14 de out de 2013

Cada um com os seus problemas


Muitas vezes as pessoas passam anos indo à igreja, ao psicólogo, praticando caridade, na expectativa de que as coisas melhorem em suas vidas. E muitas vezes não melhoram! Quem nunca passou por isso? É a tal da frequência na qual a gente se mete e dela não consegue se livrar! Por exemplo: Se desde criança alguém diz que você tem uma missão na vida, se você introspecta isso e passa a viver em função dessa 'missão', ainda que aparentemente você não se incomode, todas as vezes em que você não conseguir resolver um problema de família, um problema do trabalho, seu mundo vai desabar, porque você não aceita nada além da perfeição.

Ninguém veio a esse mundo para carregar a cruz dos outros. Cada um na sua, com os seus problemas.  Mas aí tem aquela pessoa que não pode ver um problema passando na sua frente, que quer logo abraçá-lo, assumir pra si, dar jeito, resolver tudo e, no final das contas, o brinde é ser o centro das atenções. Eu conheço essa história!

Nós não somos o centro do universo, não somos a luz da humanidade e não viemos para carregar o mundo nas costas, a cruz de ninguém! Isso é fato! Mas quando a gente assume essa posição, também não podemos reclamar do merdelê que a nossa vida se torna!

Nossa, quantas vezes  na vida, eu assumi problemas que não tinham nada a ver comigo! E é claro que em primeiro plano, a culpa não é de quem recebia o auxílio, mas meu, de meter o bedelho! Mas você pode estar pensando: "Ah, Monique, mas se eu não fizer isso por fulano ou beltrano, eles podem ficar chateados comigo, porque eu me comprometi e blá blá blá..." A gente tem o livre-arbítrio e o direito de fazermos qualquer coisa, até mesmo de deixar que as pessoas caminhem com suas próprias pernas.

Não sei se já contei por aqui, mas uma vez, uma pessoa conhecida estava com problemas na sua atividade. E essa pessoa era uma pessoa de mídia. Um dia, eu percebi essa pessoa estava pra baixo e me ofereci para fazer um organograma da semana seguinte do seu trabalho, entendendo que tendo tudo mastigado naquele período, dali por diante a criatura poderia pegar fôlego novamente e prosseguir. Tive um trabalhão, montei um organograma bonitinho, enviei, a pessoa agradeceu e aplicou. Ok, continuei a tocar a minha vida, mas notei que a pessoa sumiu. Um belo dia, essa mesma pessoa veio me questionar dos motivos pelos quais eu não estava ajudando-a mais, que ninguém a ajudava, que ela não tinha amigos... Sinceramente, eu não estava acreditando que a criatura havia me dito isso. Moral da história: ela queria que toda semana eu fizesse o serviço dela, pra ela ficar numa boa. Ah, dá um tempo! Nunca mais dei uma ideiazinha a ela. Fui egoísta? Não! Eu não tenho obrigação de fazer o trabalho de ninguém. Se a pessoa não se considera competente, pendura o boné!

Eu adoro, de coração, fazer as coisas de bom grado, quando estou com vontade. Mas quando eu percebo a pessoa está tentando sugar as minhas energias, eu paro, eu travo e não faço mais nada. Não vou ajudar ninguém, nem a mim mesma, se eu sempre passar a mão na cabeça, assumir as responsabilidades dos outros. O mundo dá às pessoas as mesmas condições de aprendizado. Quem realmente quer fazer alguma coisa ou conquistar algo, dá o seu jeito, mas consegue! Quem não quer, fica tentando arrumar muletas por aí! E eu é que não quero ser muleta de ninguém! Você quer?

A gente precisa e tem que fazer aquilo que nos deixa felizes! Quando a gente se castiga, a mente sofre, o corpo sofre, a gente se acaba e mundo continua girando, como se nada tivesse acontecido.

Não é fácil bancar o preço de viver sem  absorver os problemas dos outros, de se negar a ser a muleta de alguém. Agora, impossível, não é! Quando alguém chega perto da gente com um problema, nós temos opções: ouvir ou não! Ajudar ou não! Se a pessoa vai entender, vai gostar ou não, é problema dela! Agora, ficar bem e viver bem, é um problema nosso, só nosso!

Um abração!

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