciumenta , e ele responde : as duas e eu também.
Dra Cristina – Jatobá gritava e xingava?
Alexandre- Ela falava alto mas não brigava.
Dra Cristina – Ela fala palavrão?
Alexandre – Na minha presença não.
Dra Cristina- Em juízo o senhor disse que ela gritava e falava palavrão
Alexandre- Acabei de falar que algumas vezes ela falava
Dra Cristina- O senhor disse que na delegacia foi falado em homicídio doloso e culposo, e que os advogados falaram , o senhor sabe o que é?
Alexandre – Eu sou bacharel em Direito.
Dra Cristina – O senhor disse que prestou diversas declarações e que o Dr Ricardo fez algumas alterações....
Ele interrompe antes de terminar e diz
Não recordo.
Dra Cristina – Mas o senhor assinou, foi alterado.
Alexandre – Não recordo se foi corrigido.
Dra Cristina – Mas ele autorizou o senhor assinar?
Alexandre – Sim , no interrogatório que ele estava.
Dra Cristina – Mas teve algum que ele não estava?
Alexandre – Não
Dra Cristina- Qual a freqüência de visitas da Isabella?
Alexandre- de 15 em 15 dias
Dra Cristina – Em qual quarto ela dormia, no dos meninos?
Alexandre – Quando ela acordava no London, ela ia para o quarto dos irmãos, no outro apartamento, ela dormia no quarto deles , pois só tinha dois quartos.
Dra Cristina- Quanto tempo vc morava no London?
Alexandre- 30 dias, mas não me recordo.
Dra Cristina – Quantas vezes ela foi no London.
Alexandre – Ela deve ter ido umas duas vezes, e durante a semana algumas vezes, até numa festa na quarta e voltou na sexta.
Dra Cristina – Quantas vezes ela dormiu lá, umas duas vezes?
Alexandre- Não foram mais, ela dormiu alguns dias durante a semana.
Dra Cristina- Você pediu para ligar para algum lugar, logo depois que vc viu Isabella?
Alexandre – Sim , para meus pais.
Dra Cristina – Você ouviu ou não?
Alexandre - Não ouvi.
Dra Cristina – Não ouviu ou não se recorda?
Alexandre- Não ouvi, estava no hall
Dra Cristina- Quando desceu, pediu para ela ligar para Oliveira?
Alexandre – Sim, a senhora está repetindo, eu já respondi ao Promotor.
Dra Cristina – O senhor não pediu para ligar no resgate?
Alexandre – Eu primeiro pensei em ligar para os meus pais.
Dra Cristina – Não pensou em Socorro?
Alexandre – Não é assim, primeiro pedi para ligar para meus pais.
Dra Cristina – O senhor chegou a dizer que viu o ladrão?
Alexandre – Já respondi isso, e não falei em momento algum.
Dra Cristina leu o depoimento, do Policial Militar, que relata que ele falou para o policial, e pergunta: o senhor confirma isso?
Alexandre – Nunca. Eu nunca vi indivíduo nenhum, se eu tivesse visto eu..... ( nesse momento ele para de falar)
Dra Cristina espera para ver se ele completa e ...
Alexandre completa andaram dizendo que eu vi o homem de preto, e isso não é verdade.
Sem mais perguntas, conclui Dra. Cristina.
Podval (advogado de defesa do casal) : Uns 15 dias antes do episódio você recebeu alguma ligação da Ana Oliveira para dizer que precisava levar a Isabella num psicólogo?
Alexandre: Sim ela ligou para a Jatobá e eu não entendi nada.
Podval : Ela pediu para você acompanhá-la?
Alexandre: Não ela nunca pediu.
Podval : Quando você entrou correndo no apartamento e não viu a Isabella você foi ao quarto dos meninos você subiu na cama com o filho no colo?
Alexandre: Sim com o Pietro no colo.
Podval: Sobre os horários, a polícia pediu para você precisar o tempo , isso era possível?
Alexandre: Não doutor eu não fico marcando tempo quando eu saio.
Juiz pergunta: A resposta para a delegada foi por aproximação?
Alexandre: Sim eu estimei , não estava marcando o tempo. Não marco quando saio.
Podval: No dia do crime o senhor comprou roupas para Isabella?
Alexandre: Eu não me recordo , mas acho que a minha esposa comprou.
Podval: Muitas testemunhas disseram que no momento em seguida ao crime, o Sr gritava tem ladrão , o senhor imaginou isso?
Alexandre: Sim
Juiz adverte , o doutor fez pergunta subjetiva, isso já foi mencionado.
Podval: O senhor tem certeza que desceram juntos?
Alexandre: Sim junto com as crianças .
Podval: Lá embaixo o senhor gritava ?
Alexandre: Ajoelhado próximo a ela eu gritava socorro.
Podval: Mas o senhor disse que tinha ladrão?
Alexandre: Não eu falei que deveria ter um ladrão.
Podval: Isabella gostava de ir para a sua casa?
