26 de mar de 2010

Caso Nardoni: 5º dia de julgamento

26 de março de 2010 - 5º dia de julgamento

A acusada Anna Carolina Jatobá chegou por volta das 8h10 ao fórum de Santana, na zona norte de São Paulo, para o quinto dia de júri. Ela veio da Penitenciária Feminina de Santana, onde passou a noite.

8h35, Alexandre Nardoni chegou ao fórum de Santana.

8h49 - Antônio Nardoni, pai de Alexandre, já está no fórum para acompanhar o julgamento do filho. O advogado chegou ao local de carro e foi direto ao estacionamento, sem falar com a imprensa. Ele estava acompanhado por outras pessoas, mas a sua mulher não estava presente.

9h42 - Ricardo Martins, assistente do advogado de defesa do casal Nardoni, disse que não acredita que o júri esteja perdido. Segundo ele, o casal apresenta a mesma versão dos fatos para a morte de Isabella.

Liberada pela Justiça ontem, Ana Carolina Oliveira, mãe de Isabella, não compareceu ao fórum nesta sexta-feira para acompanhar o julgamento do casal acusado de matar sua filha.

O quinto dia de julgamento do casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá começou às 10h26 desta sexta-feira. Segundo previsão do Tribunal de Justiça, o júri deve terminar na madrugada de sábado, por volta da 1h.

Início da sessão as 10:15 , entrada dos réus, Alexandre sorri .

Dona Rosa foi obrigada a se retirar do salão do juri para tirar a camiseta com a foto de Isabella.

Juiz explica aos jurados e platéia como será e como funcionam os debates.

Promotor entra e saúda a equipe de defesa em especial ao Dr Podval , "permita-me chamá-lo de amigo, as portas do gabinete do promotor sempre estarão abertas."

Dirigiu-se ao Conselho de Sentença saudando também o público.

10h30 - A palavra está com o dr. promotor.

10h36 - Não é exagero dizer que os olhos do Brasil estão voltados para esse julgamento. A prova ouvida aqui foi arrasadora para as pretensões da defesa. Esta é a minha função no dia de hoje : contar a história do Caso Isabella (nesse momento ele pede: Que Deus possa nos iluminar", e voltando-se para os jurados, ele diz : As pessoas não querem vingança? Não, querem Justiça como eu.

As pessoas não conhecem o processo, não sabem que a promotoria não cometeria arbitrariedades.

A defesa lançou mão de inúmeros recursos para desqualificar a instrução.

Cembranelli: A verdade é que cheguei aqui hj, conforme a denúncia, sem qualquer abalo. Hoje chegamos em condições de apresentar o caso para que os senhores possam valorar o caso. A prisão foi decretada e desde então foi avaliada por todos os tribunais e mantida por todos.

10h42 - A acusação está intacta. Sou um Promotor de Justiça, não de acusação. Estou há 22 anos fazendo júri. Faço júri em favor de todas as vítimas. Não quero aparecer. Não sou de mídia. Não estou de olho em promoções como muitos dizem, pois já poderia estar, há mais de ano, na Procuradoria de Justiça. Então, abandonem esta ideia de que este promotor esta em busca de aparecimento na mídia. Nunca precisei disto. Trocaria toda a mídia pelo retorno de Isabella.

A delegada responsável pela instauração do inquérito policial executou apenas o que está na lei. Foi acusada pelos réus, entre tantas mentiras, de ter coagido os réus, não houve nem intenção da Promotoria ou da Polícia de eleger um culpado.Se fosse um ladrão que defenestrasse a menina, que defesa teria esse ladrão? Seria um juri extremamente simples, até o estagiário o faria.

Os advogados de defesa já no dia 30 de março de 2008 tinham procuração até o Tribunal.

Eu não pedirei decisão em cima de crenças, mas vou apresentar fatos cientificamente provados. Esses profissionais tiveram suas vidas devassadas e se mantiveram calados.Se precisarmos de uma perícia, iremos atrás de profissionais especializados naquela especificidade, assim como a perita Rosangela,a melhor especialista em Polícia científica.

Tentaram desqualificar os peritos oficiais, por peritos que receberam poupudas retribuições com remunerações com laudos e conclusões pífias que não serão sequer utilizados para a defesa.

Os 3 médicos legistas estiveram frente a frente com o cadáver de Isabella.

A esganadura apresenta ferimentos. Isso já acabaria com a tese de que ela caiu, numa peraltice se desequilibrou. Essa é a tese de um charlatão que nem sei de onde veio.

