Mostrando postagens classificadas por relevância para a consulta muro. Classificar por data Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens classificadas por relevância para a consulta muro. Classificar por data Mostrar todas as postagens

29 de jan de 2012

Resultado da chuva de hoje aqui em casa

Hoje pela manhã Nova Friburgo amanheceu debaixo de chuva forte. E em consequência disso, o meu dia (virtual) foi dedicado à página que mantenho no facebook, onde procuro repassar as informações, bem como registros atualizados, até mesmo como forma de tranquilizar as pessoas, pois nem sempre as TVs têm condições de manter os munícipes atualizados por todo o tempo.

Conforme eu já havia registrado por aqui no início do mês (clique aqui), logo na entrada do ano novo, parte do muro aqui de casa foi rio abaixo.

Hoje, 29, com chuva intensa, eu e meu marido ficamos apreensivos, porém já conformados, de que parte do muro que ficou pendurado poderia vir abaixo. E não é que veio?

Essa foto foi tirada às 12h17. Parte do muro ainda permanecia em pé!



E às 17h, após ouvir um estrondo, fui até à garagem conferir o resultado, que foi esse aí! Nem muro, nem árvore, nem terreno! :(



Vamos em frente! A vida continua!

6 de set de 2012

Semana 'bombou'

Obras para reconstrução do muro aqui de casa, enfim, terminaram. Próxima semana, obras em casa. Tempo meio curto e um torcicolo que me derrubou.

O muro já foi reconstruído, o torcicolo ainda persiste, mas nem tanto quanto antes. Nas redes sociais, o assunto campanha política está 'bombando'! Salve-se quem puder!

Mas enfim, feriado de 07 de setembro está aí!

Bom descanso a todos!

3 de jan de 2012

O sol apareceu, porém...

Depois de Nova Friburgo passar os dois primeiros dias do ano sob tensão em função das fortes chuvas, finalmente, São Pedro deu tregua e resolveu mandar um solzinho, que bom, que alívio.

Infelizmente, a minha cidade retornou ao cenário nacional de forma lamentável, de forma quase trágica, porque, graças a Deus, fora a falta de políticas públicas durante todo o ano de 2011, Nova Friburgo só sofreu mesmo com a lama, que tomou muitos pontos da cidade.

Finalmente pude ir ao jardim deixar meus cães correrem livremente, até que tive uma desagradável surpresa - o muro da garagem aqui de casa veio abaixo em decorrência da água que minou, ainda mais, de uma nesga de terreno aqui ao lado de casa, que ninguém sabe se tem dono (uns dizem que sim). A prefeitura está ciente desde 2005, mas não veio tomar qualquer providência, não para evitar o caimento do meu muro, mas como prevenção para a rua não vir abaixo, o que, mais cedo ou mais tarde, irá acontecer.

É sempre assim! Quem sai no prejuizo é o cidadão, que paga IPTU altíssimo, mas não tem nenhum serviço em troca, como de direito.

Pior agora é o medo de deixar os cães livremente pelo jardim, porque, principalmente o Cocker, curioso e ativo como só, numa de conferir o local, pode parar dentro d'água (não gosto nem de pensar!).

Mas vamos em frente!

Um abração!


7 de mar de 2011

Bunker das artes

Antiga casa de Hitler em Berlim é transformada em galeria de arte

Símbolo de um regime que se desejava esquecer e impossível de derrubar – as paredes têm dois metros de espessura –, o local foi depósito de bananas durante o regime comunista (o apelido era “banana bunker”) e boate de todos os tipos após a Queda do Muro. Como não tinha ventilação ou saídas de emergência adequadas, foi fechado, até ser comprado publicitário Christian Borospara abrigar e expor sua coleção de cerca de 600 obras de arte.

No momento, cerca de 100 trabalhos estão expostos, com linhas gerais sobre luz e espaço. Há muitas obras, por exemplo, do dinamarquês Olafur Eliasson, que reproduz fenômenos da natureza. Logo na primeira sala, “Berlin Color Sphere” é um lustre que projeta reflexos coloridos nas paredes e no teto.



A obra sem título de Monika Sosnowska “engana” o público: parece feita de ferro (é de madeira), parece um objeto sólido (é penetrável) e, quando você caminha por dentro dela, perde-se. Já as muitas obras de Anselm Reyle desafiam o bom gosto, usando materiais como luzes de neon e tinta com glitter.