Alexandre : Sim , nossas coisas eram todas em torno dela , nos combinávamos de sair quando ela vinha.
Podval: Deixa eu entender, o Sr preparava os passeios para os dias que ela estava sobre sua guarda?
Alexandre: Sim , sempre tudo para quando estávamos todos juntos.
Podval: Na delegacia chegaram a falar que sua esposa tinha confessado?
Alexandre: Sim
Podval: Como foi?
Alexandre: Me colocaram numa salinha, me xingaram e disseram que ela já tinha contado tudo.
Podval: Que xingamentoss eram esses?
Alexandre: Posso falar? Era filho da puta, vagabundo , assassino .
Podval: Tinha uma foto da Isabella na sala da Dra Renata?
Alexandre: Sim , eu ainda perguntei o motivo e quem tinha autorizado , ela não disse.
Podval: A Mãe ( estou dizendo mãe para diferenciar as duas Anas ) reclamou de maus tratos?
Alexandre: Nunca
Podval: No Iml fizeram exames nas suas unhas?
Alexandre: Não encostaram em mim , nem me medir eles mediram .
Podval: Você pode me mostrar na maquete aonde tem uma entrada no London?
Alexandre: Levanta e mostra que embaixo da guarita tem um portãozinho de alumínio.
Podval: Ela dá acesso a garagem?
Alexandre: Sim
Podval: Como ele era acionado?
Alexandre: Por chave e também pelo porteiro com acionamento eletrônico.
Podval: Vou lhe mostrar umas cenas da animação da perícia. Nesse momento o advogado explica aos jurados que irá passar no telão o vídeo da animação da perícia.
Esse carro representa o seu?
Alexandre: Sim
Podval: Esse machucado da Isa você viu quando ela estava caída no gramado?
Alexandre: Sim
Podval: Vc entregou a chave do apartamento para a delegada?
Alexandre: Doutor quando nós saímos correndo a porta ficou aberta e a chave lá.
Podval: O senhor lembra se o seu pai entregou?
Alexandre: Não sei.
Podval:Vc sabe se foi feito exame na chave ?
Alexandre: Não , pelo que fiquei sabendo não foi feito.
Podval: Você chegou a ver um balde de molho como esta na imagem?
Alexandre: Não cheguei não
Podval: Quando o Sr entrou carregando a Isabella era assim ( como no vídeo) ?
Alexandre: Não isso não existe, ela estava de pezinho encostada no meu ombro esquerdo. Isso é totalmente mentiroso.
Podval: O senhor viu sangue aonde?
Alexandre: No lençol de Pietro e na tela .
Dr Podval - A cena de você jogando ela no chão,ocorreu?
Alexandre – Jamais, totalmente mentiroso
Dr Podval – Sua mulher estava no apartamento, quando vc subiu com Isabella?
Alexandre – Não, ela estava no carro( sem ser questionado no momento em que apareceu a cena de esganadura na tela, ele fala: totalmente mentiroso.
Podval – O senhor avistou a faca e a tesoura?
Alexandre – Não, eu não entrei na cozinha.
Podval – A cena de seu apartamento era essa?
Alexandre - Sim, só não lembro da passadeira(se referindo a tábua de passar roupa)
De repente ele fala , se eu ficar em pé na cama eu bato a cabeça no teto(referente a imagem onde ele aparece caminhando sobre a cama)
Podval – O senhor lembra como era o corte na tela?
Alexandre – Pelo que lembro , era redondo e menor.
Podval – É possível o senhor informar com mais detalhes como o senhor olhou na janela?
Alexandre – Eu estava com Pietro, debruçado no ombro esquerdo, eu não conseguia encaixar a cabeça, então empurrei um pouco para poder olhar.
Podval - O senhor carregou ela assim?
Alexandre – Não, sempre em pé.
Podval – O senhor viu marca de sapato na cama?
Alexandre- Não reparei.
Podval – pausado na tela, a cena da simulação onde arremessa Isabella. É assim que o senhor teria encostado na tela?
Alexandre – Não, jamais.
Podval – essa camiseta era sua? O senhor estava usando uma camiseta igual a essa?
Alexandre – Sim
Podval – Foi entregue a policia?
Alexandre – Eu entreguei aos advogados.
Podval – Você lavou?
Alexandre – Eu estava com a mesma roupa desde que foi colocado o GPS.
Podval – Vc que falou com a polícia sobre o GPS?
Alexandre – Sim, inclusive eu falei que podia quebrar o sigilo.
Podval – Da onde saiu o porteiro?
Alexandre – Indo até a maquete, ele mostra e diz : correndo dali de trás
Podval – Essa história do porteiro ta meio confusa. Como foi do porteiro e do senhor Lúcio?
Juíz interrompe e diz que isso já foi por duas vezes, muito bem explicado.
Podval – Eu tenho uma dúvida, a delegada menciona que o senhor falou do porteiro, gesseiro. O senhor entende e dar razão para algum deles ser o criminoso?
