17 de fev de 2011

Boca no trombone

Há dias em que eu leio as minhas notas, e eu própria não me aguento. Quanta reclamação! Mas também , por outro lado, se eu não reclamar do que vejo de errado ao meu redor, ninguém o fará por mim, certo?

Não sei se foi ontem, mas li algo a respeito da passividade do povo brasileiro, que acaba aceitando tudo sem reclamar. Eu não consigo ser assim, não é da minha natureza e nunca será, sempre fui questionadora.

Não posso aceitar passivamente que os serviços prestados por algumas empresas, aqui em Friburgo, deixam muito a desejar. Sorte temos quando funciona 99%, porque 100%...

Não posso aceitar passivamente que as roupas doadas para Friburgo sejam tratadas como lixo, bem como a doação de água, leite etc fique sob a custódia de pequenas autoridades. Ok, apareceram oportunistas tentando tirar proveito da situação, mas e quem de fato precisa? Tem que se humilhar mais, do que talvez já esteja?

Sem contar em âmbito nacional em que políticos ficam contando migalhas para dar ao povo, como se nós fôssemos pombos de praça, ao mesmo tempo em que se beneficiam num piscar de olhos, sem titubear.

Enfim, o povo precisa se conscientizar e começar a amadurecer a ideia de que quem cala, consente. E nem sempre, para não dizer na maioria das vezes, consentimos com tudo o que se apresenta na nossa frente. Bom, eu pelo menos, ando muito pouco satisfeita.

E aí o que me resta é não me sentir conivente com esses fatos e, consequentemente, coloco a boca no trombone. Uma coisa é fato: a consciência está leve feito pluma!

Até a próxima!

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