A outra prova trazida pela promotoria para reduzir a escombros a tese da defesa, é o testetumho do perito Dorea da Bahia.

A Dra Renata localizou todas as pessoas mencionadas, apontadas, suspeitas: antenista, gesseiro, porteiro, pedreiro (citando o nome de cada um deles)

Dra Renata foi atrás de uma denúncia anônima de um tal de Paulo de Guarulhos.

Não é verdade que a investigação se dirigiu apenas aos réus e não investigou outros caminhos. Investigou todas as denúncias anônimas.

A investigação extraiu a hora exata: 23:36:11 pelo GPS, isto é prova cientifica. Isto é fato e fatos não se discute. (Promotor mostra os horários na tela.)

A queda foi ouvida pelo Sr. Antonio Lúcio e por alguém do terceiro andar.

O porteiro ouviu o barulho da queda, que parecia batida de carro, saiu da guarita e viu Isabella. Interfonou para o Sr Antonio Lúcio. Ele e o porteiro não sabiam de que apto ela era. O Sr Lúcio fez o que nem o próprio pai fez: ligou para o resgate às 23:49.

Isabella bateu no chão às 23:47 ou 23:48. o réu demorou 1 minuto para descer. Eu pularia do sexto andar para socorrer meu filho, eu não apertaria botão pra esperar pacientemente o elevador.

A hora oficial do Brasil é alinhada com a hora do satélite. No momento que o Sr Lucio ligou, 23:49:59, o Sr Jose Carlos (do terceiro andar) também ligou para o resgate. Isto é fato!!!

Nas duas conversas, isto esta no processo, pela gravação foi possível estabelecer o exato momento em que o réu apareceu lá embaixo.

Ele lê este trecho que foi transcrito:

Atendente: Voz de Antonio Lúcio – "Pelo amor de Deus, tem ladrão no prédio. Jogaram uma menina lá de cima.”

Sr Lucio quando viu Alexandre, e que no sexto andar só o apto dele estava habitado, e Alexandre dizendo que Isabella tinha sido jogada, raciocinou que a menina só poderia ser a filha de Alexandre.

Por isso que foi possível estabelecer milimetricamente, a hora em que Alexandre aparece lá embaixo.

As duas pessoas que ouviram o barulho da queda de Isabella, Valdomiro (porteiro) Sr Lucio, calcularam que o tempo que Alexandre levou para aparecer foi de um minuto.

Para que Alexandre saísse do hall de entrada e aparecesse no campo de visão do Sr Lucio, ele teve que fazer um trajeto, incluído aí o tempo de espera, de descida do elevador que é de 52 segundos, somando isto tudo dá um minuto e pouco.

(com voz firme e mais alta) No momento que Isa foi defenestrada, eles estavam dentro do apto;

Ligações de jatobá do telefone fixo. No momento em que o marido chegava lá embaixo, o telefone fixo estava sendo usado. (Ana Jatobá ligou para o sogro às 23:50:32./ Ré fez nova ligação para Antonio Nardoni, às 23:55:10.)

Quando a ligação do Sr Lucio terminou o telefone fixo do apto continuava sendo usado.

O morador do terceiro andar, com a versão do réu de que havia um ladrão, ficou tão apavorado que se trancou no apto e pegou um espeto pra se defender.

A PM entrou na construção dos fundos, policiais da ROTA investigaram tudo na construção dos fundos. Abriram tapumes. O pedreiro, não sabendo de nada, chega na segunda feira para trabalhar, vê os tapumes abertos e deduziu que teria havido arrombamento. NÃO HOUVE ARROMBAMENTO!!! Houve uma investigação feita pela ROTA.

Ana C. Jatobá, já lá embaixo, faz duas ligações na lateral do prédio, para Antônio Nardoni e Ana C. Oliveira.

Os vizinhos, Luciana e Valdir Ferrari, os quais têm as janelas de seu apartamento alinhadas com a altura das janelas do casal Nardoni, ouviram uma discussão. A voz dela era mais evidente que a dele, que quase não era percebida. Ouviam-se muitos palavrões. Alguns minutos depois ouviram uma gritaria de que haviam jogado uma criança e Luciana Ferrari reconheceu a mesma voz da mulher na discussão que se dera poucos minutos antes e também os mesmos palavrões. Da mesma forma, falava ao telefone aos gritos e também usando palavrões. QUE RAZÕES TERIAM LUCIANA E VALDIR PARA INCRIMINAR DUAS PESSOAS INOCENTES???

