6 de fev de 2011

A culpa é de quem?

Eu recebi um e-mail dia desses, cujo o teor era relativo a insatisfação da pessoa com relação a uma prestadora de serviços. Junto, vinha a cópia da conta e a frase: "vamos fazer esse e-mail chegar a Dilma" (presidente)!

Embora seja público e notório que eu não tenha votado nela, fiquei pensando o que a presidente teria a ver com a conta dessa pessoa. E aí, com toda a franqueza, eu respondi o seguinte: Não se ataca o problema na ponta, mas sim na base, na raiz!

Para ser transparente, o que eu quero dizer é que, em toda situação desastrosa, ruim, nós temos que jogar a responsabilidade para alguém. Tem que haver um Judas para malhar. Não importa se há o envolvimento de outras pessoas. Uma pessoa tem que ser culpada! Exemplifico!

A OREM (Olimpíadas de Medicina) em Friburgo foi um desastre, uma experiência p/a cidade horrível. Culparam um determinado político que articulou a sua vinda, inclusive, os seus companheiros de Casa criticaram. Só que os críticos votaram favoravelmente para que o evento ocorresse na cidade, bem como, ao contrário do que fizeram depois, não preveniram antes o responsável pela articulação, que por um acaso presidia a Comissão de Educação e Esportes, de que o pior poderia vir a acontecer. É a velha história: apareceu um culpado, isso basta.

A tragédia em Nova Friburgo é culpa da ex-prefeita, que foi prevenida em 2007 pelo MP sobre possíveis tragédias, e que está usando o maquinário do DER para limpar a sua casa? Ela também tem a sua parcela de culpa, haja vista que foi prefeita por 8 anos e nada fez para impedir a construção de casas em áreas irregulares, nem ofereceu casa a essas pessoas. Mas essa tragédia é fruto da falta de políticas públicas e omissão por parte de todos os governantes que passaram pela municipalidade, até os dias de hoje. Então, não podemos apontar um só culpado, até porque todos nós friburguenses demos a nossa parcela de contribuição elegendo os nossos governantes.

Fora do campo da política, também é possível analisarmos essa questão. Por exemplo: A moça inteligente, bonita, na moda conhece o seu príncipe encantado, se casa com ele, e a partir de então se deixa de lado para viver em função do príncipe. Aí a criatura enjoa daquela mulher chata, que nada lembra aquela figura agradável que conhecera, troca ela por outra, e aí ela põe a boca no trombone: "larguei tudo, abri mão da minha vida, da minha aparência em função de você!" - E vem a pergunta: Ele pediu para que ela se anulasse em função dele? Ele é o culpado pela escolha equivocada da esposa? Bom, muitas vezes sim. Mas deixemos claro que nada acontece na vida de um casal, se não houver o consentimento de ambos.

Existe aquele velho ditado que diz: "quando você aponta um dedo a alguém, lembre-se que há outros apontados para você!" - Não é verdade?

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