Muitas criações tiveram de ser adaptadas ao espaço, já que nenhuma foi feita sob encomenda. É o caso de “Zeittraum”, de Katja Strunz, uma série de esculturas que parecem de papel. Elas sobem pelas paredes de uma sala que atravessa três andares. Já para a instalação de Santiago Sierra, grande demais para a sala (o que atende ao propósito do artista), foram abertos buracos nas grossas paredes.


São trabalhos impressionantes, num espaço mais surpreendente ainda. Em julho, as obras atualmente em exposição serão trocadas por outras da coleção de Christian Boros.

Reportagem do IG

Vamos falar a verdade! A ida do público ao Bunker Cultural se dará muito mais pela própria história do prédio, do que por madeira que atravessa a parede, né não?

20 de dez de 2010

Atitude e não modismo

Os Taitianos acreditavam que tatuar o corpo era uma forma de conter o seu poder sagrado.

No final do século XIX e início do século XX as tatuagens eram muito populares junto dos aristocratas (homens e mulheres), porque eram os únicos que podiam suportar os elevados custos de fazer uma tatuagem.

Tatuar é fazer da pele um papel em branco, onde se desenha e se colore. E assim como a folha de papel, não dá para apagar um desenho da pele sem ao menos deixar algum vestígio, alguma informação de que por ali já passou uma tatuagem.

Tatuagem é atitude, não é modismo! Por isso, a todas as pessoas que já me perguntaram se valia a pena, se eu não tinha enjoado da minha, se não sabiam se tinham certeza de fazer uma ou não, estimulei-as a não fazer. Para fazer uma tattoo, você tem que ter certeza de que está muito a fim. Esse foi o meu caso e até hoje não me arrependo, pelo contrário, como eu já comentei antes no post Tatuagem, a minha tatuagem é parte de mim. Não dá para me imaginar sem ela e ponto final.

Fazer a primeira é uma decisão a ser tomada por um bom tempo (um ano, pelo menos). Agora, depois de fazer a primeira, o impulso para fazer outras é muito grande, portanto, é preciso ter um certo autocontrole nesse sentido também, porque há uma linha muito tênue entre a arte expressada no corpo e a aparência de muro pichado! Há pessoas que fazem 50 desenhos no corpo, que ficam lindos, enquanto outras pessoas podem ter 8 ou 9 desenhos, que não tem nada a ver, não combinam com a pessoa. É difícil de explicar!

E como eu também já comentei antes, não sou fã dessas tatuagens-homenagens, onde a pessoa tatua o braço inteiro para homenagear o parceiro ou parceira, como se isso fosse "segurar" alguém. Não gosto, não aprecio!

É preciso ter um certo cuidado também com as tendências. Não faz muito tempo, todo mundo estava fazendo tribal. Ok, você aprecia o desenho tribal? Faça-o a qualquer tempo. Mas nessa época houve uma uniformização desse estilo. Despersonaliza! Afinal, você não ficará com a cara da Angelina Jolie ou Brad Pritt, porque eventualmente, eles tenham uma tatuagem tribal e você também, concorda comigo?

Bom, sobre o profissional, pelo menos aqui em Nova Friburgo, eu indico o Luizinho. Mas quando você resolver, enfim, que é chegado o momento de você fazer uma tattoo procure se informar sobre o profissional antes de entregar o seu corpitcho a ele.

Alguns desenhos interessantes e originais que encontrei por aí! Inspire-se!

Linda, simples e discretas essas tatuagens de gato!





Os gatos representam uma enorme flexibilidade e capacidade de mudança e de adaptação. Acredita-se que quando um gato surge de forma misteriosa ou inesperada nas nossas vidas, está na altura de mudarmos alguma coisa, de sermos mais flexíveis e tolerantes. Os gatos têm ainda uma aura de magia e secretismo a eles associados, pela forma silenciosa e quase invisível que se movimentam, quer de dia, quer de noite.

Borboletas!




Borboletas representam liberdade e metamorfose, podendo marcar uma nova etapa na vida ou então servir como lembrança de uma importante conquista. É, sem dúvida, a tatuagem feminina mais popular e a quarta imagem mais solicitada nos tattoo estúdios depois das tatuagens tribais, estrelas e cruzes.

