Esse mundo materialista e ligado no modo automático tem
levado muita gente à loucura. Você mesmo (a), quantas vezes, esse ano, fez
coisas que realmente queria fazer e quantas vezes ligou a vida no automático e
encarou a jornada da semana? É claro que a gente tem as nossas obrigações e
devemos cumpri-las. Ninguém há de viver só de brisa. Mas a vida não pode ser só
obrigação, ela precisa de pausas, de instantes, de momentos para que a gente
possa recarregar as baterias.
Outro dia, eu postei por aqui sobre ouvir música na hora do
banho. Pra muita gente, não faz sentido, não faz diferença. Pra mim é
especial, porque eu me desligo do mundo lá fora. É o meu momento. Enfim, é o
espaço de tempo em meio à rotina onde eu me reconecto a mim mesma. E tenho procurado criar outros também, claro!
Então, não há de ser por falta de grana ou tempo, que a
gente vá se deixar levar pelo modo automático, a ponto de negarmos a nossa
própria existência. Ouvir música no banho, uma pausa pro café ou meia hora, que
seja, lendo um livro ou uma revista é possível a qualquer pessoa.
Em suma, o que eu quero dizer é que se a gente não tira um
tempo pra lembrar que a gente existe,
uma hora, mais cedo ou mais tarde, a vida vai se incumbir desse papel e,
geralmente, da forma menos agradável possível.
Se até Deus criou o mundo em seis dias e descansou no sétimo,
não há de ser nós, meros mortais, que vamos ligar a vida no automático sem uma
pausinha para o relax. Eu mereço, você merece, todos nós merecemos!
Um abração!

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