Alexandre – Não, eu apenas relatei os atritos, visto que ela me questionou e do Valdomiro que não estava na portaria.
Podval – Vc sabe quem pode ter feito isso?
Alexandre – Não, isso que eu gostaria de saber.A coisa mais valiosa da minha vida foi tirada.
Podval – Você levou Isabella na sua faculdade?
Alexandre – De vez em quando, eu sempre levava, as vezes aos sábados.
16h23 Houve perguntas escritas de jurados
16h25 - Encerrado o interrogatório de Nardoni.
A defesa do casal Nardoni desistiu da acareação entre réus e mãe de Isabella, Ana Carolina de Oliveira, mas ela continua confinada.
Com uma diferença de apenas dois minutos, às 8h33 e 8h35, p casal Nardoni chega ao fórum e os veículos entram por uma porta lateral do fórum.
O começo do julgamento neste quarto dia está atrasado. Júri ainda não começou. Atraso é de uma hora e trinta minutos. Não foi informado o motivo da demora para o julgamento ser retomado.
Avó paterna de Isabella assiste, pela primeira vez, ao julgamento. Avó materna, que não iria ao fórum hoje, chegou por volta das 10h40.
O juiz pediu desculpas pelo atraso e disse que ele foi causado por "problemas administrativos"
10h41 - dr. Ricardo (que funcionou no caso desde o princípio) está assumindo a defesa com o dr. Podval. A expectativa é de um longe interrogatório.
10h41: Começa com Alexandre, a pedido da defesa. Ana Jatobá não pode ouvir o interrogatório de Alexandre e é retirada da sala.
10h46 - Inicia o interrogatório de Alexandre Nardoni
10h48: Alexandre Nardoni: A acusação é falsa!( réu começa a chorar ao lembrar de Isabella). Não houve discussão nenhuma.
11h00 - entrei no apto, coloquei Isabella na cama. Voltei p/ o carro. Subi ao apto novamente. Vi a luz do quarto de Isabella acesa. Vi a tela rompida. Olhei para baixo e vi Isabella. Mandei a Ana (Jatobá) ligar para os pais e descemos todos juntos .
Desci e escutei o coração dela. Gritei, pedi socorro e falei com o porteiro. Nesse momento viu o Sr Lúcio na sacada e queria socorrer a Isabella, o que não foi permitido pelos policiais que chegaram no local. Fiquei desesperado. Ela precisa ser resgatada. Houve tumulto.
Promotor: A có-ré Jatoba disse no depoimento dela que na sua residência haviam aparelhos de DVD, Laptops, máquina digital, correntes de ouro de altíssimo valor. É verdade?
Alexandre: Sim, havia essa coisas sim. (descreve este objetos, jóias, relógios de ouro, laptops, etc)
P: Qto o senhor pagava mesmo de pensão pra sua filha?
A: R$ 300,00
P: O sr ou seu pai?
A: Eu.
P: Não era seu pai?
A.: Não, era eu. Meu pai pagava o convênio.
P: Diminuido o valor do convênio dava quanto? Uns R$ 160,00 reais?
A: Tudo a gente dividia. Tudo que ela precisava.
P: Dividia tudo? Entao pq ela o acionou judicialmente?
A: Qdo o oficial chegou fiquei surpreso.
P: Houve redução da pensão?
A: Sim, mas o resto eu dava por fora.
P: Se vc dava tudo, este tudo ficava na sua casa?
A: Só depois que eu fui pro London, pra montar o quarto dela.
P: O sr montou o quarto? Não foi sua mãe?
A: Todos juntos, em familia, fomos comprar lustre, abajur, baú.
P:Qtos carros o senhor tem?
A: dois
P: São seus, em seu nome? O sr comprou?
A: Não, meu pai.
P: O apto é seu? O sr comprou?
A: Eu queria saber o que isso tem a ver (nervoso)
P: O sr disse que PMs alegaram que o sr teria dito que o apto foi arrombado. (O promotor lê trechos de depo de 2 testemunhas e mais relato ao COPOM que confirmam que ele disse isto)
A: Eu não disse isto.
P: Então eles são mentirosos?
A: O porteiro (um dos depoimentos lidos) não estava na portaria. Nunca mencionei arrombamento.
P: Quando desceu, vc viu o Sr Lúcio e depois o porteiro Valdomiro?
A: Não vi o senhor Lucio. Só o vi depois de falar com Valdomiro.
*(Na gravação da ligação ao resgate aparece a voz de Alexandre falando com Sr Lúcio)
P: O sr disse que Valdomiro apareceu depois, suado?
A: Sim
P: Acho estranho pq no dia estava frio…
P: Jatobá, em interrogatório na polícia, disse que vcs aguardaram 10 min. na garagem antes de subir pro apto. Confirma?
A: Não sei precisar tempo.