23 de mar de 2010

Caso Nardoni: 2º dia do julgamento

23 de março de 2010 - 2º dia

8h35 - Alexandre Nardoni acaba de chegar ao Fórum de Santana para o segundo dia de julgamento. Jatobá chega em seguida.

9h - Avó materna critica decisão da Justiça de deixar Ana Carolina de Oliveira, mãe de Isabella, incomunicável.

Montagem da maquete atrasa em 1 hora ocomeço do segundo dia de julgamento dos Nardoni.

10h21 - O advogado Roberto Podval, que defende o casal rebateu as críticas por ter pedido que Ana Carolina de Oliveira, mãe de Isabella e arrolada como testemunha de acusação, ficasse à disposição da Justiça.

Primeira testemunha a ser ouvida é a delegada Renata Pontes.

10h17 - Promotor utiliza maquete durante o interrogatório da delegada Renata Pontes. É a primeira vez que este recurso é utilizado em um julgamento.

(A partir dos depoimentos do jurista Luiz Flávio Gomes, que está acompanhando o julgamento ao vivo)

10h20 - A primeira notícia que chegou na delegacia foi de roubo, mas a delegada logo percebeu que não foi queda acidental, porque a criança aparentava esganadura. Tinha poucas lesões. Tinha lesão na testa.

10h25 - "Descobri que nada tinha sido substraído. Suspeitei que não era latrocínio, sim, homicídio. Em cada dia de investigação fui formando minha convicção como delegada. Me convenci 100% de que os dois foram os autores. Só procurei buscar a verdade, como policial. Não assisti TV e nem internet. Meu respeito é com a vítima".(Depõe a delegada).

10h44 - Começam as rperguntas do promotor, Dr. Cembranelli, que pediu os volumes originais do caso.

10h46 (Continua depoimento da delegada):A criança parecia um "anjinho" deitado. Fiz vários contatos com o médico legista e ele confirmou asfixia e traumas da queda. O porteiro foi ouvido e era suspeito da autoria. Todos os suspeitos indicados por Alexandre foram ouvidos..."

10h56 - Alexandre disse no dia que tinha "bandido" no prédio.

11h02 - Esgotei todas as hipóteses de investigação. Só descobri e me convenci do homicídio.

11h08 - Os acusados recusaram - se participar da reconstituição do crime, p/ não fazer prova contra eles.

11h11 - Não é verdade que eu segui uma só linha de investigação. Sempre tratei os acusados com respeito.

11h15 - Dr. Cembranelli faz perguntas sempre de forma tranquila, não fala alto. Está mantendo seu estilo.

11h20 - Determinei perícias no muro e no prédio e nada achei de relevante.(continua a delegada).

11:29: Dr. Cembranelli se aproxima da maquete. Os jurados se levantaram. O defensor também.

11h32 - Havia gotinhas de sangue da porta de entrada do apartamento até o quarto e até a janela. os peritos utilizaram o produto "bluestar" (reagente químico eficiente) para detectar sangue no apartamento. Havia sangue numa fralda e também no carro.

11h41 - Nunca os acusados disseram que haviam derrubado alho ou nabo ou cenoura ou banana no apartamento.

11h45 - Houve perícia da "pegada" de chinelo e da camiseta de Alexandre.

11h47 - A perícia encontrou faca e tesoura no apartamento, na cozinha. Aparentavam manuseio recente. Constatou-se uma fibra da tela na tesoura.

11h55 - Moradores do apartamento do prédio vizinho ouviram vozes vindas do apartamento dos Nardoni. Era uma discussão. A mulher gritava e falava muitos palavrões.

11h58 - Os jurados olham a maquete com total interesse. Se levantam e se aproximam da parte traseira da maquete.

12h15 - Começam as perguntas da dra. Cristina, assistente da acusação.

12h16 - ( continua a delegada) Confirmo que uma testemunha afirmou ouvir uma criança dizendo "papai, papai".

12h28 - o juiz suspendeu os trabalhos, que são retomados às 12h40, já com o Dr. Podval para começar as perguntas.

12h45 - Dra. Renata continua respondendo às perguntas sem nenhuma hesitação. Os réus continuam estáticos.

12h59 - Não havia a mínima possibilidade de constatar sangue na chave do apartamento. Não foi feita perícia na chave.

13h30 - Dr. Podval (defesa) afirma que vários exames posiveis não foram feitos na tesoura e na faca.

