25 de mar de 2010

Caso Nardoni: 4º dia de julgamento

25 de março de 2010 - 4º dia - Interrogatório de Alexandre Nardoni

Com uma diferença de apenas dois minutos, às 8h33 e 8h35, p casal Nardoni chega ao fórum e os veículos entram por uma porta lateral do fórum.

O começo do julgamento neste quarto dia está atrasado. Júri ainda não começou. Atraso é de uma hora e trinta minutos. Não foi informado o motivo da demora para o julgamento ser retomado.

Avó paterna de Isabella assiste, pela primeira vez, ao julgamento. Avó materna, que não iria ao fórum hoje, chegou por volta das 10h40.

O juiz pediu desculpas pelo atraso e disse que ele foi causado por "problemas administrativos"

10h41 - dr. Ricardo (que funcionou no caso desde o princípio) está assumindo a defesa com o dr. Podval. A expectativa é de um longe interrogatório.

10h41: Começa com Alexandre, a pedido da defesa. Ana Jatobá não pode ouvir o interrogatório de Alexandre e é retirada da sala.

10h46 - Inicia o interrogatório de Alexandre Nardoni

10h48: Alexandre Nardoni: A acusação é falsa!( réu começa a chorar ao lembrar de Isabella). Não houve discussão nenhuma.

11h00 - entrei no apto, coloquei Isabella na cama. Voltei p/ o carro. Subi ao apto novamente. Vi a luz do quarto de Isabella acesa. Vi a tela rompida. Olhei para baixo e vi Isabella. Mandei a Ana (Jatobá) ligar para os pais e descemos todos juntos .
Desci e escutei o coração dela. Gritei, pedi socorro e falei com o porteiro. Nesse momento viu o Sr Lúcio na sacada e queria socorrer a Isabella, o que não foi permitido pelos policiais que chegaram no local. Fiquei desesperado. Ela precisa ser resgatada. Houve tumulto.

Promotor: A có-ré Jatoba disse no depoimento dela que na sua residência haviam aparelhos de DVD, Laptops, máquina digital, correntes de ouro de altíssimo valor. É verdade?
Alexandre: Sim, havia essa coisas sim. (descreve este objetos, jóias, relógios de ouro, laptops, etc)

P: Qto o senhor pagava mesmo de pensão pra sua filha?
A: R$ 300,00

P: O sr ou seu pai?
A: Eu.

P: Não era seu pai?
A.: Não, era eu. Meu pai pagava o convênio.

P: Diminuido o valor do convênio dava quanto? Uns R$ 160,00 reais?
A: Tudo a gente dividia. Tudo que ela precisava.

P: Dividia tudo? Entao pq ela o acionou judicialmente?
A: Qdo o oficial chegou fiquei surpreso.

P: Houve redução da pensão?
A: Sim, mas o resto eu dava por fora.

P: Se vc dava tudo, este tudo ficava na sua casa?
A: Só depois que eu fui pro London, pra montar o quarto dela.

P: O sr montou o quarto? Não foi sua mãe?
A: Todos juntos, em familia, fomos comprar lustre, abajur, baú.

P:Qtos carros o senhor tem?
A: dois

P: São seus, em seu nome? O sr comprou?
A: Não, meu pai.

P: O apto é seu? O sr comprou?
A: Eu queria saber o que isso tem a ver (nervoso)

P: O sr disse que PMs alegaram que o sr teria dito que o apto foi arrombado. (O promotor lê trechos de depo de 2 testemunhas e mais relato ao COPOM que confirmam que ele disse isto)
A: Eu não disse isto.

P: Então eles são mentirosos?
A: O porteiro (um dos depoimentos lidos) não estava na portaria. Nunca mencionei arrombamento.

P: Quando desceu, vc viu o Sr Lúcio e depois o porteiro Valdomiro?
A: Não vi o senhor Lucio. Só o vi depois de falar com Valdomiro.

*(Na gravação da ligação ao resgate aparece a voz de Alexandre falando com Sr Lúcio)

P: O sr disse que Valdomiro apareceu depois, suado?
A: Sim

P: Acho estranho pq no dia estava frio…

P: Jatobá, em interrogatório na polícia, disse que vcs aguardaram 10 min. na garagem antes de subir pro apto. Confirma?
A: Não sei precisar tempo.