P: O sr disse que sempre que Isabella acordava ia para o quarto ao lado, mas tb disse que ela tinha sono pesado, que nem quando o bebe chorava acordava. Confirma?
A: Sim, não acordava nem com o bebê chorando.
P: No interrogatório de Jatobá ela diz que quando estavam todos em torno de Isabella, tentando socorrê-la o sr se virou pra ela e mandou ir verificar no apto se algo faltava. Confirma?
A: Não recordo.
P: O sr dissse que nunca mais falou com Ana Oliveira. Pq?
A: Pq nós estavamos na DP, no velório, no enterro e depois foi aquela confusão toda.
Depois fomos presos.
P: E pq não falou no domingo, na segunda, na terça ou na quarta antes de ser preso? O sr estava com a guarda da menina que lhe foi entregue viva e voltou morta!
A: Primeiro pq tava na DP, depois no velório, no enterro.
P: Tem algum motivo pra não ter falado com ela?
A: Não tinha pq. Não sei. Tava em choque. Me faltou o chão.
P: Quando o advogado chegou na DP, pediu pra te liberarem da custódia?
A: Pedi pra ele acompanhar até o final do inquérito.
P: O sr foi indiciado dia 18 e denunciado dia 30 de abril. Por que a procuração da noite do crime tem a finalidade de defendê-lo até o júri?
A: Meu pai ficou preocupado pq houve muita gritaria.
P: Sobre esta pressão, esta gritaria que o sr diz que houve, os advogados tomaram providência?
A: Não tenho conhecimento. Acho que delegado não investiga delegado.
P: Por que no seu depoimento não relatou esta pressão?
A: Qdo cheguei na DP já queriam que eu assinasse um acordo. A delegada disse que havia vomito de Isabella na minha camisa sendo que parece que não havia.
P: O Dr Paulo Tieppo disse no depoimento dele que havia vômito de Isabella nas narinas, no pulmão e na camisa. Qdo ela vomitou? (mostram fotos da camisa com vômito p juri)
A: Não vi nada disso.
P: Quando ela caiu vomitou? Antes? Depois?
A: Não sei.
P: Como não sabe? O sr estava lá!
A: Não sei.
P: Jatobá disse em depo que no prédio antigo vcs quebravam o pau todos os dias. Confirma?
A: Acho que devia perguntar pra ela.
P: Vizinhos do antigo prédio relataram nos autos que eram muitas as brigas e tão violentas que era preciso chamar seus pais, os pais dela ou, às vezes, ambos.
A: Não tenho conhecimento dos depoimentos. Só teve uma vez que ela ficou com raiva de mim pq eu tava prestando atenção numa lista, encostou em um vidro temperado e se cortou.
P: Jatobá chamava os pais dela nas discussões?
A: Que eu saiba não,
P: Os seus advogados, os três que lhe acompanhavam, fizeram alguma coisa sobre a pressão que o sr disse que houve?
A: Não recordo.
P: Seu pai tomou providências?
A: Teria que perguntar pra ele.
P:Vc disse que a dr Renata tomou vários depoimentos antes da chegada dos advogados. Onde estão?
A: Pergunta pra ela.
P`: O único depoimento seu que tem aqui e que foi colhido por ela está assinado por vc e pelos advogados.
A: Se eu assinei é pq foi com advogado.
P: Quando o sr contou a história do zelador, porteiro, gesseiro, antenista, a Dra Renata fez algo?
A: Eu disse que eles eram suspeitos mas não sei se ela investigou.
Ele falou que entrou alguém no prédio. A Jatobá ficou no hall depois do vidro, com os dois filhos, o Pietro veio para perto dele e alguém retirou
Disse que nunca falou de porta arrombada e nem de homem de preto, ele disse que pedia o socorro, pedia a alguém para chamar o socorro, olhou para Jatobá e pediu para ela ligar para a mãe de Isabella ( obs: nessa hora pensei que ele iria dizer que pediu a Jatobá para chamar o resgate, mas não era para o resgate).
Disse que tinha muito tumulto, muita gente entrando e saindo. E fala novamente que queria resgatá-la mas ninguém deixava
Chegou a Samu, levaram para ambulância, entubaram Isabella na presença dele e da Carol Oliveira e do irmão dela Leonardo, mas só uma pessoa poderia acompanhar e foi o irmão da Ana Carolina Oliveira.
Fomos todos para Santa Casa. Foi o dia mais triste da minha vida. (A. Nardoni voltou a chorar). Ninguém acreditava no que aconteceu. Perdi tudo naquele momento. Briguei muito para Isabella nascer. Minha "princesinha" estava ali.(continua chorando)
11h17 - A irmã de A. Nardoni está no plenário e chora compulsivamente.
11h23: (continua o depoimento A.N.) Fui ao necrotério para reconhecer Isabella. Essa é a pior coisa, que não desejo a nenhum inimigo. Não acreditava que aquilo era verdade. Vi a Isabella num saco preto. Em seguida fui preso.
