24 de nov de 2013

Se aceitar é a saída para a felicidade

A positividade é fundamental na vida. Ela puxa qualidades nas pessoas e também as  potencializa. A negatividade, ao contrário, reprime, recalca, leva as pessoas a ter problemas em lidar com as coisas, com os outros, com a melhor maneira de encarar a vida. E geralmente, todo esse processo  negativo se dá na infância, quando nos é apresentado uma séria de valores, de crenças, que acabam por nos impressionar e nos influenciar futuramente.

Vejamos um exemplo: A anulação. Os pais, muitas vezes, crendo que estão protegendo e dando o melhor aos filhos, acabam anulando-os. Eles fazem tudo pelos filhos, dão tudo aos filhos, anulam as crianças e essas crescerão esperando que o mundo lhes ofereça tudo nas mãos, pois foi assim que elas aprenderam em casa. Essa troca - faça o que eu quero, que eu lhe dou algo em troca - pode ser boa para quem faz, mas para quem recebe, é perversa.

A própria ignorância dos nossos pais (e entenda aqui ignorância como desconhecer) os levou a nos dar um tipo de educação, que a gente acaba abraçando e acaba passando para as próximas gerações.

Como no caso da anulação, em que muitas vezes a gente se habitua a ter e não aprendemos a buscar, também podemos observar a condenação. Quantas vezes os pais não dizem aos filhos 'você é ruim', 'você é incapaz'... E essas crianças se tornarão adultos, que se habituarão a tratar os seus filhos da mesma forma.  Pronto! Formou-se aí o ciclo das neuras no âmbito familiar!

Você acha que seu medo de agir, de encarar certas coisas, vem de onde? Você nasceu assim? Nada! Você aprendeu a ser assim! E é um horror, né gente? A gente se trava, se impõe limites só de pensarmos em fazer alguma coisa. Executar, então, nem pensar, porque a gente se sente inadequado pra isso ou aquilo.

Ok, mas não dá para  a gente passar a vida inteira pondo a culpa nos outros. Ninguém é obrigado a conviver com as neuras familiares e levá-las para o resto da vida. Se a gente chega a um ponto da vida em que a gente consegue identificar que por esse ou aquele caminho a coisa não está fluindo, a gente tem que começar a fazer a nossa própria caminhada, numa estrada aberta por nós mesmos.

Uma coisa interessante. Perceba que muitas histórias familiares se repetem de geração para geração. Você mesmo (a), que está aí lendo esse texto, já se pegou fazendo a mesmíssima coisa que você repudiava nos seus pais? Já, claro! Quem nunca? Mas continuar persistindo naquilo que não te faz bem é burrice, não é? Já diria o velho ditado!

A gente entender que nós precisamos aprender com os nossos pais, com tudo o que há de bom e ruim que eles puderam nos oferecer, é sabedoria. A gente precisa aprender, porque a gente não nasce autossuficiente. Mas a gente não pode deixar que o que foi ruim se potencialize, a ponto de, lá na frente, nos tornarmos carentes e capachos dos outros, para ganharmos o mínimo de aprovação e aceitação. 

O mundo está aí para aqueles que ousam ser autênticos. Para aqueles que ousam a pensar por si só e bancarem o preço da felicidade às próprias custas, sem intervenções. Ou você já viu alguma pessoa medrosa, insegurança, capachinho, se dando bem na vida e sendo feliz? 

Você é uma pessoa que tem horror de ficar sozinha? Deus me livre, né? É, não deve ser fácil você ter que aguentar essa cabecinha doida por muito tempo. Vem aquele monte de coisas, vem o e se... e se isso, e se aquilo...é capaz até de você passar mal fisicamente, de tanta besteira acumulada na cabeça! E quando eu me refiro à besteira, não estou aqui minimizando a sua dor, mas questionando os seus fantasmas. Sim, porque o que tinha que acontecer na sua vida, aconteceu, passou, foi, vazou, deu linha! E o que tem pra hoje nessa cabecinha? Fantasmas? Neuras? Cadê o espaço para entrar coisas boas, pensamentos positivos? Você está ocupando lugar na sua cabeça com coisas ruins e desprezando as boas? Você não precisa de inimigo nenhum, porque você já é um perigo pra si, vamos combinar! E aí, você quer que a sua vida dê certo, que o mundo te ame, que tudo corra às mil maravilhas pra você, com esse tipo de pensamento e atitude que você tem com você? Chega, né? CHEGA!

O que de melhor a gente pode fazer pela nossa vida é inverter a situação - mudar do negativo para o positivo! Ter essa consciência é a oportunidade para fazer diferente! Se você se apoiar de verdade, você é capaz de fazer muito mais coisas e, possivelmente, muito melhor, do que agora, concorda comigo? Se imagina você se dando força, se colocando lá pra cima, se apoiando? Como é que você se sente nesse momento? Não se sente bem, confiante? Então, criatura de Deus!!!! Por que você se coloca 2 minutos pra cima e 23h pra baixo, hein? Vamos nos habituar a fazer esse exercício? A gente não precisa se punir, a gente precisa se ajudar! Pra nos condenar, pra nos punir, pra tentar nos maltratar, o mundo já está aí se incumbindo disso todos os dias. Agora, se a gente jogar no time do mundo e não nosso próprio time, aí a coisa complica de vez, né não?

Você é uma pessoa legal com o mundo, não é? As pessoas não gostam de você ou, pelo menos, demonstram? E por que você não gosta de você? Por que você também não pode ser legal com você? Está pensando no que o mundo vai pensar? Ah, que ótimo! Continua assim que o mundo vai te  abandonar à própria sorte, mais cedo do que você possa imaginar, e vai te substituir por alguém mais interessante, do que uma pessoa coitadinha. Aliás, pessoas coitadinhas não são nada interessantes! Vai à luta! Seja legal com você primeiro! Nos outros você pensa DEPOIS, ok?

Se cuida, hein!

Um abração!

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