13 de jun de 2015

Sobre a Parada Gay de São Paulo

Eu ia deixar passar, mas à medida em que novos fatos vêm surgindo, e ganhando a mídia, impossível não comentar sobre a Parada Gay de São Paulo, que aconteceu no último dia 07 de junho.

Antes de entrar no tema em si, eu gostaria de deixar bem claro que eu não sou, nunca fui e jamais serei homofóbica, pelo simples fato de que não fui educada para ser preconceituosa e estou muito pouco preocupada com quem as pessoas se relacionam. Como diria Lulu, considero justa toda forma de amor!. E além do mais, os meus amigos gays são pessoas muito especiais, que têm luz própria e, portanto, sabem muito bem separar o joio do trigo. Logo, não compactuariam jamais com a ideia de eu ser rotulada de homofóbica. 

Há uma palavra imprescindível, de peso, que devemos ter viva todos os dias na nossa cabecinha. Essa palavra é RESPEITO. Não interessa do que você gosta, para que time torce, qual a sua religião, enfim, você tem que ter respeito por si e pelos outros. Quem tem respeito por si e pelos outros pode entrar em qualquer ambiente e conversar sobre qualquer assunto, que tudo dá certo no final. 

Eu fiz um amigo no trabalho, que me ensinou tudo que sabia Ele era gay no último grau, e tinha o maior respeito de todos no ambiente de trabalho. E isso ele conquistou quando, após cochichos aqui e ali, ele reuniu os vendedores da empresa e disse o seguinte: "Meus amigos, vocês querem saber se eu sou viado? Sim, eu sou! Mas de 9 às 19h, eu sou mais macho que qualquer um aqui, e exijo respeito, assim como eu respeito vocês. Alguma dúvida?" - Ninguém deu um pio! E depois disso, todos recorriam a ele, que, sem dúvida, era a pessoa que mais entendia do trabalho. Ou seja, na empresa. o que prevalecia era o respeito e não a condição desse rapaz ou de qualquer outra pessoa.

A Parada Gay, em qualquer lugar do país, ou do mundo, é um evento que deve ser respeitado, porque é o momento em que a comunidade LGBT tem a oportunidade de ter visibilidade e chamar a atenção para as questões do movimento, principalmente, no tocante à violência. Quem  não gosta do evento, simples, no dia do evento, não sai de casa no horário da parada gay.  

Agora, como comentei, respeito é uma via de mão dupla, não dá para ser unilateral. E no último dia 07, infelizmente, várias questões de falta de respeito foram registradas durante a Parada, como a falta de sensibilidade em tratar dos símbolos religiosos. Tinha necessidade, meu povo? Não tinha! Faltou o quê? O respeito.

Sobre a transexual 'crucificada', por exemplo, o cardeal Dom Odilon Scherer chamou a atenção para a questão da banalização dos símbolos religiosos.


Quando a Transexual Viviany disse que a crucificação era para chamar a atenção para a dor que a classe sofre, eu até entendi, embora continue não concordando com a utilização do simbolo.

Outra questão: Aquele menino, de aparentemente 10 anos de idade, além de ter tido sua foto divulgada, sensualizou na Paulista e ainda foi estimulado com o "Vai tigresa", Cadê os responsáveis por essa criança?  Uma coisa é a pessoa já ter uma certa idade, digamos 18 anos, e chegar para os pais e dizer que 'saiu do armário'. Pô, com 18 anos, o problema de sair ou não do armário é de quem quiser. Agora, esse menino, aos 10 anos de idade, ainda não tem opinião formada sobre a sua sexualidade; pode sofrer constrangimento no colégio, enfim, atitude totalmente reprovável. Houve aí respeito pela própria criança?



O que começa errado, não pode terminar bem. Gay significa alegria, mas o que aconteceu no último dia 07 na Paulista foi muito triste! Não curti!

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