11h29 - Chama atenção a quantidade de bilhetes que Antonio Nardoni manda pra defesa. Orientações?
Juiz pergunta se ele conversou com a mãe de Isabella
Ele diz que não, só quando a médica chegou e deu a roupa para ele, que entregou para ela
Juiz pergunta se lá no London presenciou briga entre Jatobá e Oliveira. Ele disse que não viu , pq estava preocupado em socorrer Isabella.
Juiz pergunta, quanto tempo se passou desde o momento que ele foi até Isabella até o momento em que Pietro se aproximou dele.
Alexandre diz que não lembra.
Juiz pergunta , sem precisar foi muito o pouco tempo? Alexandre responde: foi logo.
Em que momento sua esposa saiu do hall? Ele não entende e depois do juiz insistir ele fala;
Foi quando pedi para ela ligar para Oliveira.
Quando o senhor viu novamente a mãe, pergunta o juiz:
Ele fala que quando foram fazer o reconhecimento
Depois, qual o próximo contato?Pergunta o juiz
Ele responde que não teve.
Juiz pergunta , algum outro lugar, no enterro?
Ele fala que não teve, no velório apenas ficou em cima do caixão, porque estava muito esgotado da delegacia. Ele lembra que em algum momento sentou e comeu e disseram que ele cochilou.
VOLTANDO AO LONDON.
Depois do IML,voltou para casa, diz que chegou no London estava lá a Dra Renata, na portaria e ela foi logo perguntando se ele tinha visto alguém, digital de alguém.
Ela falou para ele ir à delegacia e pegou o telefone do pai dele.
Juíz pergunta se ele viu os policiais fazendo a busca.
Ele responde que não sabe diferenciar policiais pela cor da boina, mas tinham alguns que diziam que tinham que fazer a busca e outros não. Que havia uma divergência entre eles.
Disse que a esposa veio de Guarulhos junto com os pais dela, e ele com os pais dele,foram para delegacia durante a madrugada.
Disse que chegou lá, “jogaram” cada um em uma sala.
O juiz pergunta: como jogaram?
Ele diz que com excesso de força.
Juiz pergunta: algemaram o senhor? Ele diz que não, mas diz que o delegado fez um interrogatório, depois levaram para outra sala, onde havia uns 8 delegados e lá xingaram ele, ameaçaram, jogaram papel e garrafa nas costas dele, bateram na mesa e tentaram bater nele.
11h35 -(continua o depoimento A.N.) Fui xingado e mal tratado pela polícia. Alguns policiais quiseram me bater. Um policial disse: "vamos te moer na pancada". Houve muita ameaça, mas não tortura física.
11h44 - A polícia chamou a imprensa. O delegado disse que iria comprar um terno novo.
11h45 - No IML, deram a ele um pote e mandaram ele coletar urina, perguntou se iriam tirar sangue , e eles disseram que não tinha seringa, para voltar depois.
Juiz pede que ele descreva exatamente como subiu na cama para olhar o buraco da tela .
Ele responde que segurava Pietro no colo, e subiu na cama, ficou de joelho para olhar e ainda com Pietro no colo, colocou o rosto no buraco mas que nem deu para enfiar braços ou cabeça , porque a cabeça dele não cabia, pelo buraco ser muito pequeno.
Juiz pergunta como era o relacionamento dele com Carol Oliveira. Ele diz que era normal, se tratavam bem
Juiz pergunta como era com Jatobá, se tinham brigas.
11h50: Tinha discussões com Anna Carolina (Jatobá). Discussões normais "de casal".
Juiz pergunta o que ele chama de brigas “normais”. Ele diz que brigas porque foi ao futebol e outras coisas.
Juiz pergunta se tinha xingamentos. Ele disse que não, que não falava palavrões
E sua esposa? Ele (A.N) responde: Não, só às vezes.
Ele responde. Não, só as vezes.
11h52 - Juiz pergunta se ele tinha bom relacionamento com os vizinhos: Sempre trabalhei. Isso nunca foi falado pela imprensa.
Juiz pergunta se houve brigas com alguém, prestador de serviço.
11h53 - Tive desentendimento com duas pessoas na época da mudança para o apto. Um pedreiro e um zelador.
11h58 - Começaram as eperguntas do dr. promotor Cembranelli.
Promotor pergunta: Qual o nome da professora de Isabella? Ele responde Fernanda eoutra coisa ,dizendo: "queriam me forçar a assinar acordo"
12h01 - Houve proposta de acordo feito pelo dr. Calixto. Homicídio culposo e liberação de Jatobá. Tudo isso na presença do dr. promotor e do dr. Ricardo (adv. de defesa).
12h03 - Recusei assinar um homicídio culposo. Colocaram um livro do necrotério na minha frente. Recusei assinar tudo e protestei pela minha inocência.
Cembranelli diz: Eu só perguntei o nome da professora e o senhor relata uma outra situação.
Dr Cembraneli pergunta:
Ah, eu estava presente nessa “negociação” também?
