27 de nov de 2012

Boas sementes dão bons frutos

No último domingo, 25, celebrou-se o Dia Internacional de Combate contra a Violência à Mulher, e a campanha segue até o dia 10 de dezembro, data do Dia Internacional do Direitos Humanos.

A data de 25 de novembro de 1960 ficou conhecida mundialmente por conta do maior ato de violência cometida contra mulheres. As irmãs Dominicanas Pátria, Minerva, e Maria Teresa, conhecidas como “Las Mariposas”, que lutavam por soluções para problemas sociais de seu país foram perseguidas, diversas vezes presas até serem brutalmente assassinadas.


A partir daí, 25 de novembro passa a ser uma data de grande importância, principalmente para aquelas que sofrem ou já sofreram violência.

Em 1999, a Assembléia Geral da ONU proclama essa data como o ”Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra a Mulher” a fim de estimular que governos e sociedade civil organizada nacionais e internacionais realizem eventos anuais como necessidade de extinguir com a violência que destrói a vida de mulheres considerado um dos grandes desafios na área dos direitos humanos.

No Brasil, a partir de 2006, a Lei Maria da Penha passou a considerar a agressão contra a mulher como um ato mais ofensivo, pois até então, 'em briga de marido e mulher, ninguém metia a colher'. Maria da Penha lutou durante 20 anos até conseguir ver o seu ex-marido, que a colocou numa cadeira de rodas, ser preso. E conseguiu.

Mas hoje, infelizmente, apesar do público feminino estar solidificando o seu espaço na sociedade, ocupando espaços de destaque em vários setores, como a contra- almirante, recém empossada no país, muitas mulheres ainda são agredidas e, muitas vezes, mortas, por aqueles que, um dia, foram seus companheiros.

O Brasil ainda tem uma cultura muito machista, principalmente, nas castas mais baixas da sociedade. Enquanto não se 'atacar' o problema na raiz, muitas vidas ainda serão  ceifadas.

Mulher não é só objeto de cama, mesa e procriação. Ela tem os mesmos direitos e deveres que os homens, assim como prega o artigo 5º da nossa Constituição Federal, que diz 'todos são iguais perante à lei, sem distinção...'. A meu ver, semear a ideia da igualdade, e não o da subserviência, poderá a médio / longo prazo mudar essa triste realidade que ainda se vivencia, não só no país, contra a mulher.

Ainda não há a cultura da igualdade no Brasil, uma vez que cotidianamente podemos observar, em letras de músicas, por exemplo, mulheres sendo tratadas como objeto,  frutas (consumo imediato e descartável), cachorras, e por aí vai. Essa cultura tem que mudar.

A violência doméstica não surge do nada. Surge a partir do entendimento daquela mulher, de que ela foi feita para procriar, cuidar da casa, enquanto o marido vai trabalhar. Surge, quando a mulher não se valoriza, se deixando ser tratada por cachorra, como fruta; se deixando mandar pelo namorado, depois pelo noivo, e finalmente, por um marido, potencialmente, agressor, que toma a mulher como posse e não como esposa.

Não sou, nem nunca fui, feminista, pelo contrário, sempre tive mais facilidade em lidar com o universo masculino, do que com o feminino, pois meu pai procurou me educar de forma que, não há distinção entre homem e mulher, somos iguais, e devemos, igualmente, nos impor e praticarmos o respeito mútuo.

A violência contra a mulher, contra o idoso, contra a criança são campanhas que devem ser amplamente estimuladas, mas mudar a cultura, desde a tenra idade, de que pessoas não são coisas, deve ser mais estimulado e difundido desde sempre.

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