5 de abr de 2010

A importância do voto

As eleições estão aí! Muita gente não gosta de falar em política, mas tem um assunto que eu não posso deixar de dividir com vocês: o tal do voto nulo!

Ok, o voto é secreto, é obrigatório, cada um faz o que quer do seu voto, mas eu não entendo votar nulo. NÃO ENTENDO!

Votar é o verdadeiro exercício da cidadania, a maneira mais eficiente e cristalina de exercício da soberania popular. O voto direto e secreto, com valor igual para todos.

O voto direto para presidente e vice-presidente só veio aparecer pela primeira vez na Constituição Republicana de 1891. Em 1932, a presença feminina, cada vez mais marcante, chegou às urnas. Nesse ano foi instituída uma nova legislação eleitoral e as mulheres conquistaram o direito ao voto.

Em suma: será que nós brasileiros temos a noção, reconhecemos o que nossos antepassados passaram e lutaram para que hoje pudéssemos escolher nossos representantes de forma abolsutamente democrática?

O Voto Feminino

O direito ao voto feminino começou pelo Rio Grande do Norte. Em 1927, o Estado se tornou o primeiro do país a permitir que as mulheres votassem nas eleições.




Naquele mesmo ano, a professora Celina Guimarães --de Mossoró (RN) se tornou a primeira brasileira a fazer o alistamento eleitoral, através de uma petição judicial, invocando o seu direito de votar e de conseguir tirar o seu título eleitoral. A conquista regional desse direito beneficiou a luta feminina da expansão do "voto de saias" para todo o país.

Mulheres no poder

A primeira mulher escolhida para ocupar um cargo eletivo é do Rio Grande do Norte. Foi Alzira Soriano, eleita prefeita de Lajes, em 1928, pelo Partido Republicano. Mas ela não terminou o seu mandato. A Comissão de Poderes do Senado anulou os votos de todas as mulheres.

Em 3 de maio de 1933, a médica paulista Carlota Pereira de Queiroz foi a primeira mulher a votar e ser eleita deputada federal. Ela participou dos trabalhos na Assembléia Nacional Constituinte, entre 1934 e 1935.

A primeira mulher a ocupar um lugar no Senado foi Eunice Michiles (PDS-AM), em 1979. Suplente, ela assumiu o posto com a morte do titular do cargo, o senador João Bosco de Lima.

Vejam vocês como essas mulheres lutaram por essa conquista de votar e serem eleitas! E ainda encontramos mulheres que não valorizam essa conquista. Simplesmente ignoram!

Não só as mulheres, como os negros, e mesmo os brancos pobres, em alguma época da nossa história, também não tinham direito ao voto, somente os que tinham posses. A Constituição de 1824 estabelecia um sistema de eleições indiretas, em dois graus, para a qualificação dos eleitores, de acordo com os bens possuídos, classificados segundo a renda anual.

Enfim, ficaria horas por aqui repassando um pouco do que tenho conhecimento sobre o voto no Brasil, mas o meu foco é apenas trazer aos amigos que o nosso voto, além de ser uma grande conquista, é a nossa principal arma na hora da escolha democrática de nossos representantes.

A gente pode acertar ou errar, afinal estamos creditando a alguém o direito de nos representar, sem ter a certeza de que a representação será correspondente às nossas expectativas. Mas fomos lá! Exercemos o nosso direito!

Ah, Monique, mas político é tudo igual! Ei, se fossem todos iguais não existiriam tantos partidos. Um estado não estaria melhor que outro, estaríamos todos nas mesmas condições, no Nordeste ou no Sul. E no entanto, sabemos que o Brasil abriga "diversos brasis", com inúmeras desigualdades sociais (basta ler os periódicos).

Você não tem que votar em X, porque X tem mais chances que Y. Não precisa votar em Z, porque Z é mais bonitinho que W. Votar num candidato, votar no seu candidato, independentemente se ele tenha condições ou não de se eleger, é votar em alguém que você acredita, que poderá corresponder à linha ideológica da qual você acredita!

Voto não é igual a torcida de colégio. Voto é coisa séria!

Tenha orgulho do seu título eleitoral, ele representa o poder que você tem de mexer no tabuleiro político do Brasil!

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