Alexandre diz que sim.
O Dr Cembraneli pergunta se os advogados dele também estavam presentes. Ele diz que sim
Cembranelli pergunta: Ah então, o Dr Levorim e o Dr Neres e O Dr Ricardo Martins estavam, participando dessa “negociação”? Ele diz: sim
P: O Sr doou sangue para pericia?
A: Não, só urina.
P: Como o laboratorio do Instituto de Criminalistica conseguiu mapear o seu Dna, inclusive coincidente com o de Isabella, sem o sangue?
A: Acho que pela urina.
P: Pq constava sangue se não é sangue?
A: Não sei.
P: O sr não doou sangue?
A: Não.
P: Pq seus advogados alegaram em varios Habeas Corpus e recursos que o fato de o sr ter doado sangue para colaborar com as investigações devia ser levado em conta?
A: Não sei pq falaram isto.
P: O sr disse que sua cabeça não passava no buraco da tela de proteção que tinha 47,5 cm. Confirma?
A: Não passava.
P: Qual o tamanho do buraco?
A: Pergunta pros peritos.
P: Sabia que o zelador e o gesseiro que o senhor apontou como suspeitos trabalham até hoje no edificio London?
A: Não pq que eu saiba estou preso.
P: O sr descreveu a Jatoba como feliz, madura ?
A: Sim.
P: E pq ela tomava anti-depressivos?
A: Não sei. Só sei que ela comprou só um remédio.
P: Que horas vcs sairam de Guarulhos?
A: Não sei.
Juiz: Por volta das 10, 11?
A: Pq o sr tá perguntando? (achando ruim que o juiz perguntou e não o promotor)
P: Quando percebeu que Isabella tinha caído, vc saiu do apto e o elevador estava no andar?
A: Não, tive que esperar.
P: Sabe se demorou?
A: Não
P: O sr disse no depoimento em juízo que a única pessoa que pode ter limpado o sangue foi quem jogou Isabella.
A: Não sei.
P: O sr falou no depoimento que trancou a porta antes de descer pra pegar os meninos no carro com Jatobá. Certo?
A: Nunca falei que tranquei.
P: No seu depoimento vc fala.
A: não me recordo
P: Sr afirma que uma terceira pessoa entrou no apto, asfixiou Isabella, carregou pelo corredor, limpou o sangue, pegou tesoura, pegou faca, abriu a tela, pegou Isabella, calçou seu chinelo, subiu na cama e jogou Isabella.
A: Não recordo
P: Nos depoimentos da sindica e sub-sindico do seu antigo prédio eles relatam brigas constantes e violentas, excessivas e constantes. Eles lhe abordaram?
A: Não chegou ao meu conhecimento.
P: Sr De Lucca relata que, por mtas vezes, conversou com vc por infringir as regras do prédio por causa das brigas.
A: Não, nunca fui abordado.
P: Qtas vezes o sr levou Isa até escola?
A: Não mtas, pq trabalho.
P: Pq o sr esta usando óculos? Não usava antes. Tem miopia, astigmatismo?
A: Não enxergo bem de longe e estou com os olhos irritados.
P: Tão irritados a ponto de não derramar uma lágrima pela sua filha?
12h22 - Houve um pequeno incidente entre o promotor e o defensor. O juiz suspendeu os trabalhos e retomou logo em seguida.
12h40 - Os trabalhos estão sendo interrompidos continuamente porque o defensor sempre quer a indicação da página relacionada c/ a pergunta do promotor.
13h55 - Promotor encerra seus questionamentos e o julgamento entra em intervalo de 1h para o almoço. Na volta, será a vez das pergundas da defesa.
15h10 - Foram retomados os trabalhos com perguntas da dra. Cristina, assistente de acusação.
Dra Cristina perguntou sobre a redução de pensão, o que levou a esse pedido.
Alexandre responde:Eu e ela sempre conversamos bem e reduziu por ela ter conseguido um emprego com convênio médico para família
Dra Cristina – Seu emprego consta como consultor, qual sua profissão?
Alexandre- Bacharel em direito
Dra Cristina- Seu pai diz que Jatobá era ciumenta ?
Alexandre – Não li o depoimento dele.
15h20 - Dra Cristina pergunta se ela era ciumenta , e ele responde : as duas e eu também.
Dra Cristina – Jatobá gritava e xingava?
Alexandre- Ela falava alto mas não brigava.
Dra Cristina – Ela fala palavrão?
Alexandre – Na minha presença não.
Dra Cristina- Em juízo o senhor disse que ela gritava e falava palavrão
Alexandre- Acabei de falar que algumas vezes ela falava
Dra Cristina- O senhor disse que na delegacia foi falado em homicídio doloso e culposo, e que os advogados falaram , o senhor sabe o que é?
Alexandre – Eu sou bacharel em Direito.
Dra Cristina – O senhor disse que prestou diversas declarações e que o Dr Ricardo fez algumas alterações....
