24 de mai de 2011

Não seja um diamante bruto a vida inteira

Ao nascermos, somos como diamantes brutos e vamos sendo lapidados com o tempo, através do conhecimento que adquirimos durante a nossa jornada aqui na Terra. É bem verdade que alguns diamantes permanecem brutos a vida toda, mas enfim cada um com seu cada um.

O que eu me recuso a aceitar é o fato de algumas pessoas propagarem por aí, que só as "elites" podem gostar de um gênero musical, por exemplo, enquanto a classe mais simples da nossa sociedade tem que aceitar o que a mídia "lhe empurra". Aliás, a mídia, de modo geral, ultimamente não tem contribuido culturalmente em nada nesse país.

Eu não entendo, sinceramente, porque a mídia massifica um gênero musical e priva o grande público de ampliar os seus horizontes. A minha mãe, por exemplo, teve uma infância muito difícil, muito simples, não pôde estudar o quanto gostaria, mas adora música clássica, porque uma vez que tal gênero musical lhe foi apresentado, ela mesma teve condições de formar sua própria opinião quanto aos seus gostos musicais.

Eu não sei se já contei essa história por aqui, mas o tema é oportuno para trazê-lo novamente, se for o caso. Eu tive uma empregada que uma vez chegou aqui em casa com um CD do marido, que segundo ela, era "CD de velho". Bom, lá fui eu escutar o tal CD, e eis que me surpreendi ao ouvir Tom Jobim e Vinícius de Moraes. Em seguida perguntei a ela, ´qual o seu gênero musical preferido, que tipo de música você gosta de ouvir? - Ela de pronto me respondeu: "Funk! Só gosto de funk!"

Resumindo a história, ela só gostava daquele gênero, porque ela só tinha acesso, basicamente, aquele gênero, porque quando eu comentei a ela que Jobim e Vinícius não faziam músicas de "velho", mas verdadeiras obras musicais, segundo ela própria, começou, aos poucos, a ouvir o tal "CD de velho" com o marido e passou a apreciá-lo, não tendo que abandonar a sua predileção pelo funk. Ou seja, a moça ampliou o seu leque de opções, ampliou os seus horizontes, se lapidou um pouco mais.

Quantas crianças de periferia, quanto têm oportunidade, não se tornam grandes músicos, grandes dançarinos? A maioria dos projetos sociais sérios vão buscar em meio aos mais humildes os grandes talentos. Isso é ser elitizado? Por que tudo que é ruim, tem que ser atribuído à classe pobre, e tudo que é cultura, que é bom, é da "elite"?

Bem, se fazer parte da elite é fazer parte do melhor, eu quero ser da elite então! E você? Aliás, se pararmos para pensar, quando a gente se refere à elite do futebol, nos referimos aos melhores jogadores; quando a gente se refere à elite da música, nos referimos aos grandes cantores e compositores...

Enfim, não nos deixemos nos influenciar só pelos modismos, nem nos acomodemos com o pouco que nos oferecem. Vamos nos lapidar!

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