P: O sr disse que sempre que Isabella acordava ia para o quarto ao lado, mas tb disse que ela tinha sono pesado, que nem quando o bebe chorava acordava. Confirma?
A: Sim, não acordava nem com o bebê chorando.

P: No interrogatório de Jatobá ela diz que quando estavam todos em torno de Isabella, tentando socorrê-la o sr se virou pra ela e mandou ir verificar no apto se algo faltava. Confirma?
A: Não recordo.

P: O sr dissse que nunca mais falou com Ana Oliveira. Pq?
A: Pq nós estavamos na DP, no velório, no enterro e depois foi aquela confusão toda.
Depois fomos presos.

P: E pq não falou no domingo, na segunda, na terça ou na quarta antes de ser preso? O sr estava com a guarda da menina que lhe foi entregue viva e voltou morta!
A: Primeiro pq tava na DP, depois no velório, no enterro.

P: Tem algum motivo pra não ter falado com ela?
A: Não tinha pq. Não sei. Tava em choque. Me faltou o chão.

P: Quando o advogado chegou na DP, pediu pra te liberarem da custódia?
A: Pedi pra ele acompanhar até o final do inquérito.

P: O sr foi indiciado dia 18 e denunciado dia 30 de abril. Por que a procuração da noite do crime tem a finalidade de defendê-lo até o júri?
A: Meu pai ficou preocupado pq houve muita gritaria.

P: Sobre esta pressão, esta gritaria que o sr diz que houve, os advogados tomaram providência?
A: Não tenho conhecimento. Acho que delegado não investiga delegado.

P: Por que no seu depoimento não relatou esta pressão?
A: Qdo cheguei na DP já queriam que eu assinasse um acordo. A delegada disse que havia vomito de Isabella na minha camisa sendo que parece que não havia.

P: O Dr Paulo Tieppo disse no depoimento dele que havia vômito de Isabella nas narinas, no pulmão e na camisa. Qdo ela vomitou? (mostram fotos da camisa com vômito p juri)
A: Não vi nada disso.

P: Quando ela caiu vomitou? Antes? Depois?
A: Não sei.

P: Como não sabe? O sr estava lá!
A: Não sei.

P: Jatobá disse em depo que no prédio antigo vcs quebravam o pau todos os dias. Confirma?
A: Acho que devia perguntar pra ela.

P: Vizinhos do antigo prédio relataram nos autos que eram muitas as brigas e tão violentas que era preciso chamar seus pais, os pais dela ou, às vezes, ambos.
A: Não tenho conhecimento dos depoimentos. Só teve uma vez que ela ficou com raiva de mim pq eu tava prestando atenção numa lista, encostou em um vidro temperado e se cortou.

P: Jatobá chamava os pais dela nas discussões?
A: Que eu saiba não,

P: Os seus advogados, os três que lhe acompanhavam, fizeram alguma coisa sobre a pressão que o sr disse que houve?
A: Não recordo.

P: Seu pai tomou providências?
A: Teria que perguntar pra ele.

P:Vc disse que a dr Renata tomou vários depoimentos antes da chegada dos advogados. Onde estão?
A: Pergunta pra ela.

P`: O único depoimento seu que tem aqui e que foi colhido por ela está assinado por vc e pelos advogados.
A: Se eu assinei é pq foi com advogado.

P: Quando o sr contou a história do zelador, porteiro, gesseiro, antenista, a Dra Renata fez algo?
A: Eu disse que eles eram suspeitos mas não sei se ela investigou.

Ele falou que entrou alguém no prédio. A Jatobá ficou no hall depois do vidro, com os dois filhos, o Pietro veio para perto dele e alguém retirou

Disse que nunca falou de porta arrombada e nem de homem de preto, ele disse que pedia o socorro, pedia a alguém para chamar o socorro, olhou para Jatobá e pediu para ela ligar para a mãe de Isabella ( obs: nessa hora pensei que ele iria dizer que pediu a Jatobá para chamar o resgate, mas não era para o resgate).
Disse que tinha muito tumulto, muita gente entrando e saindo. E fala novamente que queria resgatá-la mas ninguém deixava

Chegou a Samu, levaram para ambulância, entubaram Isabella na presença dele e da Carol Oliveira e do irmão dela Leonardo, mas só uma pessoa poderia acompanhar e foi o irmão da Ana Carolina Oliveira.