Ele interrompe antes de terminar e diz
Não recordo.
Dra Cristina – Mas o senhor assinou, foi alterado.
Alexandre – Não recordo se foi corrigido.
Dra Cristina – Mas ele autorizou o senhor assinar?
Alexandre – Sim , no interrogatório que ele estava.
Dra Cristina – Mas teve algum que ele não estava?
Alexandre – Não
Dra Cristina- Qual a freqüência de visitas da Isabella?
Alexandre- de 15 em 15 dias
Dra Cristina – Em qual quarto ela dormia, no dos meninos?
Alexandre – Quando ela acordava no London, ela ia para o quarto dos irmãos, no outro apartamento, ela dormia no quarto deles , pois só tinha dois quartos.
Dra Cristina- Quanto tempo vc morava no London?
Alexandre- 30 dias, mas não me recordo.
Dra Cristina – Quantas vezes ela foi no London.
Alexandre – Ela deve ter ido umas duas vezes, e durante a semana algumas vezes, até numa festa na quarta e voltou na sexta.
Dra Cristina – Quantas vezes ela dormiu lá, umas duas vezes?
Alexandre- Não foram mais, ela dormiu alguns dias durante a semana.
Dra Cristina- Você pediu para ligar para algum lugar, logo depois que vc viu Isabella?
Alexandre – Sim , para meus pais.
Dra Cristina – Você ouviu ou não?
Alexandre - Não ouvi.
Dra Cristina – Não ouviu ou não se recorda?
Alexandre- Não ouvi, estava no hall
Dra Cristina- Quando desceu, pediu para ela ligar para Oliveira?
Alexandre – Sim, a senhora está repetindo, eu já respondi ao Promotor.
Dra Cristina – O senhor não pediu para ligar no resgate?
Alexandre – Eu primeiro pensei em ligar para os meus pais.
Dra Cristina – Não pensou em Socorro?
Alexandre – Não é assim, primeiro pedi para ligar para meus pais.
Dra Cristina – O senhor chegou a dizer que viu o ladrão?
Alexandre – Já respondi isso, e não falei em momento algum.
Dra Cristina leu o depoimento, do Policial Militar, que relata que ele falou para o policial, e pergunta: o senhor confirma isso?
Alexandre – Nunca. Eu nunca vi indivíduo nenhum, se eu tivesse visto eu..... ( nesse momento ele para de falar)
Dra Cristina espera para ver se ele completa e ...
Alexandre completa andaram dizendo que eu vi o homem de preto, e isso não é verdade.
Sem mais perguntas, conclui Dra. Cristina.
Podval (advogado de defesa do casal) : Uns 15 dias antes do episódio você recebeu alguma ligação da Ana Oliveira para dizer que precisava levar a Isabella num psicólogo?
Alexandre: Sim ela ligou para a Jatobá e eu não entendi nada.
Podval : Ela pediu para você acompanhá-la?
Alexandre: Não ela nunca pediu.
Podval : Quando você entrou correndo no apartamento e não viu a Isabella você foi ao quarto dos meninos você subiu na cama com o filho no colo?
Alexandre: Sim com o Pietro no colo.
Podval: Sobre os horários, a polícia pediu para você precisar o tempo , isso era possível?
Alexandre: Não doutor eu não fico marcando tempo quando eu saio.
Juiz pergunta: A resposta para a delegada foi por aproximação?
Alexandre: Sim eu estimei , não estava marcando o tempo. Não marco quando saio.
Podval: No dia do crime o senhor comprou roupas para Isabella?
Alexandre: Eu não me recordo , mas acho que a minha esposa comprou.
Podval: Muitas testemunhas disseram que no momento em seguida ao crime, o Sr gritava tem ladrão , o senhor imaginou isso?
Alexandre: Sim
Juiz adverte , o doutor fez pergunta subjetiva, isso já foi mencionado.
Podval: O senhor tem certeza que desceram juntos?
Alexandre: Sim junto com as crianças .
Podval: Lá embaixo o senhor gritava ?
Alexandre: Ajoelhado próximo a ela eu gritava socorro.
Podval: Mas o senhor disse que tinha ladrão?
Alexandre: Não eu falei que deveria ter um ladrão.
Podval: Isabella gostava de ir para a sua casa?
Alexandre : Sim , nossas coisas eram todas em torno dela , nos combinávamos de sair quando ela vinha.
Podval: Deixa eu entender, o Sr preparava os passeios para os dias que ela estava sobre sua guarda?
Alexandre: Sim , sempre tudo para quando estávamos todos juntos.
Podval: Na delegacia chegaram a falar que sua esposa tinha confessado?
Alexandre: Sim
Podval: Como foi?
Alexandre: Me colocaram numa salinha, me xingaram e disseram que ela já tinha contado tudo.
Podval: Que xingamentoss eram esses?
Alexandre: Posso falar? Era filho da puta, vagabundo , assassino .
Podval: Tinha uma foto da Isabella na sala da Dra Renata?
