23 de mar de 2010

O caso Nardoni - Cronologia dos fatos


29 de março de 2008

A menina Isabella Nardoni, de 5 anos, é encontrada morta no jardim do prédio em que moravam Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá – pai e madrasta de Isabella. A polícia descarta a hipótese de acidente. Neste dia, a menina estava sob a guarda do pai, com quem ficava a cada 15 dias.

30 de março de 2008

Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá prestam depoimento durante toda a madrugada no 9º Distrito Policial e dão a versão deles para o caso. Alexandre conta, segundo a polícia, que uma terceira pessoa entrou no apartamento e matou Isabella enquanto ele descia para buscar seus outros dois filhos e a mulher. Pela manhã, às 9h, o corpo de Isabella é enterrado no cemitério Parque dos Pinheiros.

31 de março de 2008

A polícia revela que gotas de sangue foram encontradas pelo apartamento onde o casal morava e que Isabella foi jogada da janela do quarto dos irmãos. Laudo preliminar feito pelo Instituto Médico Legal indica que a menina foi sufocada. A polícia diz que o casal é tido como “averiguado”. O advogado Antonio Nardoni, pai de Alexandre, defende o filho e Anna Carolina. “Ele pode ter todos os defeitos, mas isso nunca faria”, afirma.

01 de abril de 2008

Vizinhos contam que ouviram gritos de uma criança dizendo “pára, pai” antes de Isabella ser jogada. O delegado responsável pelas investigações informa ainda que moradores dizem que o casal brigava constantemente. O advogado de defesa do casal contesta os depoimentos e diz que a frase “pára, pai” é interpretativa. Sobre as brigas, afirma que Alexandre e Anna Carolina são como os demais casais.

02 de abril de 2008

A bancária Ana Carolina de Oliveira, de 24 anos, mãe de Isabella, presta depoimento no 9º Distrito Policial. Ao sair da delegacia, ela pede que “a justiça seja feita”. Neste dia, é decretada a prisão temporária do casal por suspeitas de envolvimento na morte de Isabella. Peritos no Instituto de Criminalística voltam ao edifício London em busca de mais provas para esclarecer a morte de Isabella. Eles usam reagentes químicos e uma luz especial – chamada de luminol – para encontrar vestígios de sangue no apartamento e carro do casal.

03 de abril de 2008

Alexandre e Anna Carolina se entregam à polícia no Fórum de Santana e são presos. Ele fica detido no 77º Distrito Policial, na região central de São Paulo, e Anna Carolina no 89º DP, na zona sul da cidade. Em cartas, eles afirmam ser inocentes. “Todos estão me julgando sem ao menos me conhecer”, diz o pai. “Amo ela como amo aos meus filhos”, escreve a madrasta.

06 de abril de 2008

Peritos concluem que Isabella foi espancada antes de ser jogada pela janela do 6º andar do edifício London. O advogado Antonio Nardoni, pai de Alexandre, diz em entrevista que acredita na versão do filho sobre a morte da menina. “Durante a reforma do apartamento, vimos que é possível entrar lá”, diz.

08 de abril de 2008

Imagens do circuito interno de um supermercado mostram Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá com Isabella e os dois filhos horas antes da menina ser morta. As câmeras do supermercado mostram Alexandre com uma camiseta clara e bermuda, roupas iguais as que usava momentos após a morte. O advogado de defesa destaca que o vídeo mostra uma família “harmoniosa”.

11 de abril de 2008

A Justiça concede habeas corpus para Alexandre e Anna Carolina. A saída do casal da delegacia foi bastante tumultuada e reuniu uma multidão que pedia por justiça. Ao deixarem a prisão, os dois foram para a casa do pai de Alexandre na zona norte de São Paulo.

14 de abril de 2008

Os advogados de Alexandre e Anna Carolina levam à polícia roupas que o casal usou no dia da morte de Isabella. A imprensa revela trechos dos depoimentos que Alexandre e Anna Carolina prestaram no dia seguinte à morte da menina. Anna Carolina disse à polícia que havia tido desentendimentos com a mãe da menina, Ana Carolina de Oliveira, por ciúmes. Foram revelados também os depoimentos do porteiro e do síndico do prédio onde Isabella caiu.

15 de abril de 2008

Vizinhos contam à imprensa que ouviram uma briga entre Alexandre e Anna Carolina antes da menina Isabella ser jogada do prédio. “Não era uma briga de casal, mas uma briga de desespero”, afirmou a vizinha que mora no prédio ao lado do casal. A polícia reafirma que não há indícios de uma terceira pessoa na cena do crime e peritos informam que foram encontrados resíduos da tela de proteção na roupa de Alexandre. A tela foi cortada pelo assassino de Isabella.

16 de abril de 2008

A perícia conclui que as manchas encontradas no apartamento são de Isabella e que a menina morreu em consequência da queda. Alexandre e Anna Carolina são convocados a prestar novo depoimento. Eles visitam os filhos mais uma vez. É revelado o conteúdo do depoimento de Ana Carolina de Oliveira à polícia. Ela teria dito que acreditava na participação do casal na morte de sua filha.

17 de abril de 2008

A polícia prende dois rapazes que pichavam o muro de um vizinho de Antonio Nardoni, avô de Isabella. População protesta em frente à residência em que o casal está e a polícia é chamada. Antonio comenta o depoimento da mãe de Isabella, diz que “ela, talvez, tenha exagerado” e que se o filho fosse culpado “já teria assinado confissão”. Laudos do Instituto de Criminalística revelam que Isabella foi asfixiada antes de ser jogada de quase 20 metros de altura. A perícia também constata que a causa da morte foi politraumatismo e que Isabella estava inconsciente, mas viva, quando foi jogada. A pegada achada na cama do quarto das crianças foi atribuída a Alexandre.

18 de abril de 2008

sabella completaria 6 anos e sua mãe faz nova homenagem na página do Orkut. Centenas de pessoas visitam o túmulo em que a menina foi enterrada. Alexandre e Anna Carolina prestam novo depoimento em meio a protestos e são indiciados pela polícia pela morte da menina. A polícia revela ainda que havia sangue de Isabella no carro de Alexandre.

20 de abril de 2008

Alexandre e Anna Carolina concedem entrevista exclusiva à TV Globo e reafirmam que são inocentes. "Somos totalmente inocentes", disse Anna Carolina emocionada. "Nunca encostei um dedo na minha filha", argumentou Alexandre. Segundo ele, a esposa "era uma segunda mãe" para Isabella. Novos trechos dos laudos da perícia são revelados – o pai teria jogado Isabella do 6º andar. Marcas da tela de proteção, segundo a perícia, são encontradas na camiseta dele.

27 de abril de 2008

Polícia realiza a reconstituição da morte de Isabella sob forte esquema de segurança. Trabalhos duram mais de sete horas e não têm a presença de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá. A perícia usou uma boneca de US$ 2,5 mil para representar Isabella Nardoni.

07 de maio de 2008

A justiça aceita a denúncia do Ministério Público e decreta a prisão do casal, que se entrega em meio a tumulto durante a noite. Alexandre é encaminhado para o 13o Distrito Policial e Anna Carolina Jatobá, para o 97o DP. No dia 31 de outubro de 2008, o juiz Maurício Fossen decide que o casal Nardoni vai a juri popular.

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