Fomos todos para Santa Casa. Foi o dia mais triste da minha vida. (A. Nardoni voltou a chorar). Ninguém acreditava no que aconteceu. Perdi tudo naquele momento. Briguei muito para Isabella nascer. Minha "princesinha" estava ali.(continua chorando)

11h17 - A irmã de A. Nardoni está no plenário e chora compulsivamente.

11h23: (continua o depoimento A.N.) Fui ao necrotério para reconhecer Isabella. Essa é a pior coisa, que não desejo a nenhum inimigo. Não acreditava que aquilo era verdade. Vi a Isabella num saco preto. Em seguida fui preso.

11h29 - Chama atenção a quantidade de bilhetes que Antonio Nardoni manda pra defesa. Orientações?
Juiz pergunta se ele conversou com a mãe de Isabella

Ele diz que não, só quando a médica chegou e deu a roupa para ele, que entregou para ela

Juiz pergunta se lá no London presenciou briga entre Jatobá e Oliveira. Ele disse que não viu , pq estava preocupado em socorrer Isabella.

Juiz pergunta, quanto tempo se passou desde o momento que ele foi até Isabella até o momento em que Pietro se aproximou dele.

Alexandre diz que não lembra.

Juiz pergunta , sem precisar foi muito o pouco tempo? Alexandre responde: foi logo.

Em que momento sua esposa saiu do hall? Ele não entende e depois do juiz insistir ele fala;

Foi quando pedi para ela ligar para Oliveira.

Quando o senhor viu novamente a mãe, pergunta o juiz:

Ele fala que quando foram fazer o reconhecimento

Depois, qual o próximo contato?Pergunta o juiz

Ele responde que não teve.

Juiz pergunta , algum outro lugar, no enterro?

Ele fala que não teve, no velório apenas ficou em cima do caixão, porque estava muito esgotado da delegacia. Ele lembra que em algum momento sentou e comeu e disseram que ele cochilou.

VOLTANDO AO LONDON.

Depois do IML,voltou para casa, diz que chegou no London estava lá a Dra Renata, na portaria e ela foi logo perguntando se ele tinha visto alguém, digital de alguém.

Ela falou para ele ir à delegacia e pegou o telefone do pai dele.

Juíz pergunta se ele viu os policiais fazendo a busca.

Ele responde que não sabe diferenciar policiais pela cor da boina, mas tinham alguns que diziam que tinham que fazer a busca e outros não. Que havia uma divergência entre eles.

Disse que a esposa veio de Guarulhos junto com os pais dela, e ele com os pais dele,foram para delegacia durante a madrugada.

Disse que chegou lá, “jogaram” cada um em uma sala.

O juiz pergunta: como jogaram?

Ele diz que com excesso de força.

Juiz pergunta: algemaram o senhor? Ele diz que não, mas diz que o delegado fez um interrogatório, depois levaram para outra sala, onde havia uns 8 delegados e lá xingaram ele, ameaçaram, jogaram papel e garrafa nas costas dele, bateram na mesa e tentaram bater nele.

11h35 -(continua o depoimento A.N.) Fui xingado e mal tratado pela polícia. Alguns policiais quiseram me bater. Um policial disse: "vamos te moer na pancada". Houve muita ameaça, mas não tortura física.

11h44 - A polícia chamou a imprensa. O delegado disse que iria comprar um terno novo.

11h45 - No IML, deram a ele um pote e mandaram ele coletar urina, perguntou se iriam tirar sangue , e eles disseram que não tinha seringa, para voltar depois.

Juiz pede que ele descreva exatamente como subiu na cama para olhar o buraco da tela .

Ele responde que segurava Pietro no colo, e subiu na cama, ficou de joelho para olhar e ainda com Pietro no colo, colocou o rosto no buraco mas que nem deu para enfiar braços ou cabeça , porque a cabeça dele não cabia, pelo buraco ser muito pequeno.