Alexandre: Sim , eu ainda perguntei o motivo e quem tinha autorizado , ela não disse.
Podval: A Mãe ( estou dizendo mãe para diferenciar as duas Anas ) reclamou de maus tratos?
Alexandre: Nunca
Podval: No Iml fizeram exames nas suas unhas?
Alexandre: Não encostaram em mim , nem me medir eles mediram .
Podval: Você pode me mostrar na maquete aonde tem uma entrada no London?
Alexandre: Levanta e mostra que embaixo da guarita tem um portãozinho de alumínio.
Podval: Ela dá acesso a garagem?
Alexandre: Sim
Podval: Como ele era acionado?
Alexandre: Por chave e também pelo porteiro com acionamento eletrônico.
Podval: Vou lhe mostrar umas cenas da animação da perícia. Nesse momento o advogado explica aos jurados que irá passar no telão o vídeo da animação da perícia.
Esse carro representa o seu?
Alexandre: Sim
Podval: Esse machucado da Isa você viu quando ela estava caída no gramado?
Alexandre: Sim
Podval: Vc entregou a chave do apartamento para a delegada?
Alexandre: Doutor quando nós saímos correndo a porta ficou aberta e a chave lá.
Podval: O senhor lembra se o seu pai entregou?
Alexandre: Não sei.
Podval:Vc sabe se foi feito exame na chave ?
Alexandre: Não , pelo que fiquei sabendo não foi feito.
Podval: Você chegou a ver um balde de molho como esta na imagem?
Alexandre: Não cheguei não
Podval: Quando o Sr entrou carregando a Isabella era assim ( como no vídeo) ?
Alexandre: Não isso não existe, ela estava de pezinho encostada no meu ombro esquerdo. Isso é totalmente mentiroso.
Podval: O senhor viu sangue aonde?
Alexandre: No lençol de Pietro e na tela .
Dr Podval - A cena de você jogando ela no chão,ocorreu?
Alexandre – Jamais, totalmente mentiroso
Dr Podval – Sua mulher estava no apartamento, quando vc subiu com Isabella?
Alexandre – Não, ela estava no carro( sem ser questionado no momento em que apareceu a cena de esganadura na tela, ele fala: totalmente mentiroso.
Podval – O senhor avistou a faca e a tesoura?
Alexandre – Não, eu não entrei na cozinha.
Podval – A cena de seu apartamento era essa?
Alexandre - Sim, só não lembro da passadeira(se referindo a tábua de passar roupa)
De repente ele fala , se eu ficar em pé na cama eu bato a cabeça no teto(referente a imagem onde ele aparece caminhando sobre a cama)
Podval – O senhor lembra como era o corte na tela?
Alexandre – Pelo que lembro , era redondo e menor.
Podval – É possível o senhor informar com mais detalhes como o senhor olhou na janela?
Alexandre – Eu estava com Pietro, debruçado no ombro esquerdo, eu não conseguia encaixar a cabeça, então empurrei um pouco para poder olhar.
Podval - O senhor carregou ela assim?
Alexandre – Não, sempre em pé.
Podval – O senhor viu marca de sapato na cama?
Alexandre- Não reparei.
Podval – pausado na tela, a cena da simulação onde arremessa Isabella. É assim que o senhor teria encostado na tela?
Alexandre – Não, jamais.
Podval – essa camiseta era sua? O senhor estava usando uma camiseta igual a essa?
Alexandre – Sim
Podval – Foi entregue a policia?
Alexandre – Eu entreguei aos advogados.
Podval – Você lavou?
Alexandre – Eu estava com a mesma roupa desde que foi colocado o GPS.
Podval – Vc que falou com a polícia sobre o GPS?
Alexandre – Sim, inclusive eu falei que podia quebrar o sigilo.
Podval – Da onde saiu o porteiro?
Alexandre – Indo até a maquete, ele mostra e diz : correndo dali de trás
Podval – Essa história do porteiro ta meio confusa. Como foi do porteiro e do senhor Lúcio?
Juíz interrompe e diz que isso já foi por duas vezes, muito bem explicado.
Podval – Eu tenho uma dúvida, a delegada menciona que o senhor falou do porteiro, gesseiro. O senhor entende e dar razão para algum deles ser o criminoso?
Alexandre – Não, eu apenas relatei os atritos, visto que ela me questionou e do Valdomiro que não estava na portaria.
Podval – Vc sabe quem pode ter feito isso?
Alexandre – Não, isso que eu gostaria de saber.A coisa mais valiosa da minha vida foi tirada.
Podval – Você levou Isabella na sua faculdade?
Alexandre – De vez em quando, eu sempre levava, as vezes aos sábados.
16h23 Houve perguntas escritas de jurados
16h25 - Encerrado o interrogatório de Nardoni.
A defesa do casal Nardoni desistiu da acareação entre réus e mãe de Isabella, Ana Carolina de Oliveira, mas ela continua confinada.
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