A Corregedoria da Policia Militar fica ao lado do prédio. Um morador bateu na Corregedoria e pediu ajuda. O PM Soldado Mauricio foi o primeiro a chegar, coloca a mão na carótida e não sente os batimentos cardíacos, não há respiração. Havia parada cardiorrespiratória.

00:08h – Chega o 2º Resgate; a seguir, chega o terceiro resgate com a Dra. Rosangela, com equipamentos mais modernos, monitora os sinais de Isabella e constata que não há sinal de batimentos cardíacos, tenta medicação intravenosa e a medicação não se move, sinal de que não há circulação. O coração de Isabella pára de bater entre a chegada de Ana C. Oliveira e a chegada da primeira viatura de resgate. Durante o trajeto até o hospital são tentadas manobras de ressuscitação, sem êxito. ISABELLA FOI DECLARADA MORTA!

Isabella tinha secreção amarelada (vômito) na camiseta, compatível com a secreção encontrada nas narinas.

As duas testemunhas que viram Alexandre chegar após a queda de Isabella, precisam essa chegada em não mais do que 2 min.

A Drª Rosângela cronometra o procedimento do Sr. Antônio Lucio até este ligar para o COPON: 1 minuto.

Ela cronometra o tempo do elevador que Alexandre usou para descer: 52 segundos, mais o tempo de deslocamento até alcançar o campo de visão do Sr. Antônio Lucio e obtém 1min e pouco. Conclusão contundente do Promotor: “NO MOMENTO EM QUE ISABELLA FOI DEFENESTRADA, O CASAL ESTAVA DENTRO DO APARTAMENTO.”!!! Isto é prova científica, não admite contestação!

Cembranelli continuação

Dizer que não subiu na cama é querer desmoralizar o maravilhoso trabalho da Dra Rosangela. Ela fez uma perícia de excelência, e como a defesa não pode contestar, tenta desmoralizar a Dra Rosangela e pede para retirá-la do processo
Podval chama Dra Rosangela de "perita dos ossos".

Cembranelli diz que ele está confundindo, a "perita dos ossos" que ele tenta desmoralizar é a Dra Norma, a que retirou a saliva e o cabelo e constatou que a defesa mente quando diz que não tiraram sangue.Cembranelli acrescenta: É isso que dá não conhecer o processo.

Ele vem aqui, e como não pode contestar as provas científicas, como não pode desmoralizar o trabalho da perícia, ele tenta desmoralizar o profissional. A defesa tentou retirá-la do processo. Tentou desmoralizar uma perita que deu uma aula a todos nós aqui.

Foram feitas inúmeras promessas pela defesa, que seria um verdadeiro Tsunami, e o que eu vi foi uma onda de criança. Contra as 20 testemunhas da defesa, eu trouxe apenas 4.

Dra Renata para falar da investigação, Dr Tiepo para falar sobre a esganadura, Dra Rosangela para falar das provas científicas e Ana oliveira que conhece muito bem o histórico de vida dessas pessoas.

A defesa entrou com 20 testemunhas, caiu para 15, passaram a 10 e acabaram em 2.

Um reporter que não acrescentou em nada, e vai ser sempre lembrado por ter vindo aqui apenas para quebrar um pedaço da maquete, e um investigador que estava fazendo o trabalho dele. Esse é o Tsunami que defesa iria trazer.

Já perdemos a conta de quantos HCs e recursos negados. Esse é um caso do início ao fim, cheio de recursos, com uma única coisa em comum: Perderam todos.

Se o BlueStar fosse falho, jamais o EUA iria usar...correndo o risco até de condenar uma cozinheira descuidada que deixou cair um pouco de cenoura no chão.

A perícia fez tudo que cabia fazer e pode ser confrontada com perícias adversárias, e foi. Não apareceu aquele trapalhão do Sanguinetti? Mas quando perceberam que ele estavam só tentando se divulgar, foi afastado. Alguém viu ele aqui depondo?

Levamos tudo para laboratório e deu positivo para sangue.

Isabella entrou no apartamento sangrando e essas manchas estão lá e demonstram toda a trajetória.

Teste positivo para sangue.

Teste positivo para sangue humano.

Teste positivo para DNA.

Nem os réus negam que viram sangue ao lado da cama.

A defesa quer que acreditemos que o sangue apresentado era suco de alho.