Juiz pergunta como era o relacionamento dele com Carol Oliveira. Ele diz que era normal, se tratavam bem

Juiz pergunta como era com Jatobá, se tinham brigas.

11h50: Tinha discussões com Anna Carolina (Jatobá). Discussões normais "de casal".

Juiz pergunta o que ele chama de brigas “normais”. Ele diz que brigas porque foi ao futebol e outras coisas.

Juiz pergunta se tinha xingamentos. Ele disse que não, que não falava palavrões

E sua esposa? Ele (A.N) responde: Não, só às vezes.

Ele responde. Não, só as vezes.

11h52 - Juiz pergunta se ele tinha bom relacionamento com os vizinhos: Sempre trabalhei. Isso nunca foi falado pela imprensa.

Juiz pergunta se houve brigas com alguém, prestador de serviço.

11h53 - Tive desentendimento com duas pessoas na época da mudança para o apto. Um pedreiro e um zelador.

11h58 - Começaram as eperguntas do dr. promotor Cembranelli.

Promotor pergunta: Qual o nome da professora de Isabella? Ele responde Fernanda eoutra coisa ,dizendo: "queriam me forçar a assinar acordo"

12h01 - Houve proposta de acordo feito pelo dr. Calixto. Homicídio culposo e liberação de Jatobá. Tudo isso na presença do dr. promotor e do dr. Ricardo (adv. de defesa).

12h03 - Recusei assinar um homicídio culposo. Colocaram um livro do necrotério na minha frente. Recusei assinar tudo e protestei pela minha inocência.

Cembranelli diz: Eu só perguntei o nome da professora e o senhor relata uma outra situação.

Dr Cembraneli pergunta:

Ah, eu estava presente nessa “negociação” também?

Alexandre diz que sim.

O Dr Cembraneli pergunta se os advogados dele também estavam presentes. Ele diz que sim

Cembranelli pergunta: Ah então, o Dr Levorim e o Dr Neres e O Dr Ricardo Martins estavam, participando dessa “negociação”? Ele diz: sim

P: O Sr doou sangue para pericia?
A: Não, só urina.

P: Como o laboratorio do Instituto de Criminalistica conseguiu mapear o seu Dna, inclusive coincidente com o de Isabella, sem o sangue?
A: Acho que pela urina.

P: Pq constava sangue se não é sangue?
A: Não sei.

P: O sr não doou sangue?
A: Não.

P: Pq seus advogados alegaram em varios Habeas Corpus e recursos que o fato de o sr ter doado sangue para colaborar com as investigações devia ser levado em conta?
A: Não sei pq falaram isto.

P: O sr disse que sua cabeça não passava no buraco da tela de proteção que tinha 47,5 cm. Confirma?
A: Não passava.

P: Qual o tamanho do buraco?
A: Pergunta pros peritos.

P: Sabia que o zelador e o gesseiro que o senhor apontou como suspeitos trabalham até hoje no edificio London?
A: Não pq que eu saiba estou preso.

P: O sr descreveu a Jatoba como feliz, madura ?
A: Sim.

P: E pq ela tomava anti-depressivos?
A: Não sei. Só sei que ela comprou só um remédio.

P: Que horas vcs sairam de Guarulhos?
A: Não sei.

Juiz: Por volta das 10, 11?
A: Pq o sr tá perguntando? (achando ruim que o juiz perguntou e não o promotor)

P: Quando percebeu que Isabella tinha caído, vc saiu do apto e o elevador estava no andar?
A: Não, tive que esperar.

P: Sabe se demorou?
A: Não

P: O sr disse no depoimento em juízo que a única pessoa que pode ter limpado o sangue foi quem jogou Isabella.
A: Não sei.

P: O sr falou no depoimento que trancou a porta antes de descer pra pegar os meninos no carro com Jatobá. Certo?
A: Nunca falei que tranquei.