13h31 - As marcas de sangue eram de Isabella, segundo o DNA. Não havia sangue da Isabella na roupa de Alexandre. Não se sabe de quem era o sangue na fralda. Li os laudos mas não tenho compressão técnica pericial.

13h45 - Dr. Podval dá a entender que vai explorar muito a parte pericial. Para ele, os laudos não são conclusivos.

13h52 - (continua a delegada) Não achei estranha a suspeita contra os pais de Isabella. Outros casos já existiram.

13h56 - Não se sabe quem usou a tesoura, só se sabe que foi um adulto.

14h09 - Não há prova de sangue na roupa de Jatobá.

Após quatro horas e trinta minutos, termina o depoimento da delegada Renata Pontes, mas ela não é dispensada.

Pausa para o almoço. O próximo a ser interrogado deverá ser o médico do Instituto Médido Legal (IML), Paulo Sérgio Tieppo Alves.

15h45 - Com o depoimento do médico do Instituto Médido Legal (IML) Paulo Sérgio Tieppo Alves, que realizou a perícia no corpo de Isabella e constatou que tinha sinais de asfixia.

Legista Tieppo confirma que morte foi causada por politraumatismo +asfixia por constrição.

O juiz questionou sobre os sinais externos de asfixia que ele percebeu e ele disse que foi a congestão da face, cianose e protusão da língua. A posteriore pelas fotos da necropsia, outras lesões foram percebidas .

Sinais internos: havia um conjunto de lesões decorrentes de traumas da queda e da asfixia.

Asfixia: sangue na musculatura do pescoço, atrás e ao lado em pontos típicos da asfixia ( lado direito) que são sinais específicos da esganadura.

Mais sinais de asfixia : Petéquias no pulmão e coração, sangue escuro fluído, vômito nas narinas e na camisa de Isabella.

Pelo exame histopatológico foi descoberto também vômito no pulmão. O legista esclareceu que todos possuimos um nervo vago e um dos efeitos da compressão desse nervo é o vômito .

Lesôes compatíveis com a queda:

Externa somente escoriações

Internas: lesões decorrentes da desaceleração , do impacto dos orgãos contra os ossos, infiltrados hemorrágicos, sangue entre músculos. Lesões de contra golpes nos pulmões. Sangue nos tecidos da caixa toráxica. Contusões no fígado , estômago .

Havia outro conjunto de lesões que não se encaixavam nos outros:
Testa , boca , punhos, equimoses na palma da mão, escoriações punho na parte da frente , fratura do rádio ( fratura impactada ), osso encavala para dentro do braço, fratura de osso da bacia ( fratura linear incompleta), períneo com equimose e esgarçamento e equimose nas nádegas.

Nenhuma dessas lesões eram compatíveis com asfixia ou a queda do sexto andar, concluiram em conjunto dos três peritos que ela teve uma queda sentada também. Lesão típica de queda da própria altura.

O juiz questionou se essa conclusão era dele. O legista respondeu que não , que está descrito em vasta literatura nacional e internacional.

Referente a fratura da bacia, após estudo e conferência com outros profissionais, chegou-se a conclusão que a mesma não era condizente com a queda do sexto andar, nem com queda da própria altura, pois a fratura era linear incompleta revelando que alguém a teria projetado contra o chão.

A lesão na testa não era decorrente de nenhuma das 3 ações acima e na cavidade bucal também não , descompressão da boca .

Questionado pelo juiz sobre a causa mortis o legista afirma asfixia e politraumatismo.

O promotor questiona se os exames complementares são os descritos em folhas 633, ele confirma que sim, que são os exames de histologia, sexologia, toxicologia , radiologia e patologia. Que as amostras estão disponíveis desde a confecção dos exames.

O promotor apresenta 11 livros ao legista e questiona sobre os sinais de asfixia e se haviam os mesmos em Isabella , sendo todos os sinais confirmados pelo legista.
Foi apresentado uma foto dos pulmões da Isabella aos jurados para demonstrar o que eram as petéquias.

Legista explica que Isabella sofreu muito antes de morrer, durante as agressões antes da queda e ao ser jogada pela janela.

Foram apresentados fotos antes e pós morte para demonstrar como foi feita a reconstrução da arcada dentária, que serviu para apurar como foram feitas as lesões no interior bucal.

Nesse momento a avó de Isabella, Dona Rosa saiu da sala muito nervosa ao ver as fotos do cadáver da neta. Os acusados permanecem imóveis.