O perito Dorea tem um estudo que é referência no Brasil, que determina exatamente da altura que as gotas caíram, a 1,25 metros no mínimo e a Isabella não tinha esse tamanho , se ela vivesse certamente iria ter.

Que credibilidade tem alguém que vai para um congresso e compra um kit que precisa de toda uma especialização para usar e vem aqui para pingar gotas em banana?

Dá a idéia que se eu entender que tem que fazer uma operação no cerébro de alguém eu vou ali compro um bisturi, duvido que alguém queira se submeter a esse tipo de envergadura .

Se alguém quiser construir um viaduto pode me chamar que eu vou fazer os cálculos.

Só não aconselho ninguém a passar por baixo desse viaduto. Vamos chamar um médico para vir aqui lavrar uma sentença.

Se fosse verdade o tempo na versão deles, eles chegariam lá embaixo depois de meia noite.

Eles tentaram passar uma imagem de um casal normal com brigas “normais”. Amor vai sair hoje? Não vai jogar bola ?

Cembranelli mexe nos autos e mostra que tem vários relatos de vizinhos.

As brigas eram constantes sendo preciso as vezes chamar os pais dela, outras vezes os pais dele e as vezes os dois.

Cembranelli mostra uns trechos de depoimentos de vizinhos, entre eles do Paulo Cesar Colombo aonde diz: Discutiam muito e por várias vezes ouvia a Jatobá dizer que Alexandre teria lhe dado dois filhos e que ela era infeliz e seria para sempre.

Temos também o episódio da lavanderia, aonde ela briga com ele e vai na lavanderia e quebra a janela , ferindo-se no braço.

Todas as discussões eram por um mesmo motivo , o ciúmes da madrastra da mãe de Isabella.

Cembranelli lê nos relatos de vizinhos que as brigas dos dois eram mais constante nos finais de semana que a Isabella estava com os dois e agora vem para cá tentar posar de casal de harmonioso, com a idéia que viviam muito bem com a Oliveira.

Num dos relatos de outro vizinho do prédio antigo, a testemunha diz como ela se referia a mãe de Isabella( Cembranelli pergunta ao juiz se pode falar os palavrões e o juiz autoriza): de vagabunda e de um nome que começa com F.

“ Não me venha com essa balela de que viviam bem, não me venha com essa balela que ela amadureceu depois do nascimento do filho”

Não vamos vir aqui mostrar uma pessoa que não existe.

O relacionamento deles começou com uma traição em cima de Ana Oliveira, visto que o término ocorreu em março de 2003 e Jatobá diz que iniciou o relacionamento com ele em novembro de 2002.

Ela já apresentava histórico de violência familiar, por vezes era ela fazendo BO contra o próprio pai , xingamentos do pai para ela , ela própria admite os BOs contra o pai.

Durante 2 anos e meio viveram em meio de brigas, assim é relatada a vida dele no Vila Verde.

“ Nós quebravamos o pau todos os dias “ – ela mesma dá a frase sintomática.
Aí vem aqui dizer que viviam em harmonia?

Passou a ser dependente da família Nardoni, desde a marca do papel higiênico até a comida que eles comiam. Alexandre era proibido de falar com a Ana Oliveira, temos o relato da própria Anna Jatobá que numa dessas brigas por causa de um telefonema de Ana, acabou jogando o bebê contra o berço, sendo o mesmo socorrido por Isabella que contou o ocorrido.

Encontramos um bilhete na lixeira que foi remontado, um bilhete altamente depressivo onde ela se colocava numa vida infeliz ,uma mulher extremamente esgotada, sem empregada, sem dinheiro e com dois filhos.

A prova é a receita médica, dois remédios depressivos , um tranquilizante que foram receitados mas não foram comprados.

Ela é uma pessoa extrema, tanto quando ri ela ri mesmo e quando xinga , xinga mesmo, quando chora, chora mesmo, quando agride, agride mesmo, não me venha aqui se apresentar como um ser equilibrado.

Ela chamava a Ana Oliveira de vagabunda na frente de Isabella e das outras crianças , temos o relato de vizinhos que não deixavam que Isabella brincasse com os seus filhos por causa dos palavrões da madrasta.

Os vizinhos do Vila Verde nada tem a ver com o London e mencionam os mesmos palavrões.

Não foi acidental, senão não teríamos todas as marcas no pescoço que foram mostradas e que o Dr Tieppo explicou e muito bem.