P: No seu depoimento vc fala.
A: não me recordo

P: Sr afirma que uma terceira pessoa entrou no apto, asfixiou Isabella, carregou pelo corredor, limpou o sangue, pegou tesoura, pegou faca, abriu a tela, pegou Isabella, calçou seu chinelo, subiu na cama e jogou Isabella.
A: Não recordo

P: Nos depoimentos da sindica e sub-sindico do seu antigo prédio eles relatam brigas constantes e violentas, excessivas e constantes. Eles lhe abordaram?
A: Não chegou ao meu conhecimento.

P: Sr De Lucca relata que, por mtas vezes, conversou com vc por infringir as regras do prédio por causa das brigas.
A: Não, nunca fui abordado.

P: Qtas vezes o sr levou Isa até escola?
A: Não mtas, pq trabalho.

P: Pq o sr esta usando óculos? Não usava antes. Tem miopia, astigmatismo?
A: Não enxergo bem de longe e estou com os olhos irritados.

P: Tão irritados a ponto de não derramar uma lágrima pela sua filha?

12h22 - Houve um pequeno incidente entre o promotor e o defensor. O juiz suspendeu os trabalhos e retomou logo em seguida.

12h40 - Os trabalhos estão sendo interrompidos continuamente porque o defensor sempre quer a indicação da página relacionada c/ a pergunta do promotor.

13h55 - Promotor encerra seus questionamentos e o julgamento entra em intervalo de 1h para o almoço. Na volta, será a vez das pergundas da defesa.

15h10 - Foram retomados os trabalhos com perguntas da dra. Cristina, assistente de acusação.

Dra Cristina perguntou sobre a redução de pensão, o que levou a esse pedido.

Alexandre responde:Eu e ela sempre conversamos bem e reduziu por ela ter conseguido um emprego com convênio médico para família

Dra Cristina – Seu emprego consta como consultor, qual sua profissão?
Alexandre- Bacharel em direito

Dra Cristina- Seu pai diz que Jatobá era ciumenta ?
Alexandre – Não li o depoimento dele.

15h20 - Dra Cristina pergunta se ela era ciumenta , e ele responde : as duas e eu também.

Dra Cristina – Jatobá gritava e xingava?

Alexandre- Ela falava alto mas não brigava.

Dra Cristina – Ela fala palavrão?

Alexandre – Na minha presença não.

Dra Cristina- Em juízo o senhor disse que ela gritava e falava palavrão

Alexandre- Acabei de falar que algumas vezes ela falava

Dra Cristina- O senhor disse que na delegacia foi falado em homicídio doloso e culposo, e que os advogados falaram , o senhor sabe o que é?

Alexandre – Eu sou bacharel em Direito.

Dra Cristina – O senhor disse que prestou diversas declarações e que o Dr Ricardo fez algumas alterações....

Ele interrompe antes de terminar e diz
Não recordo.

Dra Cristina – Mas o senhor assinou, foi alterado.

Alexandre – Não recordo se foi corrigido.

Dra Cristina – Mas ele autorizou o senhor assinar?

Alexandre – Sim , no interrogatório que ele estava.

Dra Cristina – Mas teve algum que ele não estava?

Alexandre – Não

Dra Cristina- Qual a freqüência de visitas da Isabella?

Alexandre- de 15 em 15 dias

Dra Cristina – Em qual quarto ela dormia, no dos meninos?

Alexandre – Quando ela acordava no London, ela ia para o quarto dos irmãos, no outro apartamento, ela dormia no quarto deles , pois só tinha dois quartos.

Dra Cristina- Quanto tempo vc morava no London?

Alexandre- 30 dias, mas não me recordo.

Dra Cristina – Quantas vezes ela foi no London.

Alexandre – Ela deve ter ido umas duas vezes, e durante a semana algumas vezes, até numa festa na quarta e voltou na sexta.

Dra Cristina – Quantas vezes ela dormiu lá, umas duas vezes?

Alexandre- Não foram mais, ela dormiu alguns dias durante a semana.

Dra Cristina- Você pediu para ligar para algum lugar, logo depois que vc viu Isabella?

Alexandre – Sim , para meus pais.

Dra Cristina – Você ouviu ou não?

Alexandre - Não ouvi.

Dra Cristina – Não ouviu ou não se recorda?

Alexandre- Não ouvi, estava no hall

Dra Cristina- Quando desceu, pediu para ela ligar para Oliveira?

