21 de jun de 2014

Qual caminho tomar?

A coisa mais difícil de viver é o fato da gente ter que conviver com a gente mesmo, não é? Todo mundo sonha em ter aquela vida de filme, como aquela cena em que a mulher levanta da cama, se espreguiçando, abre as cortinas brancas e se depara com aquele visual lá fora maravilhoso. Quem nunca sonhou em protagonizar uma cenas dessas? Mas aí a criatura abre os olhos de manhã,  já com mil problemas na cabeça, com um monte de obrigações a fazer, e se dá conta do pacote em que ela se tornou levando aquela vidinha bem sem sal, bem monótona.

Bom, uma coisa é fato: Nós estamos exatamente no lugar em que nos colocamos! Ninguém, repito, NINGUÉM, nos colocou na nossa situação atual, a não ser nós mesmos.

Nós nos escravizamos de certas ideias e, por conta disso, passamos a ver um monte de obstáculos na vida. E aí tudo se torna difícil! E essa série de circunstâncias de dificuldades que vamos criando ao nosso redor, acaba nos afastando do nosso EU. E quando nos distanciamos do nosso EU, nem vivenciando aquela cena de filme que eu citei, traz algum tipo de satisfação.

Não tem aquela máxima, que a gente vê muito em redes sociais, tipo,’ odeio segunda-feira, vai começar tudo de novo...’  Não é a segunda-feira que é ruim, mas o que você faz dela é que acaba tornando-a um horror para você, porque a segunda-feira, no calendário, é tal igual a terça, quarta, quinta, e por aí vai!

Que caminhada tem o seu futuro? Você está caminhando para onde você quer estar daqui a 5, 10 anos? Pensa bem! Você está no ‘tem que...’ e no ‘e se...’, ou você está de fato semeando hoje, o futuro que você quer pra você amanhã? Se você estiver na primeira hipótese, você está colocando as coisas e os outros em primeiro lugar e se deixando pras trás. Logo, não é bom você viajar mundo com essa cabeça, porque o seu futuro não será muito distante da sua realidade atual,  sinto te dizer isso!

Gente, viver na terra do nada ou do ninguém também é uma opção de vida. Ok! E o nada aqui, não é fato de ter ou deixar de ter algo material, me refiro ao vazio da alma, daquela pouca vontade de ir em buscar do que traz a felicidade,o  bem-estar, essas coisas.  E se anular, viver só para fazer isso ou aquilo, mecanicamente, tira o gosto de viver, porque a pessoa acaba se tornando uma coisa que faz, porque ela não faz com prazer, mas porque ‘ tem que’ fazer.  E aí, é claro, a vida vira uma droga.

A vida não nos impõe nada, a gente é que gera esse modo de estar, de ser, de viver!

Você lembra aquele dia em que te deu uma coisa na cabeça, você virou a mesa, jogou tudo pro alto,  disse chega e colocou um ponto final no que te incomodava, lembra?  Naquele dia você se sentiu com o poder nas mãos, não foi? Não te deu aquela sensação de liberdade, de leveza, de sei lá? Pois é! Naquele dia você foi você, você estava no seu EU! Naquele dia não tinha pai, mãe, avó, mozão, filho, ninguém na sua cabeça. Você havia se decidido por tomar uma decisão, foi lá, tomou e pronto! Mas infelizmente, se te deu essa doida umas duas ou três vezes na vida foi muito, porque, afinal, é um desgaste de energia muito grande e nem sempre você está com disposição pra isso, né? Então, não dá para reclamar dessa vida de chuchu aguado que você anda levando, porque se você não quer gastar energia para viver a própria felicidade, ninguém irá gastar por você.

Em suma: Para viver bem é preciso querer mesmo, querer muito. Do contrário, protelar, se autossabotar e ficar só no planejamento, só irá proporcionar um futuro tão sem sal, tão chuchu aguado, como o presente! Tá na sua mão a escolha!

Um abração!

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