Terceira pessoa?

Vamos imaginar que alguém entrou, vamos dizer que dentro do apartamento já estivesse alguém que tivesse uma chave ou alguma forma de entrar.

Isabella acordou e o surpreendeu e ele teria que eliminá-la para não ser reconhecido posteriormente.

Um algoz não mataria Isabella com um pequeno corte na testa .

Ele mataria tranquilamente e a deixaria na cama. Mas não !!!! Essa pessoa preferiu procurar uma tesoura, cortar a tela e mesmo sabendo que tinha um prédio da corregedoria ao lado , resolveu jogar Isabella para chamar a atenção para a sua saída, além do que teria que agir descalço pois as únicas marcas que tinham eram dos chinelos de Alexandre.

Por um gesto de humanidade e solidariedade, visto que , o apartamento estava de "pernas pro ar" ele resolve dar uma ajuda e limpar o sangue, e ainda num gesto humano, vendo milhares de roupas sujas coloca a fralda de molho. Muito educadamente sai, tranca a porta e num gesto derradeiro de gentileza ele apaga a luz.

Podval diz que ninguém pode dizer a autoria da asfixia.

Cembranelli , diz Ahhhhhhhhhhhh mas a asfixia existe, então se não foi ela foi ele?

Ah então foi ele, só tinham os dois dentro do apartamento.

Se fosse ele, olha o tamanho dele ... ( aponta para Alexandre ), ele teria matado ela instantaneamente.

O senhor dá uma opnião, a asfixia existe e isso é uma prova técnica, é uma prova científica.

Eu usei a sua versão para mostrar que na versão deles, na linha do tempo eles chegariam lá embaixo depois de meia noite.

Sob a alegaçao do princípio de não produzir provas contra si mesmo, recusaram –se a ir a reconstituição por que teriam muitas coisas que não saberiam explicar. A ordem é inversa, vem na contra mão, se a pessoa é inocente faz questão de ir a reconstituição se apresentar para ajudar o trabalho da perícia .

A cronometragem do tempo mostra que a versão deles é impossível e eu trago provas que em cima da cama só tinha as pegadas dele e também os registros do Copom.

Vai xingar a Dra Rosangela? Vai xingar a Dra Norma? Mas não pode xingar o Copom porque a telefônica indica exatamente o horário da ligação feita de dentro do apartamento.

Esse caso vai ser um divisor de águas , estamos aqui trazendo provas científicas,vamos ver se daqui pra frente vamos preferir essa tecnologia segura, high tech, porque foi essa a tecnologia que foi utilizada no caso Isabella , ou vamos andar para atrás tendo que confiar em testemunha que pode não enxergar bem. O Dr Podval está aqui para dizer que nossa perícia é um lixo mas não conseguiu contestá-la, tanto que estão há dois anos tentando e não conseguiram contestar as provas.

Temos provas cientificas, testemunhas que não tinham relacionamento ruim com o casal , registros do Copom, históricos de vida pregressa .....

No final Cembranelli explica que o MP não tem a obrigação de acusar , ele pegou um caso aonde não conhecia a família , não sabia nada, acompanhou as investigações e chegou a conclusão de que eles eram culpados e ofereceu a denúncia, hoje a obrigação dele como representante da sociedade é colocar a familia Oliveira sobre a proteção dele e fazer com que se cumpra a justiça.

Ana Oliveira também convicta por conhecer todo histórico pregresso dessa família e pelas provas apresentadas, me apoia , tanto que colocou a Dra Christina para acompanhar o caso ao lado dele, por que ela quer justiça para a sua filha.

Falando sobre a mísera pensão que Alexandre pagava para isabella , ele diz: “ Tenho certeza que aquele charlatão de Maceió recebeu o que Isabella precisaria de 15 anos de vida para receber”.

O Brasil que está lá fora olha por essa sala e espera que vocês (jurados), juízes constitucionais façam JUSTIÇA.

As 14:45 recomeçam os debates. Podval com a palavra.

O Sr Promotor me intimida. Intimida pela experiência em juris, pela organização, pela forma como se dedicou ao caso. Sei que quando ofereceu a denúncia, não o fez de forma leviana, fez pq acredita no que está defendendo. Tb acho que temos que dar uma resposta à sociedade. Por isto quero agradecer à Vossa Excelência, pela competencia, pela educação e atenção comigo. Quando este forum foi eleito pra abrigar este júri, muitos criticaram. Não é um forum que eu tenho muito hábito de frequentar, mas, coincidentemente, foi aqui que fiz meus 2 maiores júris. Não venho muito aqui, mas fui muito bem tratado.