Alexandre – Sim, a senhora está repetindo, eu já respondi ao Promotor.

Dra Cristina – O senhor não pediu para ligar no resgate?

Alexandre – Eu primeiro pensei em ligar para os meus pais.

Dra Cristina – Não pensou em Socorro?

Alexandre – Não é assim, primeiro pedi para ligar para meus pais.

Dra Cristina – O senhor chegou a dizer que viu o ladrão?

Alexandre – Já respondi isso, e não falei em momento algum.

Dra Cristina leu o depoimento, do Policial Militar, que relata que ele falou para o policial, e pergunta: o senhor confirma isso?

Alexandre – Nunca. Eu nunca vi indivíduo nenhum, se eu tivesse visto eu..... ( nesse momento ele para de falar)

Dra Cristina espera para ver se ele completa e ...

Alexandre completa andaram dizendo que eu vi o homem de preto, e isso não é verdade.

Sem mais perguntas, conclui Dra. Cristina.

Podval (advogado de defesa do casal) : Uns 15 dias antes do episódio você recebeu alguma ligação da Ana Oliveira para dizer que precisava levar a Isabella num psicólogo?

Alexandre: Sim ela ligou para a Jatobá e eu não entendi nada.

Podval : Ela pediu para você acompanhá-la?

Alexandre: Não ela nunca pediu.

Podval : Quando você entrou correndo no apartamento e não viu a Isabella você foi ao quarto dos meninos você subiu na cama com o filho no colo?

Alexandre: Sim com o Pietro no colo.

Podval: Sobre os horários, a polícia pediu para você precisar o tempo , isso era possível?

Alexandre: Não doutor eu não fico marcando tempo quando eu saio.

Juiz pergunta: A resposta para a delegada foi por aproximação?

Alexandre: Sim eu estimei , não estava marcando o tempo. Não marco quando saio.

Podval: No dia do crime o senhor comprou roupas para Isabella?

Alexandre: Eu não me recordo , mas acho que a minha esposa comprou.

Podval: Muitas testemunhas disseram que no momento em seguida ao crime, o Sr gritava tem ladrão , o senhor imaginou isso?

Alexandre: Sim

Juiz adverte , o doutor fez pergunta subjetiva, isso já foi mencionado.

Podval: O senhor tem certeza que desceram juntos?

Alexandre: Sim junto com as crianças .

Podval: Lá embaixo o senhor gritava ?

Alexandre: Ajoelhado próximo a ela eu gritava socorro.

Podval: Mas o senhor disse que tinha ladrão?

Alexandre: Não eu falei que deveria ter um ladrão.

Podval: Isabella gostava de ir para a sua casa?

Alexandre : Sim , nossas coisas eram todas em torno dela , nos combinávamos de sair quando ela vinha.

Podval: Deixa eu entender, o Sr preparava os passeios para os dias que ela estava sobre sua guarda?

Alexandre: Sim , sempre tudo para quando estávamos todos juntos.

Podval: Na delegacia chegaram a falar que sua esposa tinha confessado?

Alexandre: Sim

Podval: Como foi?

Alexandre: Me colocaram numa salinha, me xingaram e disseram que ela já tinha contado tudo.

Podval: Que xingamentoss eram esses?

Alexandre: Posso falar? Era filho da puta, vagabundo , assassino .

Podval: Tinha uma foto da Isabella na sala da Dra Renata?

Alexandre: Sim , eu ainda perguntei o motivo e quem tinha autorizado , ela não disse.

Podval: A Mãe ( estou dizendo mãe para diferenciar as duas Anas ) reclamou de maus tratos?

Alexandre: Nunca

Podval: No Iml fizeram exames nas suas unhas?

Alexandre: Não encostaram em mim , nem me medir eles mediram .

Podval: Você pode me mostrar na maquete aonde tem uma entrada no London?

Alexandre: Levanta e mostra que embaixo da guarita tem um portãozinho de alumínio.

Podval: Ela dá acesso a garagem?

Alexandre: Sim

Podval: Como ele era acionado?

Alexandre: Por chave e também pelo porteiro com acionamento eletrônico.