O legista ainda frisou que conversou com a médica de plantão naquela noite e que ela informou que as manobras de ressucitação feitas em Isabella foram externas, não podendo ocasionar tais lesões na boca.

O legista por fim esclarece que a esganadura só ocasionaria fratura no osso hioide nos individuos adultos, pois so calcifica dos 25 aos 30 anos. Em crianças esta fratura é muito rara.

Termina o depoimento do médico legista Paulo Sérgio Tieppo Alves. Em seguida será interrogado o perito Luiz Eduardo Dorea.

A testemunha de acusação Luiz Carvalho, que a promotoria não havia divulgado a profissão, é o perito criminal e jornalista Luiz Eduardo Carvalho Dorea, mais conhecido como Luiz Eduardo Dorea, autor de vários livros e ex-diretor da Polícia Técnica da Bahia.

Perito deu uma aula sobre dinâmica e morfologia das gotas. Ficou muito claro porque a certeza dos movimentos de Alexandre carregando Isabella.

O depoimento do perito terminou após pouco mais de 30 minutos. Foi o mais rápido até agora do julgamento.

O segundo dia do julgamento foi encerrado.

20h38 - Advogado de defesa e Promotor deixam o tribunal.

Em seguida, Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá deixaram o Fórum de Santana para dormir nas mesmas carceragens do primeiro dia de julgamento.

O caso Nardoni - Cronologia dos fatos


29 de março de 2008

A menina Isabella Nardoni, de 5 anos, é encontrada morta no jardim do prédio em que moravam Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá – pai e madrasta de Isabella. A polícia descarta a hipótese de acidente. Neste dia, a menina estava sob a guarda do pai, com quem ficava a cada 15 dias.

30 de março de 2008

Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá prestam depoimento durante toda a madrugada no 9º Distrito Policial e dão a versão deles para o caso. Alexandre conta, segundo a polícia, que uma terceira pessoa entrou no apartamento e matou Isabella enquanto ele descia para buscar seus outros dois filhos e a mulher. Pela manhã, às 9h, o corpo de Isabella é enterrado no cemitério Parque dos Pinheiros.

31 de março de 2008

A polícia revela que gotas de sangue foram encontradas pelo apartamento onde o casal morava e que Isabella foi jogada da janela do quarto dos irmãos. Laudo preliminar feito pelo Instituto Médico Legal indica que a menina foi sufocada. A polícia diz que o casal é tido como “averiguado”. O advogado Antonio Nardoni, pai de Alexandre, defende o filho e Anna Carolina. “Ele pode ter todos os defeitos, mas isso nunca faria”, afirma.

01 de abril de 2008

Vizinhos contam que ouviram gritos de uma criança dizendo “pára, pai” antes de Isabella ser jogada. O delegado responsável pelas investigações informa ainda que moradores dizem que o casal brigava constantemente. O advogado de defesa do casal contesta os depoimentos e diz que a frase “pára, pai” é interpretativa. Sobre as brigas, afirma que Alexandre e Anna Carolina são como os demais casais.

02 de abril de 2008

A bancária Ana Carolina de Oliveira, de 24 anos, mãe de Isabella, presta depoimento no 9º Distrito Policial. Ao sair da delegacia, ela pede que “a justiça seja feita”. Neste dia, é decretada a prisão temporária do casal por suspeitas de envolvimento na morte de Isabella. Peritos no Instituto de Criminalística voltam ao edifício London em busca de mais provas para esclarecer a morte de Isabella. Eles usam reagentes químicos e uma luz especial – chamada de luminol – para encontrar vestígios de sangue no apartamento e carro do casal.

03 de abril de 2008

Alexandre e Anna Carolina se entregam à polícia no Fórum de Santana e são presos. Ele fica detido no 77º Distrito Policial, na região central de São Paulo, e Anna Carolina no 89º DP, na zona sul da cidade. Em cartas, eles afirmam ser inocentes. “Todos estão me julgando sem ao menos me conhecer”, diz o pai. “Amo ela como amo aos meus filhos”, escreve a madrasta.

06 de abril de 2008

Peritos concluem que Isabella foi espancada antes de ser jogada pela janela do 6º andar do edifício London. O advogado Antonio Nardoni, pai de Alexandre, diz em entrevista que acredita na versão do filho sobre a morte da menina. “Durante a reforma do apartamento, vimos que é possível entrar lá”, diz.