Este é um caso triste, feio, onde temos dificuldade de ler os autos, as páginas.

Quero agradecer os funcionários daqui, a polícia. Agradeço também a OAB por estar aqui. Mesmo eu não sendo uma pessoa agressiva, não vamos ter problemas, e ainda porque eu era contrário a eles, da chapa contrária. Só tenho que agradecer. Agradeço aos amigos da imprensa, mas tb faço uma crítica. Acho que isto não precisava ter chegado onde chegou. Acho que talvez seja um momento de reflexão.

Agradeço ainda minha equipe. Eles trabalharam muito comigo nestes últimos dias. Me apoiando em tudo (ele chora).

Vim pra este júri certo de que o meu trabalho seria ter que implorar a vcs para que me ouvissem. No começo eu não acreditava que vcs pudessem me ouvir. Vcs foram massacrados por 2 anos, eu não tinha esperanças de conseguir ser ouvido. A maior dificuldade não seria a defesa em si e sim o pré-julgamento. Então tudo não valeria nada e meu papel seria apenas representar.

Durante estes 5 dias, cada um de vcs me deu esperanças.

Desisti sim das testemunhas. O promotor diz que eu não conheço o processo e é verdade. Ele estava aqui desde o começo. Eu atendi um pai desesperado. Nem sabia quem eram estas testemunhas. Não vou criticar os que saíram. Sei o peso que é.

Quando me perguntam qual o coelho tenha na cartola? Na grande hora, o que vou fazer, qual mágica? Não dá. Está tudo feito. O trabalho aqui foi feito desde o primeiro momento. Qual mágica eu ia fazer? Numa das poucas vezes que estive com os dois, expliquei tudo. Disse, falem o que for bom e o que for ruim. O que vemos aqui? Monstros? É a rotina, o cotidiano do brasileiro: casar, ter filhos, separar, casar com outra, ter filhos com outra, rotina, brigas, é o nomal.

Quando acontece uma tragédia, chamam o rapaz e querem que ele saiba o nome da professora da filha. Se ele não sabe, é execrado.

Os vizinhos, que nunca falaram com ele, correm pra DP pra falar que viram brigas.

Aí eu fico pensando, se fosse comigo, seria execrado.

Como defender? Vamos relacionar as testemunhas? Não vou falar da mãe. Tá machucada, ferida. Quer achar um responsável pela situação.
A delegada Dra Renata. Porque ela ia pré-julgar? Não aconteceu isso. Ela foi ouvida. O que ela disse? Foi chamada, chegou lá, uma história estranha. Se não foram eles, quem foi? Todos passam a investigar pra chegar em quem foi, mas não fecha. Ela pensa o que tá acontecendo?

O casal, sem serem investigados, ficam horas na DP. Mandam os 2 fazerem testes de DNA. Porque? Pra saber se o sangue era deles. Vai investigando e o que? Chega neles.

Perito veio aqui e deu uma aula. Explica porque não podia ser acidente. Diante das conclusões, diz que ela foi jogada no chão. Será que é verdade? Ele diz que ela tinha marca na nuca. Se foram eles, pq não levaram pra fazer teste? Como ele diz que uma cosquinha deixaria marca? Um homem sério…Se tivessem feito o exame, poderia saber que foram eles.

Renata, o tempo todo aponta conclusões técnicas. Perguntei pra ela o que ela usou pra justificar o pedido de prisão deles. Ela não sabe explicar porque não é perita. De onde tiraram? Fizeram uma reunião informal? Porque informal?

Aí ela diz que este é mais um caso pra ela, que não significou nada. No meio desta história toda Anna é convidada pra ir à casa dela. Vcs ouviram ela falar. Ela estava esperando dois anos pra falar.

Aí conta: chego na minha casa, está lá, dez pessoas tomando café que a Delegada disse não ter sido feito lá. Imagina se vc vê isso na sua casa. Que falta de respeito! Tinham que ter respeito pelo local! O que aconteceu lá? No primeiro dia as autoridades começaram a gritar comigo, ela disse. Falar pra confessar. E ela é a que grita, xinga, é a maluca, mas diz que não pode falar o que não viu.

Ela foi honesta porque disse que um investigador a tratou bem. Deixou ela ligar pro sogro.

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