Podval: Vou lhe mostrar umas cenas da animação da perícia. Nesse momento o advogado explica aos jurados que irá passar no telão o vídeo da animação da perícia.

Esse carro representa o seu?

Alexandre: Sim

Podval: Esse machucado da Isa você viu quando ela estava caída no gramado?

Alexandre: Sim

Podval: Vc entregou a chave do apartamento para a delegada?

Alexandre: Doutor quando nós saímos correndo a porta ficou aberta e a chave lá.

Podval: O senhor lembra se o seu pai entregou?

Alexandre: Não sei.

Podval:Vc sabe se foi feito exame na chave ?

Alexandre: Não , pelo que fiquei sabendo não foi feito.

Podval: Você chegou a ver um balde de molho como esta na imagem?

Alexandre: Não cheguei não

Podval: Quando o Sr entrou carregando a Isabella era assim ( como no vídeo) ?

Alexandre: Não isso não existe, ela estava de pezinho encostada no meu ombro esquerdo. Isso é totalmente mentiroso.

Podval: O senhor viu sangue aonde?

Alexandre: No lençol de Pietro e na tela .

Dr Podval - A cena de você jogando ela no chão,ocorreu?

Alexandre – Jamais, totalmente mentiroso

Dr Podval – Sua mulher estava no apartamento, quando vc subiu com Isabella?

Alexandre – Não, ela estava no carro( sem ser questionado no momento em que apareceu a cena de esganadura na tela, ele fala: totalmente mentiroso.

Podval – O senhor avistou a faca e a tesoura?

Alexandre – Não, eu não entrei na cozinha.

Podval – A cena de seu apartamento era essa?

Alexandre - Sim, só não lembro da passadeira(se referindo a tábua de passar roupa)
De repente ele fala , se eu ficar em pé na cama eu bato a cabeça no teto(referente a imagem onde ele aparece caminhando sobre a cama)

Podval – O senhor lembra como era o corte na tela?

Alexandre – Pelo que lembro , era redondo e menor.

Podval – É possível o senhor informar com mais detalhes como o senhor olhou na janela?

Alexandre – Eu estava com Pietro, debruçado no ombro esquerdo, eu não conseguia encaixar a cabeça, então empurrei um pouco para poder olhar.

Podval - O senhor carregou ela assim?

Alexandre – Não, sempre em pé.

Podval – O senhor viu marca de sapato na cama?

Alexandre- Não reparei.

Podval – pausado na tela, a cena da simulação onde arremessa Isabella. É assim que o senhor teria encostado na tela?

Alexandre – Não, jamais.

Podval – essa camiseta era sua? O senhor estava usando uma camiseta igual a essa?

Alexandre – Sim

Podval – Foi entregue a policia?

Alexandre – Eu entreguei aos advogados.

Podval – Você lavou?

Alexandre – Eu estava com a mesma roupa desde que foi colocado o GPS.

Podval – Vc que falou com a polícia sobre o GPS?

Alexandre – Sim, inclusive eu falei que podia quebrar o sigilo.

Podval – Da onde saiu o porteiro?

Alexandre – Indo até a maquete, ele mostra e diz : correndo dali de trás

Podval – Essa história do porteiro ta meio confusa. Como foi do porteiro e do senhor Lúcio?

Juíz interrompe e diz que isso já foi por duas vezes, muito bem explicado.

Podval – Eu tenho uma dúvida, a delegada menciona que o senhor falou do porteiro, gesseiro. O senhor entende e dar razão para algum deles ser o criminoso?

Alexandre – Não, eu apenas relatei os atritos, visto que ela me questionou e do Valdomiro que não estava na portaria.

Podval – Vc sabe quem pode ter feito isso?

Alexandre – Não, isso que eu gostaria de saber.A coisa mais valiosa da minha vida foi tirada.

Podval – Você levou Isabella na sua faculdade?

Alexandre – De vez em quando, eu sempre levava, as vezes aos sábados.

16h23 Houve perguntas escritas de jurados

16h25 - Encerrado o interrogatório de Nardoni.

A defesa do casal Nardoni desistiu da acareação entre réus e mãe de Isabella, Ana Carolina de Oliveira, mas ela continua confinada.

Nenhum comentário:

Postar um comentário