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7 de jun. de 2019

Partiu o Divino do Rock

Sergio Bustamante, ou simplesmente, Serguei, faleceu no dia de hoje aos 85 anos de idade. Uma pessoa de presença marcante e histórias interessantes, uma delas era do seu caso com a Janis Joplin, que ele alimentou a vida toda.

Após sair do cenário da grande mídia, o rockeiro foi abraçado e reverenciado pelo mundo do motociclismo, devido ao seu carisma, ao seu encanto pessoal. Fazia o seu show, com o mesmo tesão, para 200, 500 ou 1000 pessoas. Não fazia exigências. Descia do palco, dava uma volta pelo encontro motociclístico, mas geralmente não permanecia muito tempo nos eventos, porque era bastante assediado e eu acredito que, como ele tratava a todos com tamanha atenção e delicadeza, ele não queria perder a qualidade de interagir com os seus fãs.

Eu e o Zé costumávamos ir a quase todos os encontros motociclísticos e dessa forma, a gente quase sempre o encontrava, ainda mais que, quem o empresariava era o Nelson Hottz, que também tem um filho artista, e que, por um acaso era muito conhecido do Zé.

Em um evento em Iguaba Grande, Serguei estreou a camisa 'Eu comi a Janis Joplin'. Após o show, que não estava tão bombado assim de gente, ele desceu do palco, viu a mim e o Zé e veio dar um alô, perguntou se a gente havia curtido o show. Eu comentei sobre a camisa com a referida frase, e ele, muito envaidecido, disse que havia sido um presente do Max Cavallera, quando ele foi desfilar no São Paulo Fashion Week pela marca.

Saquarema o recebeu de braços abertos e o adotou mesmo. Serguei teve garantido o seu cantinho pra morar e uma contribuição mensal da prefeitura. Nada mais justo, afinal, ele era o anfitrião do Templo do Rock.

Mais um capítulo da nossa cultura que se encerra. Serguei, agora, vai encantar os palcos do universo, quem sabe de outras galáxias!!!

Valeu, Divino do Rock!

13 de fev. de 2019

Boechat, Deisi e Bibi. Vá com calma 2019!

Que ano, hein! E nós ainda estamos no início do ano! A perda do Boechat na segunda-feira foi um duro golpe. Aqui em casa, o dia começava com a opinião dele, na parte da noite, eu e o Zé também costumávamos assistir ao jornal da Band, que ele ancorava. Concordando ou não, a gente sempre levava em consideração as ponderações do 'Boechato'! Ficamos um pouco órfãos nessa área.

Na terça-feira, uma das Fat Family partiu para o andar de cima, vítima de um câncer de fígado. Partiu tão nova, 39 anos! Eu me lembro de ter curtido bastante o Fat Family, quando o grupo surgiu nos anos 90. Os irmãos tomaram conta do cenário musical durante um bom tempo.

E nessa quarta-feira, nós infelizmente nos despedimos também de Bibi Ferreira, que faleceu aos 96 anos. Uma grande diva, que trabalhou até os 95 anos e quando encerrou  uma turnê, lançou uma nota à imprensa informando que estava saindo de cena.


Eita! Calma aí 2019! As inúmeras teorias da conspiração já começam a tomar conta das redes sociais. Vá com calma!

E que Deus nos guarde e nos proteja!

27 de ago. de 2018

Um beijo, tia Nedir, até um dia!

Hoje, eu recebi a triste notícia da passagem de uma de minhas tias, irmã mais velha de papai, que era tão especial, que partiu aos 93 anos com uma memória invejável e uma visão também (mesmo nessa idade, não usava óculos e fazia crochê e tricô perfeitamente).

A última vez que falei com a tia ao telefone, ela me perguntou quando eu ia visitá-la, porque ela estava com saudades. Eu prometi que iria em breve. Eu gostava de ir visitá-la, mas nem sempre era possível.

Há pouco tempo, quando soube que eu iria passar por uma cirurgia, mandou avisar que ia rezar por mim, e que tudo ia dar certo.

Ela era uma pessoa espiritualizada e, aparentemente, trabalhava bem a morte, assim como papai também era, e assim como ele também me ensinou a ser.

Muita gente tem medo da morte! Que bobagem! A vida é um instante e a morte é uma passagem de estágio. É evidente que é doloroso pra quem fica, mas não pra quem parte (aliás, é a libertação de muitas dores).

Nós nunca estamos preparados pra dizer adeus. Nós não fomos educados para entendermos sobre a finitude da vida. Mas até ela, um dia, chega ao fim. E é preciso aceitar essa realidade, porque não há outra opção!

Todos os dias são únicos! A ocasião especial é sempre hoje! Essa é a lição!

Um beijo, tia Nedir, até um dia!

5 de mai. de 2018

Feliz recomeço, Gaspa!

Em 2005, se não me engano, eu vi um programa na TV, que acabou fazendo parte das minhas tardes. Tratava-se do Encontro Marcado, com Luiz Gasparetto. Eu me apaixonei pelo modo como ele fazia suas análises, ajudava as pessoas com o seu misto de conhecimento técnico, enquanto terapeuta, e médium. Alguma coisa havia mexido comigo a partir daquele 'Encontro'. Infelizmente, poucos anos depois, o programa chegou ao fim.

Em um momento muito delicado da minha vida, que só tendia a piorar, por um acaso, não sei como, acabei encontrando novamente o Encontro Marcado, com Luiz Gasparetto, só que pela rádio Mundial. Nossa, que alegria! Eu me agarrei àquela segunda chance para tentar melhorar o meu entendimento sobre a vida, a partir das 'chineladas' que o Gaspa distribuía.  Mas mais uma vez, o programa acabou chegando ao fim.

No momento da minha vida em que o mundo caiu, desabou e só os escombros restaram, eu busquei sobre as lições 'chineladas' do Gaspa e, a partir delas, foi que eu consegui 'matar alguns dragões' fundamentais para que eu pudesse continuar a manter a minha sanidade mental.

O Gaspa fazia questão de deixar bem claro a todos os seus seguidores, que ele não queria ser muleta de ninguém, mas luz no fim do túnel. E conseguiu, ao menos para os que, verdadeiramente, entenderam as suas lições.

Eu não fui aluna nota 10, mas posso afirmar que aprendi muito com ele, principalmente, ao perceber o quanto a minha ilusão me prejudicou.

Eu vivia sentada de frente para uma janela, com as cortinas fechadas. O Gaspa veio e abriu as cortinas, que me possibilitaram enxergar o outro lado. E foi tão bom, que a luz que entrou pela casa atingiu até o Zé.

O Gaspa dizia que a vida só tem fim para quem não acredita no recomeço!

Um feliz e iluminado recomeço, Gaspa!

Obrigada por tudo!

5 de set. de 2017

Rogéria, descanse em paz!

Nesta segunda-feira, eu pretendia postar algum tema esotérico, que há muito não trazia para o blog. Mas infelizmente, as redes sociais começaram a noticiar o falecimento de Rogéria, que nasceu Astolfo, na cidade de Cantagalo, bem próxima da minha cidade, por sinal, correu o mundo, voltou para o Brasil e assim encantou a todos até o seu último dia.

Rogéria foi atriz e, mais do que isso, uma diva, que jamais precisou se empoderar, sair por aí gritando que qualquer coisa era homofobia, porque ela era muito mais do que rótulos e, por isso, foi tão amada, principalmente, por nós, mulheres, que conseguíamos enxergar nela essa alma feminina.

Descanse em paz, Rogéria!