08 de abril de 2008

Imagens do circuito interno de um supermercado mostram Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá com Isabella e os dois filhos horas antes da menina ser morta. As câmeras do supermercado mostram Alexandre com uma camiseta clara e bermuda, roupas iguais as que usava momentos após a morte. O advogado de defesa destaca que o vídeo mostra uma família “harmoniosa”.

11 de abril de 2008

A Justiça concede habeas corpus para Alexandre e Anna Carolina. A saída do casal da delegacia foi bastante tumultuada e reuniu uma multidão que pedia por justiça. Ao deixarem a prisão, os dois foram para a casa do pai de Alexandre na zona norte de São Paulo.

14 de abril de 2008

Os advogados de Alexandre e Anna Carolina levam à polícia roupas que o casal usou no dia da morte de Isabella. A imprensa revela trechos dos depoimentos que Alexandre e Anna Carolina prestaram no dia seguinte à morte da menina. Anna Carolina disse à polícia que havia tido desentendimentos com a mãe da menina, Ana Carolina de Oliveira, por ciúmes. Foram revelados também os depoimentos do porteiro e do síndico do prédio onde Isabella caiu.

15 de abril de 2008

Vizinhos contam à imprensa que ouviram uma briga entre Alexandre e Anna Carolina antes da menina Isabella ser jogada do prédio. “Não era uma briga de casal, mas uma briga de desespero”, afirmou a vizinha que mora no prédio ao lado do casal. A polícia reafirma que não há indícios de uma terceira pessoa na cena do crime e peritos informam que foram encontrados resíduos da tela de proteção na roupa de Alexandre. A tela foi cortada pelo assassino de Isabella.

16 de abril de 2008

A perícia conclui que as manchas encontradas no apartamento são de Isabella e que a menina morreu em consequência da queda. Alexandre e Anna Carolina são convocados a prestar novo depoimento. Eles visitam os filhos mais uma vez. É revelado o conteúdo do depoimento de Ana Carolina de Oliveira à polícia. Ela teria dito que acreditava na participação do casal na morte de sua filha.

17 de abril de 2008

A polícia prende dois rapazes que pichavam o muro de um vizinho de Antonio Nardoni, avô de Isabella. População protesta em frente à residência em que o casal está e a polícia é chamada. Antonio comenta o depoimento da mãe de Isabella, diz que “ela, talvez, tenha exagerado” e que se o filho fosse culpado “já teria assinado confissão”. Laudos do Instituto de Criminalística revelam que Isabella foi asfixiada antes de ser jogada de quase 20 metros de altura. A perícia também constata que a causa da morte foi politraumatismo e que Isabella estava inconsciente, mas viva, quando foi jogada. A pegada achada na cama do quarto das crianças foi atribuída a Alexandre.

18 de abril de 2008

sabella completaria 6 anos e sua mãe faz nova homenagem na página do Orkut. Centenas de pessoas visitam o túmulo em que a menina foi enterrada. Alexandre e Anna Carolina prestam novo depoimento em meio a protestos e são indiciados pela polícia pela morte da menina. A polícia revela ainda que havia sangue de Isabella no carro de Alexandre.

20 de abril de 2008

Alexandre e Anna Carolina concedem entrevista exclusiva à TV Globo e reafirmam que são inocentes. "Somos totalmente inocentes", disse Anna Carolina emocionada. "Nunca encostei um dedo na minha filha", argumentou Alexandre. Segundo ele, a esposa "era uma segunda mãe" para Isabella. Novos trechos dos laudos da perícia são revelados – o pai teria jogado Isabella do 6º andar. Marcas da tela de proteção, segundo a perícia, são encontradas na camiseta dele.

27 de abril de 2008

Polícia realiza a reconstituição da morte de Isabella sob forte esquema de segurança. Trabalhos duram mais de sete horas e não têm a presença de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá. A perícia usou uma boneca de US$ 2,5 mil para representar Isabella Nardoni.

07 de maio de 2008

A justiça aceita a denúncia do Ministério Público e decreta a prisão do casal, que se entrega em meio a tumulto durante a noite. Alexandre é encaminhado para o 13o Distrito Policial e Anna Carolina Jatobá, para o 97o DP. No dia 31 de outubro de 2008, o juiz Maurício Fossen decide que o casal Nardoni vai a juri popular.