10 de jan de 2013

Entre o virtual e o real

Entre a vida virtual e a real vai uma longa distância, embora muitas pessoas nos imaginam como nos portamos virtualmente. Ok, ninguém há de ser completamente diferente entre o discurso e a vida prática, mas não podemos resumir as pessoas somente por 140 caracteres do twitter, ou talvez um pouco mais, do facebook.

A convivência diária virtual pode nos aproximar de pessoas que imaginamos ter ideias semelhantes as nossas, mas é preciso um pouco mais de convivência, um contato real, para que realmente possamos, ou não, consolidarmos as nossas amizades.

Eu já tive a grata satisfação de construir amizades virtuais, houve o contato real e a amizade se consolidou. Por outro lado, algumas experiências virtuais não me estimulam a estender a amizade além do monitor. Pela prévia, percebi que não vale a pena, não há compatibilidade, definitivamente.

A internet tem essa vantagem de aproximar pessoas que, talvez, jamais se encontrariam na vida, bem como reaproximar amigos distantes. Mas nunca é demais ressaltar que, como diria a vovó, 'prudência e canja de galinha, não faz mal a ninguém'. As pessoas se aproximam naturalmente, pela afinidade, pelas ideias. Aproximações forçadas, tentativa de invasão de privacidade, pode esconder outros interesses, menos afinidade.

Eu já cheguei a comentar por aqui, mas é sempre bom repetir: Esse negócio da pessoa ficar perguntando pela sua vida, onde você mora, quantos anos tem, o que você faz etc, é indelicado, indiscreto, além de ser perigoso. Quem tem conhece, não especula sobre a sua vida; quem não te conhece, mas demonstra ter uma certa afinidade, um certo alinhamento de ideias, com o tempo, irá sanando todas as dúvidas a seu respeito, sem precisar de um questionário.

Entre o mundo virtual e o mundo real, existe a realidade, que pode avalisar a conduta virtual de alguém ou não. Fazer amizades é muito bom, mas para que estas não se transformem em dores de cabeça no futuro, o ideal é que sejam construídas, dia-a-dia, naturalmente. Especulação, questionário, perguntas demais podem esconder interesses escusos. Não caia nessa!

Um comentário:

  1. Este assunto abordado por você é muito interessante, pois a internet sob todos os aspectos não é uma ferramente muito poderosa e primeiramente os pais tem que assumirem o seu papel, pois as crianças ainda não possuem maturidade para gosar de liberdade, volto a repetir sob todos os aspectos a internet tem que ser rediscutida.
    Os adultos também são crianças.

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